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Estado de Minas

Algumas séries e um bom canal de TV


postado em 17/08/2019 04:00 / atualizado em 16/08/2019 16:24

Coral em arquipélago no Quênia. Nunca imaginei que os peixes procurassem um lugar para dormir(foto: TONY KARUMBA/AFP )
Coral em arquipélago no Quênia. Nunca imaginei que os peixes procurassem um lugar para dormir (foto: TONY KARUMBA/AFP )


Difícil lutar contra. Diversão total de quem gosta de ficar em casa é, sem dúvida, a TV. Nunca imaginei, nos meus tempos de vida plena, que fosse me entregar a esse tipo de passatempo. Mas,  procurando daqui e dali, é possível passar algumas horas sem pensar em nada – apenas no que os olhos estão vendo. Comecei atraída pelas séries. No começo, achava a maior graça em House e seus pitacos constantes. Mas, prestando um pouco de atenção, dá até para aprender alguma coisa de medicina.

Informações, aliás, que são reforçadas na série sobre o hospital em Chicago Med. A série sobre os estupros em Nova York chega a ser uma chatice sem igual. Ninguém aguenta aquela novela de descobrir o que existe mesmo por trás da agressão. E é curioso observar, ao longo de todas as apresentações, como é que o penteado da chefe dos policiais muda. Nos episódios antigos, o corte do cabelo era legal – agora entrou na linha do anelado solto, caindo cara abaixo. Não há beleza que aguente. As séries sobre Chicago são agitadas e a dos bombeiros dá sempre lições de dedicação e relacionamento humano. Mas elas são tão repetidas que é preciso ter paciência para acompanhar.

Como acompanhei durante algum tempo The walking dead, até não aguentar mais aquelas figuras de mortos-vivos e de heróis. Segui Game of thrones e passei a gostar, até que cheguei a perceber que era uma luta feminina pelo poder e, realmente, a série foi muito bem feita. Comecei a seguir Britannia, que tem o palavreado mais sujo de todas as séries que passam por aqui, e é produzida, até onde sei, na Inglaterra. Só que, por aqui, só é exibida a primeira parte e estou cansada de esperar para saber qual será o papel final daquela menina – salvará quem? Os romanos dá para ver que não será. O certo é que as séries são também um bom sonífero, Grimm é engraçado por causa das caras que são transformadas a cada raça de personagem. Uma da semana passada ficava com cara de sapo, uma graça. Diverte.

Só que, numa mudança de canal, descobri a salvação da lavoura, uma estação que se chama Love Nature e mostra isso mesmo: o amor pela natureza. Os programas são fantásticos, feitos ao vivo, em lugares sem fim do mundo, como África, ilhas, mares. Os programas de que mais gosto e nos quais tenho aprendido muita coisa são os feitos no fundo do mar. Que são uma beleza pura. Não podia imaginar que as paisagens submersas fossem tão ou mais bonitas dos que as que ficam em cima da terra.

A profundeza do mar é uma terra que ninguém conhece, nem imagina como é que pode ser. Os corais são maravilhosos e os peixes, uma curiosidade. Nunca podia imaginar que a garoupa, que sempre foi um dos peixes mais caros, pudesse ser tão feia. E o modo de vida dos vários peixes têm me encantado, principalmente quando se escondem à noite para dormir em paz. Nunca passou pela minha cabeça que peixe dormisse, já imaginaram que burrice pura? O acasalamento é outro truque. As fêmeas põem ovos e mais ovos mar afora, e os machos vão atrás, fecundando cada um. Na vida real, poucos são os que imaginam como os peixes nascem. A quantidade de peixes azuis que aparece é incrível. Aparecem pouco nos aquários legais.

Quando os capítulos passam para a terra firme, o que me encanta são os pássaros. Nunca vi tantos e tão bonitos. Os azuis são de tirar o fôlego. Os flamingos já são mais conhecidos – mas, aos bandos, como andam sempre, encantam, prendem a atenção, descansam. E os suricatos, bichinhos pouco conhecidos, são uma graça quando ficam em pé e perfilam os braços juntos na frente do corpo. Ficam quietinhos, só viram a cabeça de um lado para o outro. O bom da programação é que ela dá sempre uma lição de história natural, da vida no planeta que pouco conhecemos. E, na maioria das vezes, os capítulos são para lá de interessantes. 


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