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Estado de Minas COLUNA

Empresários brasileiros se dividem sobre a taxação de grandes fortunas

Por mais surpreendente que possa parecer, uma corrente minoritária defendeu a instituição de mais impostos para quem ganha muito dinheiro


23/07/2020 04:00 - atualizado 23/07/2020 09:52

Nos Estados Unidos, um movimento liderado pelo investidor Warren Buffett prega o aumento tributário para bilionários como ele(foto: Reprodução da internet)
Nos Estados Unidos, um movimento liderado pelo investidor Warren Buffett prega o aumento tributário para bilionários como ele (foto: Reprodução da internet)

Um grupo de WhatsApp, que conta com pelo menos uma centena de empresários participantes ferveu ontem com o debate em torno da taxação de grandes fortunas. Por mais surpreendente que possa parecer, uma corrente minoritária defendeu a instituição de mais impostos para quem ganha muito dinheiro.

Registre-se que todos os integrantes do grupo são, obviamente, bem remunerados. “Não me incomodaria em pagar mais, desde que toda a sociedade fosse beneficiada”, escreveu o executivo de uma montadora.

“Se o governo taxar grandes fortunas, haverá uma fuga de capitais do Brasil”, retrucou um empresário do ramo da construção civil.

O debate sobre o tema é incipiente no país e desperta paixões dos dois lados, tantos de defensores quanto de críticos da medida. Nos Estados Unidos, um movimento liderado pelo investidor Warren Buffett prega o aumento tributário para bilionários como ele. Em um famoso artigo, Buffett pediu para o governo americano “parar de mimar os ricos.”

No BTG Pactual, otimismo inabalável

(foto: Reprodução da internet)
(foto: Reprodução da internet)
 
 
O presidente do banco de investimentos BTG Pactual, Roberto Sallouti, destaca três fatores para justificar seu otimismo com a economia nos próximos meses. Em live, Sallouti citou a estabilização da pandemia do coronavírus em diversas regiões do país, a agenda de reformas que continua a ser defendida pelo ministro Paulo Guedes e os estímulos oferecidos por diversos governos como determinantes para a recuperação. “Como todo empresário brasileiro, sou sempre otimista”, disse. 


LinkedIn sofre com queda de contratações



As redes sociais aumentaram o número de seguidores e faturaram mais durante a quarentena, certo? Não é bem assim. Maior rede social corporativa do mundo, o LinkedIn, que pertence à Microsoft, irá demitir 960 funcionários, o equivalente a 6% de sua força de trabalho no mundo. Profissionais baseados no Brasil também serão atingidos. Segundo a empresa, a ideia é unificar os cargos ou, em alguns casos, substituí-los por ferramentas digitais. O LinkedIn sofreu com a redução das contratações



Fenômeno Tesla aumenta lucra em 550%


(foto: Stephen Lam/Reuters)
(foto: Stephen Lam/Reuters)

O maior fenômeno corporativo dos últimos anos atende pelo nome de Tesla. A empresa criada pelo excêntrico Elon Musk, que está focada na produção de veículos elétricos e energia renovável, lucrou US$ 104 milhõess no segundo trimestre, aumento de 550% em relação aos três meses anteriores. Entre abril e junho, contabilizou receitas de US$ 6 bilhões, superando em quase US$ 1 bilhão a expectativa dos analistas. Isso, lembre-se, durante a pandemia, o que torna o desempenho ainda mais admirável. 


Rapidinhas


Uma pesquisa realizada pela Fico, líder mundial em software de análise preditiva, em parceria com a agência Corinium, captou as tendências de aplicação da inteligência artificial (IA). Segundo 57% dos diretores de dados de grandes empresa s globais, a pandemia ampliou a demanda por soluções de IA. Além disso, 65% disseram que faltam profissionais qualificados para a área. 

O ambiente econômico dá sinais positivos. A prévia do Índice de Confiança da Indústria, divulgada pela Fundação Getulio Vargas, avançou 12,5 pontos na comparação com junho, para 90,1 pontos – em uma escala de zero a 200. Se o resultado se confirmar, o índice terá recuperado 74% das perdas observadas em março e abril, no auge da crise

É surpreendente o crescimento do mercado de capitais brasileiro. Já são 20 empresas listadas na Bolsa de Valores de São Paulo com mais de 100 mil acionistas – a marca é inédita. Entre elas estão nomes como Bradesco (498 mil investidores), Banco do Brasil (447 mil), Petrobras (373 mil) e Via Varejo (349 mil). 

Algumas empresas não só passaram ilesas pela crise do coronavírus como cresceram durante a pandemia. A Weg, fabricante de motores elétricos e geradores, é uma máquina de fazer dinheiro. No segundo trimestre, seu lucro aumentou 32% na comparação com o mesmo período de 2019. 


(foto: FILIPE ARAUJO/AE )
(foto: FILIPE ARAUJO/AE )

“Tem muito dinheiro em circulação no mundo e os investidores querem vir. Mas é preciso facilitar a vida, dar segurança jurídica e tributária”
Abilio Diniz, empresário

US$ 27 bilhões
é quanto poderia ser adicionado à economia brasileira até 2025 se o país adotasse a tecnologia 5G. O estudo é do BNDES

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