Jornal Estado de Minas

MERCADO S/A

Mercado financeiro exagerou no otimismo com o país

Conteúdo para Assinantes

Continue lendo o conteúdo para assinantes do Estado de Minas Digital no seu computador e smartphone.

Estado de Minas Digital

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Utilizamos tecnologia e segurança do Google para fazer a assinatura.

Experimente 15 dias grátis



É curioso como o mercado financeiro tem falhado em fazer previsões exageradamente otimistas. Muitos analistas disseram que o Brasil teria um segundo semestre de forte recuperação e que o Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira, representaria uma oportunidade para investidores. Pois bem: erraram feio.




 
Nos últimos meses, os ativos brasileiros foram na direção oposta dos principais mercados internacionais. Desde o início de junho, o Ibovespa caiu dos 131 mil pontos para 119 mil, e tudo indica que continuará em queda livre por um bom período. Enquanto isso, no mesmo período, a Bolsa americana não parou de subir.
 
Por que os experts não foram capazes de antecipar esse movimento? Uma explicação possível é que foram condescendentes demais com o governo Bolsonaro. Poucos gestores refletiram sobre o impacto que a instabilidade em Brasília provocaria no mercado. Agora eles começam a mudar o discurso e preparam relatórios sobre como “proteger o capital em cenários desfavoráveis.”
 

Remessas de montadoras para o exterior caem pela metade


As dificuldades enfrentadas pela indústria automotiva brasileira afetaram as remessas de lucros e dividendos enviados às matrizes no exterior. No primeiro semestre, montadoras e autopeças multinacionais mandaram US$ 150 milhões às suas sedes, valor 57% menor do que no mesmo período de 2020. O melhor desempenho dos últimos anos foi em 2014, quando o volume transferido foi de US$ 819 milhões. Não à toa, a Ford encerrou a produção local e a GM considerou a possibilidade de deixar o país.




 

"Tivemos o melhor trimestre no ano passado e agora registramos o pior na história da companhia”

Irlau Machado, presidente da operadora de saúde NotreDame Intermédica. Em 2020, a pandemia 
provocou o cancelamento de procedimentos eletivos, o que fez disparar os lucros das empresas do setor. Agora, os pacientes voltaram a realizar procedimentos médicos numa intensidade maior do que a esperada 
 
(foto: Reprodução/Internet)
 
 

Renner e Americanas brigam pela Marisa

A Lojas Marisa é o ativo mais cobiçado do varejo brasileiro. Segundo um consultor da área, a Renner entrou na briga para comprar a rede de vestuário, que já mantém negociações preliminares com a Americanas. A disputa deverá se acirrar nas próximas semanas. Depois de um 2020 difícil, a exemplo do que ocorreu com a maioria das varejistas, a Marisa vem se recuperando em 2021. No segundo trimestre, sua receita líquida totalizou R$ 607 milhões, alta de 119% em relação ao mesmo período de 2020.
 

“O agro não quer a instabilidade”

As ameaças à democracia feitas pelo cantor Sérgio Reis em nome do agronegócio causaram indignação no setor. “Ele não nos representa”, diz um produtor de soja de Goiás. “O agro não quer instabilidade no país.” Nos últimos anos, tem havido um esforço da turma do campo para se contrapor à imagem de que a atividade destrói o meio ambiente e é adepta do vale-tudo na produção. “Estamos conseguindo virar o jogo e agora surge esse cantor para dizer absurdos. É uma lástima”, conclui o produtor.
 

R$ 1,32 trilhão

deverá ser o volume de crédito concedido a pessoas físicas em 2021, um aumento de 16% sobre 2020. A projeção é da consultoria MacroSector a partir de dados do Banco Central
 

Rapidinhas

 
  • O BNDES lançou uma iniciativa louvável: a criação de um hub digital para concentrar informações sobre projetos de concessão e privatização em andamento no país. Juntos, eles representam US$ 270 bilhões em potenciais investimentos. Na plataforma, os interessados não apenas têm acesso a dados detalhados, mas podem se conectar entre si.




 
(foto: Lucas Nishimoto/Divulgação %u2013 29/4/19)
 
 
  • Os brasileiros descobriram os prazeres do vinho (foto). Até o produto nacional, tradicionalmente visto com certo preconceito, começa a conquistar novos consumidores. Segundo a União Brasileira de Vitivinicultura, as vinícolas do país venderam 15,2 milhões de litros no primeiro semestre, alta de 41% frente um ano atrás.
  • A Alagev, associação que reúne as agências de viagens corporativas, realizou uma pesquisa sobre o impacto da pandemia nos negócios. O resultado mostra que a recuperação será lenta: 24% das empresas retomaram as viagens corporativas no terceiro trimestre de 2021 e outras 25% farão isso no quarto trimestre. Para 21%, as atividades voltam só no ano que vem.
  • A falta de semicondutores para a fabricação de carros causará estragos no setor. Segundo estudo da consultoria BCG, a indústria global deixou de produzir, pela falta de componentes, 3,7 milhões de veículos no primeiro semestre. Para o ano todo, a projeção é alarmante: entre 5 milhões e 7 milhões de automóveis.
 
 

audima