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Estado de Minas

Quebra-quebra de ossos


postado em 12/07/2019 04:00


A osteoporose é uma doença que torna os ossos frágeis e quebradiços. O osso fica tão fraco que uma queda ou até mesmo estresses leves, como a pessoa se curvar, podem causar fratura. Fraturas relacionadas à osteoporose ocorrem mais comumente no quadril, punho ou na coluna. O tecido ósseo está constantemente sendo renovado e substituído. O problema ocorre quando a criação de um osso não se mantém com a remoção do antigo, ou seja, ele se torna literalmente poroso.

A osteoporose afeta homens e mulheres de todas as raças. Mas as mulheres brancas e asiáticas – especialmente as mais velhas que estão na menopausa – correm maior risco. Medicamentos, dieta saudável e exercícios com pesos podem ajudar a prevenir a perda óssea e fortalecer os ossos já fracos.

Há sintomas que aparecem já nas primeiras fases da perda de massa óssea. Porém, uma vez que os ossos foram enfraquecidos pela osteoporose, você pode ter sinais e sintomas mais acentuados que incluem dor nas costas, causadas por uma vértebra fraturada ou colapsada; perda de altura ao longo do tempo; postura curvada; fraturas ósseas que ocorrem mais facilmente que o esperado; e dores ósseas generalizadas.

Os ossos estão em constante renovação. Quando somos jovens, o corpo faz com que o osso novo cresça mais rapidamente do que quebra, aumentando a massa óssea. A maioria das pessoas atinge o pico de massa óssea por volta dos 20 anos. Em pessoas de idade, a massa óssea diminui mais rapidamente do que é criada. Como a probabilidade de desenvolver osteoporose depende, em parte, de quanto de massa óssea ela alcançou na juventude, quanto maior o pico de massa óssea, menor a probabilidade de desenvolver osteoporose com a idade.

Vários fatores podem aumentar a probabilidade de desenvolver osteoporose. Sexo: mulheres são muito mais propensas à doença do que os homens. Idade: quanto mais velho, maior o risco. Raça: o risco é maior entre brancos ou pessoas de origem asiática. História familiar: ter pai ou irmão com osteoporose aumenta o risco, especialmente se a mãe ou o pai sofreu fratura de quadril. Massa óssea: homens e mulheres com densidade óssea e estrutura pequenas tendem a ter maior risco, pois há menos massa óssea para retirar à medida que envelhecem. Níveis hormonais: a osteoporose é mais comum em pessoas com muita ou pouca quantidade de certos hormônios.

Os exemplos incluem queda do estrogênio, testosterona e hormônios da tireoide; fatores dietéticos, como baixa ingestão de cálcio, anoréxicos, cirurgias gástricas; e o uso de esteroides e outros medicamentos por tempo prolongado. Alguns maus hábitos podem aumentar o risco de osteoporose. Os exemplos incluem estilo de vida sedentário – pessoas que passam muito tempo sentadas têm maior risco de osteoporose do que aquelas mais ativas. Qualquer exercício ou atividade que promova o equilíbrio e a boa postura é benéfico para os ossos. Andar, correr, fazer musculação ou fortalecimento em geral e dançar parecem ser eficazes. O excesso de álcool é outro fator, o consumo regular de mais de duas bebidas alcoólicas por dia aumenta o risco de osteoporose. Estudos mostram que o consumo de tabaco contribui para o enfraquecimento dos ossos.

As recomendações de tratamento são baseadas em estimativas do risco de o indivíduo quebrar um osso nos próximos 10 anos, com base em informações como o teste de densidade óssea. Se o risco não for alto, o tratamento pode não incluir medicação e se concentrar em estilo de vida, segurança e modificação de fatores de risco para a perda óssea. Para homens e mulheres com maior risco de fratura cuja densidade mineral óssea já está mais avançada, os medicamentos mais amplamente prescritos são os bifosfonatos.

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