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Estado de Minas MERCADO S/A

A crescente intolerância no Brasil será inevitavelmente péssima para os negócios

Nenhum empreendedor deseja que seu país seja visto como um estorvo, por isso é hora de ter coragem para defender a paz e a democracia


postado em 20/05/2020 04:00 / atualizado em 05/06/2020 11:17

(foto: Sérgio Lima/AFP)
(foto: Sérgio Lima/AFP)


O Brasil vive uma escalada de intolerância sem precedentes na história da República. Nos últimos dias, o país tem acompanhado o desfile de manifestantes que defendem a ditadura, atacam o STF e o Congresso (foto), pregam a violência contra a imprensa e disparam ameaças ensandecidas nas redes sociais. Muitas vozes têm se levantado contra tais movimentos, mas um setor permanece em silêncio ensurdecedor: o empresariado. Até agora, pouco ou quase nada se ouviu dos grandes executivos brasileiros sobre o assunto. Os empresários sabem que um país instável como o Brasil, ferido por disputas políticas intermináveis e ódios profundos, despertará em algum momento a repulsa de estrangeiros. A crescente intolerância, portanto, será inevitavelmente péssima para os negócios. Que empresário quer isso? Que empreendedor deseja que seu país seja visto como um estorvo? É hora, portanto, de ter coragem para defender a paz e a democracia. Antes que seja tarde demais.

No varejo eletrônico, uma década em 45 dias

A crise do coronavírus acelerou mudanças no mundo dos negócios. O e-commerce precisou de uma década para saltar de 6% para 16% de participação nas vendas do varejo. Com a pandemia, levou apenas 45 dias para passar de 16% para 27%. Por mais que as lojas físicas reabram, é consenso entre especialistas que a transformação será permanente. Quem não tiver uma operação digital forte será atropelado pela concorrência e ficará pelo caminho.

Planos odontológicos crescem em Minas e no DF

Antes do surto do coronavírus, o mercado de planos odontológicos avançava no Brasil. Em Minas Gerais e no Distrito Federal, o número de usuários cresceu 7% de março de 2019 a março de 2020, totalizando 2,8 milhões de pessoas com algum tipo de benefício. Os números são do Sinog, entidade que representa as operadoras.  “Embora os dados sejam positivos, não sabemos como o segmento irá se comportar no fim da crise gerada pelo coronavírus”, diz Marcos Novais, superintendente do Sinog.

Na bolsa, a vez dos jovens com pouco dinheiro

A B3, a bolsa de valores de São Paulo, fez uma pesquisa para identificar o perfil dos novos CPFS que ingressaram no mercado de ações. O estudo mostra que os recém-chegados são jovens e operam com valores baixos. Em 2017, investidores entre 25 e 39 anos representam 28% das pessoas físicas presentes na bolsa. Em 2020, o número saltou para 49%. Outro recorde interessante: em 2011, 44% dos investidores tinham carteiras com no máximo R$ 10 mil. Em março de 2020, o número subiu para 54%.

RAPIDINHAS

  • O mercado automotivo brasileiro vai colocar o pé no freio em 2020. Segundo a consultoria IHS Markit, as vendas de veículos leves vão cair 30% em 2020. O desempenho de caminhões e ônibus será parecido, com recuo de 29%. Na Argentina, o cenário é pior. Para a IHS, os emplacamentos de automóveis vão encolher 44,5%.
  • Apesar do cenário preocupante, algumas montadoras começaram a retomar as operações. Nesta semana, a General Motors reativou a produção na fábrica de São Caetano do Sul (SP) após quase dois meses de paralisação. A unidade funcionará em apenas um turno para a produção do novo SUV Tracker, lançado antes do início da quarentena.
  • A Energisa, um dos maiores grupos de energia do país, está levando informações sobre o coronavírus a populações carentes de 200 municípios com baixo IDH entre os 862 atendidos por suas distribuidoras. A empresa usa carros de som e rádios comunitárias – comunicação mais efetiva nessas localidades – para dar dicas sobre como evitar o contágio.
  • O setor aéreo está distante do céu de brigadeiro, mas há sinais positivos no horizonte. A americana United Airlines informou que, pela primeira vez em dois meses, a demanda por viagens começou a aumentar. Segundo estudo da consultoria Bain & Company, o setor sofrerá os efeitos perversos do coronavírus até 2023.

(foto: Kena Betancur/AFP)
(foto: Kena Betancur/AFP)

"Por favor, tire um dia para relaxar e aproveitar o tempo com suas famílias e, acima de tudo, lembrem-se que, por mais importante que seja cuidar de nossos clientes, precisamos cuidar de nós mesmos"

Michael Corbat, presidente do Citigroup, em memorando enviado a funcionários. Ele ofereceu um dia de folga para todos os colaboradores sob o argumento de que eles têm trabalhado demais na crise do coronavírus

 

76%

dos brasileiros sentiram o impacto do coronavírus nas suas rotinas, segundo pesquisa realizada pela consultoria Kantar. O estudo, que entrevistou 25 mil consumidores, também detectou que 58% estão preocupados com o futuro



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