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Estado de Minas MERCADO S/A

Fabricante de computadores dos EUA entra na guerra política do Brasil

Tudo porque o Movimento Sleeping Giants Brasil descobriu que anúncios apareciam nos banners rotativos de sites acusados de disseminar notícias falsas


postado em 22/05/2020 04:00 / atualizado em 22/05/2020 07:42

Computador da marca criada por Michael Dell. Anúncios da marca foram veiculados em sites acusados de espalhar fake news (foto: Euller Júnior/EM/D.A Press 7/5/15)
Computador da marca criada por Michael Dell. Anúncios da marca foram veiculados em sites acusados de espalhar fake news (foto: Euller Júnior/EM/D.A Press 7/5/15)

As redes sociais foram tomadas nas últimas horas por violentos debates sobre o papel de grandes empresas na disseminação de fake news. Tudo porque o Movimento Sleeping Giants Brasil descobriu que anúncios de gigantes como Dell, Samsung, O Boticário, Submarino e até Banco do Brasil apareciam nos banners rotativos de sites acusados de disseminar notícias falsas.

Na verdade, os anunciantes usam uma ferramenta do Google que permite a distribuição das propagandas em diversos sites de acordo com o perfil de público escolhido pela empresa. Segundo o Google, as companhias podem definir filtros para evitar anúncios em endereços inapropriados. Depois da revelação feita pelo Sleeping Giants, a Dell afirmou que retiraria do ar publicidade em sites de conteúdo duvidoso. Foi o suficiente para a hashtag #NãoCompreDell assumir o primeiro lugar nos trending topics do Twitter. A Dell, quem diria, acabou se tornando protagonista da lamentável polarização política no Brasil.

 

(foto: Drew Angerer/AFP 12/7/19)
(foto: Drew Angerer/AFP 12/7/19)

 

Dell 2: Esquerda e direita desconhecem história de fundador

 

Chamar a Dell de empresa comunista, como fizeram alguns fãs do governo Bolsonaro, é um disparate, assim como não faz sentido a esquerda achar que a companhia está alinhada às suas causas. Michael Dell (foto), o texano que fundou a fabricante de computadores, é ligado ao Partido Republicano nos Estados Unidos e identifica-se com a agenda conservadora. Dell simboliza as oportunidades oferecidas pelo capitalismo: abriu sua empresa aos 19 anos com US$ 1 mil e a transformou numa potência global.

 

1 milhão

de pequenas empresas podem fechar na pandemia do coronavírus, segundo estimativas do Sebrae. O governo prometeu ajudá-las, mas os recursos continuam represados

 

(foto: Rappi/Divulgação)
(foto: Rappi/Divulgação)

 

Empresas que contratam, apesar da crise

 

Nem tudo está perdido na crise do coronavírus. Apesar da retração econômica, algumas empresas estão com processos de contratação abertos. O PagSeguro, primeiro unicórnio brasileiro, tem 150 vagas para as áreas de tecnologia e engenharia de softwares. Também há oportunidades na operadora de telefonia Vivo, que busca analistas para 130 postos disponíveis. A Rappi (foto) cresceu no Brasil com o aumento dos serviços de delivery e, pela primeira vez, abriu inscrições para o seu programa de estágio.

 

 

"Paulo Guedes é hoje muito mais bolsonarista do que um economista liberal. Ele já se converteu como se aquilo fosse quase uma religião"

Rogério Xavier, sócio e gestor da SPX Capital

 

 

Rapidinhas

  • A americana Victoria’s Secret, um dos ícones mundiais da moda, enfrentava dificuldades antes da pandemia, mas a situação piorou. No primeiro trimestre, as vendas caíram 46%, o que levará ao fechamento de 250 lojas. Especialistas dizem que a estética sexualizada da marca não combina com os novos tempos.
  • Parou de piorar. Essa é a principal constatação da pesquisa da Fundação Getulio Vargas que mede o Índice de Confiança da Indústria. A prévia do indicador avançou 2,4 pontos em maio em relação a abril. A leve alta sinaliza estabilidade após o tombo histórico registrado no começo da pandemia do coronavírus, mas está longe de apontar uma retomada.

  • A Nissan adiou pela segunda vez o reinício das atividades na fábrica de Resende, no Rio de Janeiro. Fechada desde 25 de março, a unidade deveria voltar a funcionar nesta semana, mas a empresa estendeu a paralisação. O motivo alegado pela montadora é “assegurar a saúde de colaboradores, fornecedores, suas famílias e a sociedade em geral.”

  • Depois do Twitter nos Estados Unidos e da XP no Brasil, mais uma grande empresa anuncia a intenção de tornar o home office definitivo. Em encontro com funcionários, Mark Zuckerberg, fundador do Facebook, disse que a maior rede social do mundo começará a adotar “agressivamente o trabalho remoto”.

 

(foto: Miguel Schincariol/AFP 29/1/19 )
(foto: Miguel Schincariol/AFP 29/1/19 )

 

Banco americano vê oportunidade na Bovespa

 

O pior desempenho do mundo em 2020 pode representar oportunidades de investimentos na bolsa brasileira (foto). Quem diz isso é o banco americano Goldman Sachs. “As ações brasileiras são candidatas ideais para uma recuperação”, disseram os analistas do banco. Em dólar, o Ibovespa caiu 48% desde o início do ano – a segunda bolsa de pior performance, a da Namíbia, recuou 45%. Para o Goldman Sachs, não será surpresa se o Ibovespa chegar em breve aos 90 mil pontos (fechou ontem aos 83.027). 

 

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