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Fashion revolution no museu


postado em 07/05/2019 05:07 / atualizado em 07/05/2019 09:08


A Fundação Municipal de Cultura recebe, até o dia 12, no Museu da Moda de BH, as mostras expositivas da “6ª Semana Fashion Revolution”. O movimento internacional ocorre em diversas cidades do mundo desde 2014 e tem o objetivo de aumentar a conscientização sobre os verdadeiros custos da moda e seus impactos na sociedade. Nesta edição, são promovidas ações em defesa de políticas públicas de gênero, de raça e de mais transparência na comunicação de marcas. São cinco mostras expositivas que integram a programação: “Feminicídio, bordando a resistência” & “A chita e o feminismo no estandarte do QANM”; “Transparência: o custo real de um look”; “Ternitura: um costume para leveza”; “Toda matéria é matéria”; e “Quem fez o site ethicalfashionbrazil.com”.

“Feminicídio, bordando a resistência” é uma proposta do Coletivo Linhas do Horizonte. Trata-se da exposição de um varal bordado à mão com nomes de mulheres que tiveram suas vidas ceifadas, vítimas do feminicídio, além de outros dados bordados. A mostra é uma parceria com o Movimento Quem Ama Não Mata, que também exibe seu estandarte, feito à mão com fuxicos, lamê, flores, franjas vintage e colagens de chita e cristais, ilustrando o texto “A chita & o feminismo no estandarte do QANM”.“Transparência: o custo real de um look”, por Fashion Revolution BH, apresenta peças de diferentes marcas que fazem parte do cenário da moda sustentável local.

A mostra tem o objetivo de repensar os processos de consumo inteligente e consciente, evidenciando as novas linguagens de produção e aquisição das roupas. Por meio de etiquetas abertas, o público pode verificar os custos reais de fabricação e venda, a fim de refletir sobre a importância da transparência na comunicação das marcas, com o público e os fornecedores. O stylist convidado é Juliano Sá, editor e produtor de moda graduado em arquitetura e urbanismo pela Universidade Fumec. By My Hands, Coolringa, Florent, Grama, Micciori, Mollet, Solo e Tiê Moda Sustentável são as marcas parceiras nesta exposição.

“Ternitura: um costume para leveza”, por João Frederico Almeida, propõe o entendimento da vestimenta como um suporte portátil e sustentável, no qual se inserem narrativas que são estabelecidas pelas experimentações com o material e com a expressão dos fenômenos da nossa realidade. A partir da fermentação do kombuchá, a celulose bacteriana obtida é trabalhada como forma de se estabelecer uma relação íntima entre “técnica-usuário-objeto”. João Frederico Almeida é designer de produto pela Escola de Design da UEMG e sua pesquisa em uma busca pelo limiar entre moda e arte, compreendendo a vestimenta como um suporte reflexivo dos processos de subjetivação e de nosso desenvolvimento histórico.

“Toda Matéria é Matéria”, por Emanuel Lucas, é uma exposição que coloca o insumo, a matéria-prima, como elemento principal na produção de tipologias de produtos. Além disso, demonstra como uma base produtiva artesanal consegue absorver insumos de descarte e significá-los. Emanuel Lucas é designer e artesão, graduado em design de produto pela UEMG, trabalha em um centro de design automotivo e desenvolve peças autorais em seu próprio ateliê.

“Quem fez o site ethicalfashionbrazil.com”, por Luciana Duarte, é uma instalação sobre o novo site Ethical Fashion Brazil (antigo Moda Ética, no ar desde 2007) que faz uma colagem artística de resíduos têxteis, fiações de eletrônicos e sucata de computadores. Retratos da equipe e das telas do site emergem da colagem industrial, como fragmentos que atravessam o real e o virtual.
A entrada é franca.


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