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Mais que acessório, meia-calça é estrela do guarda-roupa feminino

Projeto em Verona comemora o 60º aniversário da invenção da peça


postado em 15/10/2019 04:00 / atualizado em 14/10/2019 22:55

No último dia 8, foi realizada em Verona, Itália, a segunda edição de um projeto LegShow da Calzedonia, para comemorar o 60º aniversário da invenção da meia-calça e celebrar essa peça que não é mero acessório, mas verdadeira estrela do guarda roupa feminino. Mas alguém já se preocupou em conhecer a história dessa inseparável peça usada pelas mulheres? Ela tem, na verdade, mais de 60 anos. Os primórdios da meia-calça surgiram no Ocidente, quando começaram a enrolar tiras finas de pele animal. Os egípcios usavam meias de tricô por volta do século 4 AC, mil anos antes de os ingleses tornarem a peça popular.

Quando os saxões governaram a Inglaterra, um monge saxão foi proibido de celebrar a missa com as pernas de fora, então ele enrolava ataduras finas de linho branco ao redor delas. Cem anos depois de Jesus morrer, os europeus começaram a usar pelo de animal em vez da pele para cobrir as pernas. A seda se tornou popular em 1560, quando a rainha Elizabeth ganhou um par de meias compridas de seda fina. Ela gostou tanto delas que se recusou a usar qualquer outra coisa depois disso. Nas colônias inglesas na América, uma série de leis confusas restringia o comércio de lã, então encontraram cânhamo em pântanos e tricotaram as primeiras meias-calças americanas. Em 1939, a primeira meia-calça de nylon foi lançada para o mundo, e milhares de mulheres fizeram fila para comprá-las. Em pouco tempo, ninguém estava mais nem aí para a seda.

De meados do século 14 até meados do século 16, as meias eram ostentadas nos corpos masculinos como a plumagem de um pássaro bonito. Peças de seda, algodão, linho ou lã eram cortadas por alfaiates para se ajustar às pernas e coxas – curtas ou longas, largas ou justas, ou ornadas na parte de cima e ao redor dos tornozelos, em uma variedade de cores sem fim. Meias amarelas, assim como neve amarela, significavam problema, pelo menos de 1552 até mais ou menos 1600. Além de serem usadas por crianças inválidas no Christ’s Hospital. Os ingleses ficaram tão obcecados com vestimenta monocromática que as meias eram feitas sob medida e tingidas para combinarem com o resto da indumentária. Na Paris do século 17, meias finas ainda podiam ser adquiridas em 50 cores diferentes, cada uma com seu próprio rótulo: Desejo Sensual, Amigo Triste, Tempo Perdido, Pecado Mortal.

Ataduras para as pernas eram vistas como sinal de barbarismo na Roma do final do século 3. Se você fosse pego usando meias, era punido com servidão eterna e o confisco de todas as suas posses. No entanto, em 100 anos as coisas mudaram. Em 1555, uma lei foi aprovada na Inglaterra, decretando que ninguém além dos vereadores e prefeitos poderia usar meias de seda, sob a pena de multa de 10 libras e encarceramento. Em 1656, a justiça de Massachusetts, Estados Unidos, ordenou que toda mulher e criança desocupada cujas mãos não estivessem quebradas deveriam trabalhar na fiação, muitas vezes de meias. Também nos Estados Unidos, no estado de Connecticut, o ato de um homem usar qualquer peça de vestuário feminino, incluindo meia-calça de tricô, se tornou ilegal em 1796. Mas meias de couro – que eram basicamente grosseiras – estavam liberadas, certamente dando início à tendência do couro.

Na Segunda Guerra Mundial, as meias de seda desapareceram. O truque então era passar um bom creme nas pernas e desenhar sua costura na parte de trás, na época as meias vinham com costura, que acabou com a técnica moderna de produção. No lançamento da coleção das novas meias-calças, o tema da temporada é logomania. Isso significa meias cobertas de letras e escrita, agrupada ou enrolada à volta da perna para um efeito de renda gráfico.


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