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Instabilidade política volta a ameaçar a saúde da economia

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A piora do ambiente político representa uma afronta à economia brasileira. O mau humor do mercado – ontem, o Ibovespa despencou 3,78%, o maior tombo em seis meses – é apenas um aperitivo dos estragos que a instabilidade provocará daqui por diante.



Quem ficará confortável em investir em um país que está sob ameaça de ruptura institucional, com manifestantes tentando invadir o Ministério da Saúde e caminhoneiros bloqueando a passagem nas estradas? Ninguém sério, reconheça-se. O futuro preocupa.

“É muito difícil imaginar um cenário, nos próximos 15 meses, em que os ativos brasileiros possam apreciar, porque a economia não está melhorando, o presidente já deixou claro que a transição de poder pode ser muito complicada e o mercado tem que endereçar esse elefante na sala”, disse em live Roberto Attuch, fundador e CEO da OHM Research. Repare: Attuch falou em 15 meses, a distância que nos separa de 2023.


Mercado chama estragos de BolsonaroDay


O mercado financeiro não perdeu tempo para classificar os estragos na Bolsa e no dólar: BolsonaroDay. O termo foi criado por Alfredo Menezes, sócio e CEO da Armor Capital e experiente especialista em operações monetárias e cambiais. “É preciso ter nervos de aços para operar no Brasil”, disse. “Tivemos JoesleyDay, CoronaDay, PetroDay e agora BolsonaroDay”. O que fazer em um ambiente tão crítico? “Ter parte do patrimônio em moeda forte acaba sendo um seguro em um país com volatilidade.”





Número de investidores na bolsa se aproxima de 4 milhões


Apesar do fraco desempenho do Ibovespa em 2021, a bolsa brasileira continua a atrair novos investidores. Em agosto, o número de pessoas físicas na B3 chegou a 3,9 milhões, um avanço de 21% sobre um ano atrás. Chama atenção também a maior participação feminina. Desde 2020, o total de investidoras aumentou 29%, ritmo maior do que o dos homens (18,5%). Resta saber se a bolsa continuará a sua escalada. Com o novo ciclo de alta dos juros, a renda fixa voltou a ser uma aposta interessante.

Comércio de produtos usados acelera na crise


A crise econômica e os novos hábitos de consumo impulsionaram o mercado de produtos usados. De acordo com levantamento do Sebrae, feito a partir de dados da Receita Federal, a abertura de negócios que vendem itens de segunda mão cresceu 48% na comparação entre os primeiros semestres de 2020 e 2021. De janeiro a junho deste ano, surgiram 2.103 empresas que atuam nesse ramo – a maioria delas enquadra-se na categoria microempreendedor individual (MEI). Roupas são os principais artigos negociados.


Rapidinhas


(foto: JEFF PACHOUD/AFP 9/10/19)


(foto: GABRIELA BILO/ESTADÃO CONTEÚDO/AE 12/3/15)


22%

foi quanto caiu a produção de veículos em agosto em relação ao mesmo mês de 2020, segundo balanço da Anfavea, associação que representa as montadoras. A queda se deve principalmente à falta de peças





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