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O presidente eleito Lula quer briga com o mercado financeiro?

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O presidente eleito Lula vai dar as costas para o mercado financeiro? Em discurso feito ontem em Brasília, ele parecia mandar indiretas à turma da Faria Lima. “Por que as pessoas são obrigadas a sofrer para garantir a tal da responsabilidade fiscal deste país?”, questionou. “Por que toda hora falam que é preciso cortar gastos, é preciso fazer superávit, é preciso cumprir teto de gastos? Vamos mudar alguns conceitos. Muitas coisas consideradas como gasto temos que passar a considerar investimento.”



Depois, atacou as privatizações e sugeriu que desembolsará bom volume de recursos em obras públicas. Lula, obviamente, não é um liberal, mas o discurso alinhado visceralmente a velhos preceitos da esquerda causou enorme incômodo. Para muita gente, o futuro presidente “dilmou”, numa referência à gestão da ex-presidente Dilma Rousseff. A estratégia é arriscada. A história ensina que governar contra o mercado nunca dá certo.

Discurso do presidente eleito diz pouco sobre Ministro da Economia


A análise do discurso de Lula sugere que são poucas as chances de a Economia no novo governo ser comandada por um profissional de perfil mais técnico e menos político. Tal leitura deixou o mercado financeiro em atenção máxima, com dólar em alta e Ibovespa em queda. É preciso, contudo, esperar um pouco mais para decifrar a futura gestão. Lula, lembre-se, precisa da aprovação da PEC de Transição, e foi nesse contexto que ele fez a sua exposição inflamada, como se estivesse implorando por recursos.


(foto: Nelson Almeida/AFP )


B3 compra mais uma empresa de tecnologia


A B3 fechou uma das maiores compras de sua história. Por R$ 1,14 bilhão, a responsável pela bolsa de valores brasileira adquiriu a Neurotech, empresa tecnologia especializada na criação de sistemas e soluções de inteligência artificial (IA), machine learning e big data. A expectativa é que a transação ajude a alavancar a sua oferta de produtos de crédito, riscos e seguros. No ano passado, a B3 havia comprado a Neoway, também do setor de tecnologia, por R$ 1,8 bilhão.





Games são a nova aposta do streaming


A indústria cinematográfica descobriu o potencial de games. Se até pouco tempo atrás as grandes produções de Hollywood iam parar nos consoles – Star Wars e Homem Aranha são exemplos disso –, agora o caminho é inverso. Games de sucesso acabaram enveredando para as telonas ou o streaming. A Netflix anunciou nesta semana que Gears of War, um dos jogos mais populares do Xbox, vai virar série. A tendência é marcante: The Last of Us, God of War e Gran Turismo também serão convertidos em filmes.


Rapidinhas


O aplicativo chileno de benefícios corporativos Betterfly comprou a startup brasileira SeuVale, do ramo de vale-refeição e vale-alimentação. O valor da transação não foi revelado. Nascida há 4 anos, a Betterfly recebeu em fevereiro passado um aporte de US$ 125 milhões e atualmente está avaliada em cerca de US$ 1 bilhão.

Boa parte dos consumidores brasileiros desconfia da Black Friday. Uma pesquisa do Instituto Reclame Aqui constatou que 46% deles acham que o evento, na verdade, deveria ser chamado de “Black Fraude”, graças às ciladas e falsas promoções aplicadas pelas empresas. Outros 28% consideram que o evento sequer existe no país.





Surpreende o número investidores em moedas digitais. De acordo com o ranking Global Crypto Adoption Index, 10 milhões de brasileiros possuem criptomoedas – é mais do que o dobro dos 4 milhões que negociam ações na bolsa de valores. O Brasil é o quinto país como o maior número de fãs de bitcoins, atrás da Índia, Estados Unidos, Rússia e Nigéria.

A Amazon quebrou um recorde negativo: ela se tornou a primeira empresa da história a perder US$ 1 trilhão em valor de mercado. Com a queda da cotação de suas ações nesta semana, a gigante de Jeff Bezos passou a ser avaliada em cerca de U$$ 870 bilhões. Em julho do ano passado, a Amazon valia R$ 1,88 trilhão.


35,9%

dos jovens brasileiros de 18 a 24 anos não trabalham e não estudam. É a segunda maior proporção do mundo, atrás da África do Sul (46,2%). Os dados são da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE)


(foto: Luís Nova/Esp. CB/D.A Press %u2013 28/6/17 )