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Estado de Minas MERCADO S/A

Balanços confirmam robustez do mundo corporativo brasileiro

Mesmo em meio à pandemia de coronavírus, há saltos expressivos de ganhos para empresas como a Suzano e instituições como Totvs e BTG


12/02/2021 04:00 - atualizado 12/02/2021 07:33

(foto: Michael M. Santiago/Getty Images/AFP )
(foto: Michael M. Santiago/Getty Images/AFP )

A crise, de fato, é séria e a retomada está muito distante do ritmo desejável. Feita essa ressalva, é interessante observar os bons resultados que têm aparecido na temporada de balanços.

Alguns desempenhos chamam a atenção. A produtora de papel e celulose Suzano lucrou no quarto trimestre R$ 5,9 bilhões, ou 403% a mais do que no mesmo período de 2019.

Boa parte dessa performance deve-se a ganhos cambiais, mas os números mostraram que a produção também foi acelerada. Não é um caso único. A Totvs, uma das maiores empresas de tecnologia do país, reportou um avanço de cerca de 80% de seu lucro líquido, muito acima das expectativas do mercado.

Na área financeira, o BTG quebrou recordes em diversas linhas de negócios, contrariando a tese de que os bancos tradicionais estão condenados.

Há muitos outros exemplos. As lições trazidas pelos balanços são óbvias: o mundo corporativo brasileiro é robusto e resiste até mesmo quando os governos não ajudam.
 

Amazon de olho em bitcoins

(foto: Ludovic MARIN/AFP 10/10/19)
(foto: Ludovic MARIN/AFP 10/10/19)

Por mais que os conservadores resistam, as moedas digitais parecem mesmo ser um caminho sem volta. Depois de empresas como PayPal e Tesla integrarem as criptomoedas aos seus sistemas de pagamento, agora pode ser a vez de a Amazon abrir as portas para o novo mundo. Embora a companhia não confirme, o mercado dá como certo que a gigante de Jeff Bezos aceitará em breve bitcoins e afins para a compra de produtos e serviços. Enquanto isso, o bitcoin continua sua escalada de valores.
 
 
(foto: CARLOS ALTMAN/EM/D.A PRESS 5/9/19)
(foto: CARLOS ALTMAN/EM/D.A PRESS 5/9/19)

''As mudanças climáticas representam hoje a maior ameaça ao mundo. A cada ano, elas provocam mais danos do que tivemos na pandemia do coronavírus''

Bill Gates, fundador da Microsoft



Robôs para conversação, a nova onda das empresas


A pandemia abriu novas frentes para o mercado de chatbots e voicebots, já que as empresas foram obrigadas a acelerar a digitalização de processos para atender às novas demandas do consumidor. De acordo com o Mapa do Ecossistema de Bots de 2020, a quantidade de robôs de conversação no Brasil cresceu 68% em um ano, passando de 60 mil para 101 mil. Especializada nesse mercado, a Botmaker viu suas receitas triplicarem em 2020, e a expectativa é repetir o desempenho em 2021.
 

Empresários continuam cautelosos


Apesar dos avanços dos programas de vacinação e da promessa de andamento das reformas, os empresários seguem cautelosos. O dono de uma grande rede de franquias diz que vai segurar novos investimentos. “É muito vaivém no governo e isso gera certa insegurança”, diz o profissional. “Uma hora dizem que não haverá mais auxílio emergencial e, 15 minutos depois, alguém desmente a informação.” Ele teme abrir novas lojas em um cenário de perda de renda dos brasileiros.
 

7,8%

foi a queda do setor de serviços em 2020, segundo o IBGE. A pandemia do coronavírus levou ao maior recuo em uma década


RAPIDINHAS


» A segunda onda do coronavírus fez cair pela metade a produção de motos em Manaus, principal polo do setor no país. Em janeiro, 53,6 mil unidades saíram das fábricas, enquanto 100,3 mil foram finalizadas no mesmo período do ano passado. As empresas reduziram as jornadas após restrições de funcionamento impostas pelas autoridades.


» A companhia aérea Azul apresentou resultados surpreendentes em janeiro: o tráfego doméstico cresceu 14% em relação a dezembro, o que indica que boa parte da turbulência ficou para trás. Com o avanço dos programas de vacinação, a expectativa é retomar os níveis pré-pandemia ainda em 2021.
 
 
 
 
» Em janeiro, o banco digital Digio detectou um aumento de 324% nos valores recebidos em suas contas por meio do Pix, na comparação com novembro – primeiro mês em que a forma de pagamento foi oferecida. O Pix foi a movimentação com maior crescimento percentual entre as diversas movimentações dentro da empresa do grupo Elopar, controlado por Banco do Brasil e Bradesco.


» As novas formas de consumir futebol passam pelas redes sociais. O Facebook revelou que a audiência das transmissões dos jogos da Libertadores, o torneio de clubes mais importante da América do Sul, cresceu 48% na edição 2020 em relação ao ano anterior. Os jogos tiveram 68,9 milhões de visualizações.

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