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Estado de Minas ANNA MARINA

Corpo é como um eletrodoméstico: se estalar é melhor tratar logo

Quando o corpo estala é sinal de que algum problema está a caminho. A melhor atitude é buscar um acompanhamento


postado em 19/06/2019 04:00 / atualizado em 02/07/2019 12:21

Aparelhos domésticos quando começam a estalar estão, certamente, com algum problema. Muito uso é o principal responsável. Com o corpo pode ocorrer a mesma coisa. Especialista no assunto, a fisioterapeuta Fabiana Oliveira entra no assunto para avisar que o ideal é sempre buscar um acompanhamento profissional. “O estalido é um sinal e, ao contrário do que algumas pessoas pensam, nem sempre são acompanhados de dores, inclusive podem causar o travamento da mandíbula, mesmo que por um instante”, explica.
Os estalos apontam para distúrbios ou disfunção na articulação, que podem ser identificados por meio de vários sintomas, como sensação de desencaixe ao abrir a boca, bruxismo (ranger dos dentes ao dormir), flacidez dos músculos da mandíbula, mudança brusca no encaixe entre os dentes superiores e inferiores e, nos casos mais graves, a mandíbula pode ficar presa ou fora do lugar. Caso o clique ocorra em movimentos comuns, como bocejo ou mastigação, também é preciso ficar atento. Quando os distúrbios na região da face se desenvolvem, o cotidiano e a qualidade de vida são afetados e, quando não são tratados adequadamente, podem resultar em cirurgias desnecessárias. “As sessões de fisioterapia me ajudaram e na segunda ou terceira sessão as diferenças já eram notórias: além da correção do maxilar, um ponto importante foi que voltei a respirar melhor”, afirma uma paciente da especialista. Portanto, para não arriscar o bem-estar pessoal, o clique não deve ser ignorado. Vale destacar que o tratamento só deve ser iniciado após diagnóstico completo. “É importante sempre buscar um profissional adequado para fazer o diagnóstico. Os tratamentos podem variar conforme a condição clínica de cada paciente”, acrescenta a especialista. Os tratamentos para os problemas localizados na região orofacial são diversos e podem ser diurnos ou noturnos. O primeiro está relacionado ao comportamento do paciente, ou seja, envolve correção na postura da boca, mudanças nos hábitos parafuncionais – tais como colocar objetos entre os dentes e apoiar a mandíbula com as mãos –, avaliação da mordida e, até mesmo, tratamento oclusal. No segundo caso, o método inclui o uso da placa de ATM. Conhecida como estabilizadora, ela é indicada de acordo com os distúrbios apresentados pelo paciente. “Normalmente, no início do tratamento conservador (menos invasivo, que envolve a reeducação dos hábitos da pessoa) e no pós-operatório, é indicado placa, fisioterapia e medicação”, explica Fabiana. “Mesmo que o paciente tenha finalizado o tratamento com fisioterapia, ele pode continuar usando a placa. Ela tem ajustes e, conforme as orientações do especialista, passará pelas alterações baseadas nos resultados apresentados pelo paciente”, finaliza. A fisioterapeuta avalia também a cirurgia aplicada para resolver o problema, que diminui o tempo de recuperação e agiliza o retorno do paciente a atividades cruciais, como a mastigação e a deglutição, em até 15 dias – sem esse tratamento, é comum a pessoa recuperar a mastigação perfeita após dois meses.


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