Jornal Estado de Minas

Mercado S/A

Mercado espera inflação ainda maior em 2021 e 2022 pode piorar

Conteúdo para Assinantes

Continue lendo o conteúdo para assinantes do Estado de Minas Digital no seu computador e smartphone.

Estado de Minas Digital

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Utilizamos tecnologia e segurança do Google para fazer a assinatura.

Experimente 15 dias grátis


A economia vive situação calamitosa, fenômeno certamente sentido pela maioria dos brasileiros (foto). Como se isso não bastasse, não há perspectiva de melhoras, pelo menos no curto prazo. Segundo projeções do mercado, a expectativa de inflação para 2021 chegou aos dois dígitos – 10,12%. Não custa lembrar, o teto da meta é de 3,75%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual.



É alarmante a velocidade de degradação dos indicadores. Em julho, ou apenas quatro meses atrás, a equipe econômica reconheceu pela primeira vez que a inflação superaria o teto: àquela altura, esperava-se que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fecharia o ano em 5,9%.

Agora, estamos caminhando para chegar a quase o dobro desse percentual, e as autoridades fingem que está tudo bem. Para 2022, o mercado também piorou suas previsões inflacionárias, que passaram de 4,79% para 4,96%. A julgar pelo ritmo de aumento de preços, os números infelizmente tendem a piorar.

No Canadá, Uber Eats entrega maconha


É impossível conter as transformações da sociedade. Exemplo disso é a Uber Eats, que passou a prestar o serviço de delivery de maconha no Canadá. Na verdade, a empresa é parceira da Tokyo Somoke, que vende produtos de cannabis. Como a Tokyo se associou à Uber, os compradores têm acesso a seus produtos acionando o aplicativo da gigante de mobilidade. O Canadá é um dos mais liberais do mundo quando o assunto é maconha. O uso recreativo do produto é legalizado desde 2018.





Vendas de imóveis não resistem à crise e começam a cair


A queda de renda das famílias chegou a um setor que estava resistindo à crise: o imobiliário. Levantamento realizado pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) constatou que as vendas de imóveis no terceiro trimestre caíram 11,2% em relação ao período anterior. Se o intervalo comparado for o mesmo trimestre de 2020, a redução foi de 9,5%. As transações atuais somaram 59 mil unidades – é o menor volume desde o segundo trimestre de 2020, no início da pandemia.

Os números da falta de inclusão no mundo corporativo

A segunda edição do Índice de Equidade Racial Empresarial (IERE 2021) mostra o desafio de inclusão nas empresas. Entre 65 companhias pesquisadas, a média de presença de profissionais pretos e pardos no quadro de colaboradores é de 29,6%. Nas chefias, o cenário é mais desolador: só 15,8% ocupam os cargos de gerência e supervisão. Se o recorte foi o topo da hierarquia, o mundo corporativo é o retrato da exclusão. Apenas 4,1% dos líderes da alta direção são negros. É hora de mudar o cenário.

Rapidinhas

Algumas boas iniciativas começam a combater a desigualdade no ambiente corporativo. A Livelo, uma das principais empresas de recompensas do Brasil, lançou um programa de estágio exclusivo para negros. Realizada em conjunto com a consultoria Carreira Preta, a iniciativa oferece vagas nas áreas de tecnologia e marketing, entre outras.





Um estudo realizado pela Anfavea, a associação dos fabricantes de carros, estima que, até 2035, 60% dos veículos novos no Brasil terão algum grau de eletrificação. Em números absolutos, o percentual deverá corresponder a 2,5 milhões de unidades. A conta inclui modelos totalmente elétricos e híbridos.

O grupo francês L´Occitane, especializado em produtos de beleza e bem-estar, comprou a marca Sol de Janeiro, que desde agosto é vendida no Brasil. Fundada em 2015 nos Estados Unidos, a Sol possui um portfólio com produtos tipicamente brasileiros, como manteiga de cupuaçu e óleo de açaí. O valor da transação não foi revelado.

E a Bolsa de Valores continua sua caminhada rumo ao fundo do poço. Ontem, o Ibovespa caiu 0,89%, chegando aos 102 mil pontos – é o nível mais baixo de fechamento desde 6 de novembro de 2020. Os motivos são os mesmos de sempre: temores com a situação fiscal do país e a indigesta sequência de indicadores econômicos negativos.

19,5%


Foi quanto cresceu o crédito às famílias em 2021 na comparação com 2020. É a maior expansão em dez anos, segundo pesquisa da Febraban






audima