Jornal Estado de Minas

MERCADO S/A

Volks faz campanha com Elis Regina e anuncia investimento bilionário

 

Há muito tempo uma propaganda não provocava tantas discussões quanto a campanha da Volkswagen para comemorar seus 70 anos de Brasil. Com recursos da Inteligência Artificial, a empresa promoveu um encontro entre a cantora Maria Rita e sua mãe, Elis Regina, que morreu em 1982.



Segundo a agência AlmapBBDO, responsável pelo vídeo, a IA foi treinada para reconhecer as expressões faciais de Elis e aplicá-la sobre a imagem de uma dublê. O resultado foi emocionante para alguns e assustador para outros.

Certamente, chegará o dia em que os algoritmos “ressuscitarão” estrelas do passado para a realização de filmes e até shows – na publicidade, a Volks antecipou-se a esse movimento. Para a empresa, a repercussão foi ótima, com intensos debates nas redes sociais.

A montadora aproveitou a ocasião para anunciar o plano de investir 1 bilhão de euros no Brasil até 2026 – sua meta é crescer 40% no país nos próximos 4 anos.

Inteligência artificial revive voz de John Lennon

Se ainda havia dúvidas a respeito do impacto que a Inteligência Artificial provocará na sociedade, campanhas como a da Volkswagen estão aí para eliminá-las. Vivemos uma era de grandes transformações. Recentemente, Paul McCartney anunciou o lançamento da “última música dos Beatles” com a participação de John Lennon, que morreu em 1980. Isso foi possível porque o algoritmo de IA reproduziu à perfeição a voz de Lennon. Iniciativas desse tipo levantam uma série de questionamentos sobre ética.




Meta lança rede social para concorrer com Twitter

Ao que tudo indica, o Twitter terá, enfim, um concorrente de peso. A Meta, ex-Facebook, lança amanhã o Threads, rede social que foi criada com o objetivo de encarar de frente a plataforma de Elon Musk. Na Apple Store, o Threads se apresenta como um aplicativo “onde as comunidades se reúnem para conversar sobre tudo, dos tópicos importantes hoje até os que estarão em alta amanhã.” Plataformas como Koo, Mastodon, Cohost e Hive Social fracassaram na tentativa de ocupar o espaço cativo do Twitter.

Operação brasileira da TAP quebra recordes

A forte retomada do turismo impulsiona os resultados das companhias aéreas. De janeiro a maio de 2023, a portuguesa TAP transportou de ou para o Brasil 741 mil passageiros, número que corresponde a um acréscimo de 51% em relação ao mesmo período do ano passado e de 11% sobre 2019, antes da pandemia. O desempenho se deve também ao aumento de voos em território brasileiro, com a adição de seis frequências semanais. O Brasil é o principal mercado da TAP fora da Europa.
 
 

Rapidinhas

  • A gigante de logística Ultracargo concluiu a compra de 50% da Opla, empresa que opera um terminal de etanol em Paulínea (SP). Para selar o negócio, desembolsou R$ 237,5 milhões. Agora, será sócia da BP, que detém os demais 50%. A Ultracargo opera terminais portuários em Santos (SP), Aratu (BA), Itaqui (MA), Suape (PE), Rio de Janeiro e Vila do Conde (PA).
  • A movimentação de cargas no Porto de Santos, o maior do país, totalizou 15,1 milhões de toneladas em maio – foi o melhor resultado para o mês da história. O agronegócio foi decisivo para o desempenho. Os embarques de soja cresceram 16,6% em relação ao mesmo período do ano passado.
  • Um estudo feito pela Shopee descobriu que 35% dos vendedores brasileiros cadastrados em sua plataforma têm o comércio eletrônico como principal fonte de renda. De acordo com o levantamento, que consultou 1.460 lojistas, 40% deles só usam a Shopee para realizar negócios. Cerca de 3 milhões de brasileiros estão registrados no e-commerce.
  • A Rota das Frutas Ride DF, que engloba o Distrito Federal e 33 municípios de Minas Gerais e Goiás, desembarcará no Peru nos próximos dias para trocar experiências sobre a produção de mirtilo. O grupo agendou encontros com representantes do governo e produtores da fruta e prevê visitas a centros de pesquisas locais.

US$ 852 bilhões

foi quanto as 500 pessoas mais ricas do mundo acrescentaram às suas fortunas no primeiro semestre de 2023, segundo o índice Bloomberg Billionaires. Para essa turma, o baixo crescimento global não é uma ameaça