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Estado de Minas MERCADO S/A

"Bofetadas'' entre Itaú e XP agitam o mercado financeiro no Brasil

O Itaú é dono de 49,9% das ações da corretora, que parece não preocupar com as possíveis interferências nos negócios por causa das rivalidades


postado em 26/06/2020 04:00 / atualizado em 26/06/2020 07:22

Guilherme Benchimol, dono da XP, disse que há 20 anos luta contra um sistema financeiro concentrado que nunca inovou(foto: XP/Divulgação)
Guilherme Benchimol, dono da XP, disse que há 20 anos luta contra um sistema financeiro concentrado que nunca inovou (foto: XP/Divulgação)

O mercado financeiro está agitado com os safanões entre o Itaú e a XP. A história começou com um comercial do Personnalité que ironizava os conselhos de um assessor de investimentos. Para quem estava atento, parecia um cutucão no jeito de a XP trabalhar. Depois, em artigo no Linkedin, Guilherme Benchimol, dono da corretora, escreveu que está “há 20 anos lutando contra um sistema financeiro concentrado que nunca inovou”. Disputas empresariais são corriqueiras e até divertidas, como mostram os embates entre gigantes como Coca-Cola e Pepsi, imortalizados nas propagandas de TV, ou entre as fabricantes de materiais esportivos Puma e Adidas, que nasceram depois de dois irmãos brigarem pelo controle da empresa Dassler Brothers – cada um foi para o seu canto e criou a própria marca. Itaú e XP chamam a atenção por um fator extra: o Itaú é dono de 49,9% das ações da corretora. Eles vão deixar rivalidades interferir nos negócios? A julgar pelas bofetadas, a resposta é sim.

Vendas de carros aceleram em junho

O mês de junho vai marcar uma sólida recuperação do mercado de automóveis. Segundo projeções da consultoria IHS Markit, serão 110 mil emplacamentos no mês, um crescimento de quase 80% sobre maio. Mesmo assim, o número ainda corresponde à metade dos negócios fechados um ano atrás. Para 2020, a IHS estima retração de 30% nas vendas de veículos leves, o que resultará em 1,88 milhão de novas unidades nas ruas. Em 2021, a expectativa é de um volume de negócios acima de 2 milhões de carros.

Frutas e verduras pelo WhatsApp

O delivery de alimentos foi o grande beneficiado pela quarentena. A rede Hortifruti Natural de Terra, que tem 60 lojas na Região Sudeste do país, alcançou uma marca impressionante: as entregas em domicílio dispararam 1.000% nas primeiras oito semanas de isolamento social. Boa parte do desempenho se deve ao esforço de deslocar mil de seus 7 mil funcionários para trabalhar exclusivamente com o delivery. A empresa inovou nos pedidos: eles devem ser feitos pelo WhatsApp.

A vez do turismo doméstico

O turismo doméstico será revigorado após a pandemia do coronavírus. É isso o que mostra uma pesquisa realizada pela MindMiners, que entrevistou 500 pessoas de todas as regiões brasileiras. Segundo o estudo, 61% dos turistas afirmaram que pretendem viajar dentro do país antes de se arriscar no exterior. O levantamento também revelou que 71% deles cancelaram ou adiaram pelo menos uma viagem. O turismo perdeu quase 90% de suas receitas na crise do coronavírus.


RAPIDINHAS

  • A Echos, laboratório brasileiro de inovação, assinou uma parceria com o Google News Initiative (GNI) para fomentar a inovação em grandes grupos de mídia da Ásia e da região do Pacífico. A ideia é apoiar o desenvolvimento de produtos e serviços digitais. Até o agora, o Google investiu US$ 300 milhões em projetos na área.
  • Os condomínios residenciais sentiram os efeitos da crise do coronavírus. Em algumas cidades, a situação é crítica. Segundo pesquisa da APSA, maior gestora de imóveis do país, em Belo Horizonte, o percentual de condôminos com parcelas em atraso aumentou de 7% em janeiro para os atuais 14%.
  • A perspectiva de adoção permanente do home office anima o setor imobiliário. Segundo a OLX, em Minas Gerais, a procura por casas e apartamentos com três ou mais quartos aumentou 26% na pandemia. “Passar mais tempo em casa fez as pessoas sentirem falta de espaços reservados para estudar ou trabalhar”, diz Marcelo Dadian, diretor da OLX Brasil.
  • As informações das contas de luz podem ser usadas para o destravamento do crédito. Segundo Patrícia Bentes, sócia da consultoria financeira Estatice, elas ajudam na análise de risco ao revelar o domicílio exato e a estimativa da renda a partir dos níveis de consumo. Na crise, a conta de luz ajudaria a liberar recursos represados.
 
 
“Nós temos priorizado dois investimentos: eletrificação e carros autônomos. Essas duas partes do negócio não pararam. Ao contrário, estão acelerando”
  • Carlos Zarlenga, presidente da General Motors para a América do Sul

50%

foi quanto cresceram as vendas de bicicletas em maio, na comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo a associação do setor, isso é reflexo das mudanças de comportamento na crise do coronavírus

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