O mercado financeiro já digeriu a escolha de Fernando Haddad para o Ministério da Fazenda – tanto é assim que o Ibovespa, o principal índice da bolsa brasileira, subiu na última sexta-feira, dia do anúncio de seu nome.
Na Faria Lima, em São Paulo, o coração financeiro do Brasil, a expectativa é que Haddad defina alguma âncora fiscal baseada em metas responsáveis, sem a chamada “licença para gastar.”
Como é sabido, contudo, trata-se de um governo de esquerda, o que pressupõe uma agenda mais voltada para questões sociais, aumento de gastos e maiores investimentos públicos. Não adianta esperar, digamos, por privatizações, porque elas provavelmente não estarão na agenda de prioridades do futuro governo.
A favor de Haddad está o fato de ser um acadêmico aberto a ideias vindas de diferentes correntes. Ele também tem ambições políticas, o que é um estímulo para que faça bom trabalho à frente da Fazenda.
Na Faria Lima, em São Paulo, o coração financeiro do Brasil, a expectativa é que Haddad defina alguma âncora fiscal baseada em metas responsáveis, sem a chamada “licença para gastar.”
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Agronegócio quer manutenção de programas de regularização fundiáriaMercado projeta Selic alta ao longo de 2023Com querosene da aviação nas alturas, valor de bilhetes disparaA favor de Haddad está o fato de ser um acadêmico aberto a ideias vindas de diferentes correntes. Ele também tem ambições políticas, o que é um estímulo para que faça bom trabalho à frente da Fazenda.
Cotado para trabalhar com Haddad, Bernard Appy defende simplificação tributária
O humor do mercado financeiro dependerá também da escolha dos auxiliares mais próximos de Fernando Haddad. Nesse aspecto, há expectativa positiva em relação ao nome de Bernard Appy (foto), ex-secretário de política econômica da Fazenda no primeiro governo Lula (2003-2007) e autor da proposta de reforma tributária em tramitação no Congresso. Appy é contra desonerações setoriais e defende a simplificação e racionalização dos tributos, ideias que agradam a turma das finanças.
Fiasco no Catar traz prejuízo financeiro para a CBF
Os prejuízos com a eliminação da Seleção brasileira na Copa do Mundo não se limitam ao campo esportivo. Com a queda precoce no Catar (foto), a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) deixará de embolsar US$ 25 milhões (cerca de R$ 130 milhões) em premiação. Se ganhasse o hexacampeonato, o Brasil teria direito a uma premiação total de US$ 42 milhões. A CBF também está preocupada com a eventual perda de anunciantes. Como é natural, o fiasco no Mundial poderá afastar o interesse de patrocinadores.
US$ 16,4 bilhões
é quanto os influencers movimentarão no mundo em 2022, segundo o site especializado Influencer Marketing Hub. Em 2022, foram US$ 13,8 bilhões
Com taxa de uros alta, IPOs desaparecem no Brasil e Estados Unidos
Não foi apenas o mercado acionário brasileiro que enfrentou uma seca de aberturas de capital em 2022. Se a B3, a bolsa brasileira, encerrará o ano sem nenhum IPO (oferta pública inicial de ações, na sigla em inglês), nos Estados Unidos o movimento foi igualmente decepcionante. Em 2021, as bolsas americanas realizaram, em conjunto, 1.035 IPOs. Em 2022, serão 173. Com a alta das taxas de juros em diversos países – inclusive no Brasil e Estados Unidos –, os investidores fogem dos ativos de risco.
''O Auxílio Brasil não só é frágil, mas gera desigualdades. O programa prioriza famílias menores em detrimento de famílias maiores”
Tereza Campello, economista que integra a equipe de transição do governo Lula
Rapidinhas
A indústria da aviação quer deixar de ser uma das mais poluentes do mundo. Segundo a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA, na sigla em inglês), a produção de combustível sustentável atingirá pelo menos 300 milhões de litros em 2022, o que representará de aumento de 200% em relação ao volume de 2021.
Em documento assinado em outubro passado, as companhias aéreas se comprometeram a eliminar por completo as suas emissões de dióxido de carbono (CO2) até 2050. Para atingir essa meta, o único caminho possível é o uso em larga escala do combustível sustentável, com a produção de 450 bilhões de litros por ano.
A Marcopolo, maior fabricante de componentes e carrocerias de ônibus do Brasil, investirá R$ 20 milhões em uma nova linha de produção de peças em Farroupilha, no Rio Grande do Sul. A unidade será inaugurada no primeiro semestre de 2023, ocupando um espaço de 5 mil metros quadrados dentro do complexo industrial GreenTec, que pertence à empresa.
Não tem sido fácil a vida dos acionistas do Nubank. Desde a abertura de capital, há exato um ano, a maior fintech da América Latina perdeu US$ 22,4 bilhões em valor de mercado com a queda da cotação de suas ações em cerca de 50%. Nos bastidores, comenta-se que o Nubank iniciou um plano de demissão de funcionários.