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Pandemia do novo coronavírus transforma o mundo dos negócios

''A digitalização acelerou a transformação tecnológica das empresas e a gravidade da crise as ensinou como fazer mais com menos''


26/02/2021 04:00 - atualizado 26/02/2021 08:09

(foto: Jair Amaral/EM/D.A Press - 22/1/21)
(foto: Jair Amaral/EM/D.A Press - 22/1/21)
Na história recente, nenhum outro acontecimento provocou tantas e tão profundas transformações quanto a pandemia do coronavírus. Um ano depois da chegada oficial da COVID-19 ao Brasil, não é exagero dizer que o mundo corporativo jamais será o mesmo.

O home office mudou para sempre as relações profissionais, a digitalização acelerou a transformação tecnológica das empresas e a gravidade da crise as ensinou como fazer mais com menos – lição que certamente irá perdurar.

Ficar em casa alterou as formas de comunicação. As reuniões pessoais deram lugar às videoconferências, que se tornaram onipresentes.

No consumo, o comércio eletrônico (foto) provou que é possível entregar quase tudo em pouco tempo. O turismo ficou diferente. Com as viagens aéreas suspensas, os viajantes descobriam os prazeres de passear perto de casa.

A pandemia reforçou tendências recentes, como o streaming e os videogames, e mudou a paisagem urbana, abrindo espaço para as bicicletas. Confira a seguir:

O futuro será remoto

O home office é um legado inquestionável da pandemia. Obrigadas a adotar a medida, as empresas acabaram seduzidas pela experiência. E por diversas razões. Os custos são menores, já que escritórios podem ser reduzidos ou fechados. Estudos também constataram que, em casa, as pessoas são mais produtivas – nem sequer perdem tempo no trânsito. Não à toa, uma pesquisa da Fundação Instituto de Administração (FIA) revelou que, para 94% das empresas brasileiras, o trabalho remoto superou as expectativas.

57%

dos consumidores passaram a usar menos dinheiro em espécie durante a crise do coronavírus, de acordo com estudo da Mastercard. A pandemia acelerou a adoção dos pagamentos digitais

O passeio perto de casa

As fronteiras fechadas e as restrições sanitárias para voar tiveram um efeito inesperado no turismo brasileiro: o crescimento das viagens domésticas. Segundo a plataforma Alugue Temporada, a locação de imóveis para breves períodos movimentou R$ 1,2 bilhão em 2020, valor mais alto da história. A tendência continuará em 2021. Segundo o Airbnb, 62% de seus clientes irão priorizar, em 2021, as viagens para destinos que ficam no máximo a 300 quilômetros de distância da residência.

Compras a um clique de distância

Os números falam por si. Em 2020, as vendas do comércio eletrônico dispararam 73,88% na comparação com 2019. O extraordinário desempenho é resultado, sobretudo, das restrições de circulação. Com shoppings e lojas fechados, as pessoas aprenderam a comprar pela internet, e isso dificilmente irá mudar. Segundo projeções da Ebit/Nielsen, os negócios on-line deverão movimentar R$ 110 bilhões em 2021, avanço de 26% sobre 2020. O consumo ficou literalmente a um clique de distância.

''Todas as crises por que passei foram duras. Eu sofri, não sabia como chegaria ao fim. No final, alguma oportunidade apareceu''

Jorge Paulo Lemann, sócio do fundo 3G, controlador de empresas como AB InBev, Kraft Heinz e Burger King, ao ser questionado sobre os desafios impostos pela pandemia


Rapidinhas

  • As videoconferências viraram o padrão das reuniões corporativas durante a pandemia.  Ninguém precisa ir ao escritório – basta acessar o computador ou smartphone. O fenômeno deu origem até a uma sigla: Fobo, a sigla em inglês para “Fear of being on-line”(o medo de estar on-line na era do Zoom, Google Meet e Microsoft Teams).

  • A pandemia tornou ainda mais rápido o crescimento do serviço de streaming de vídeo, a melhor invenção tecnológica de entretenimento dos últimos anos. Associado às TVs de 60 polegadas de alta definição (cada vez mais em conta), o streaming permitiu que as famílias trouxessem o cinema para dentro de casa. Netflix, Disney+ e Amazon Prime que o digam.

  • Com a escassez de outras formas de diversão, o consumo de videogames explodiu na pandemia. De acordo com o relatório Super Data, o setor de jogos digitais movimentou US$ 126,6 bilhões em 2020, avanço de 12% sobre o ano anterior. Detalhe: antes da pandemia, a previsão do mercado era crescimento de 4%.

  • O futuro da mobilidade urbana andará sobre duas rodas? Provavelmente, sim. O receio de pegar transporte público ou dividir carros com motoristas de aplicativos aumentou o volume de bicicletas nas ruas. No Brasil, o mercado está em ascensão. Segundo a Aliança Bike, as vendas das magrelas aceleraram 50% em 2020.

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