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Estado de Minas MERCADO S/A

Coronavírus ameaça futuro da Uber

A empresa anunciou a demissão de 3 mil funcionários. Há menos de um mês, havia divulgado o desligamento de outros 3,7 mil colaboradores


postado em 19/05/2020 04:00 / atualizado em 05/06/2020 11:17

(foto: Marcos Vieira/EM/D.A Press 13/11/19)
(foto: Marcos Vieira/EM/D.A Press 13/11/19)

 

A pandemia do coronavírus coloca em xeque o futuro de uma empresa que nasceu exatamente no embalo de um grande desastre econômico. Fundada nos Estados Unidos em 2009, a Uber abriu as portas para milhões de pessoas que perderam o emprego na crise do subprime, em 2008. Agora a situação é inversa. Com as restrições de circulação em diversos países, os clientes que pedem carros por aplicativo sumiram – e ninguém é capaz de dizer quando eles voltarão. Ontem, a Uber anunciou a demissão de 3 mil funcionários. Há menos de um mês, havia divulgado o desligamento de outros 3,7 mil colaboradores. Juntas, as demissões equivalem a 25% da força de trabalho da companhia. No mesmo comunicado, a Uber revelou que vai fechar 45 escritórios no mundo, mas não especificou em quais cidades. No Brasil, a situação é dramática. Segundo levantamento do aplicativo Guiabolso, os gastos dos usuários da plataforma caíram pela metade na crise do coronavírus.

 

Escolas e setor de eventos sofrem com a crise

 

Muito tem se falado sobre o drama de bares e restaurantes, mas outras atividades também estão à beira do colapso. No estado de São Paulo, segundo o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino, 50% das escolas podem quebrar se não receberem socorro financeiro. Em abril, o índice de inadimplência do setor chegou a 20%. Há muitos exemplos. Uma pesquisa realizada pelo Sebrae mostrou que 98% das empresas da área de eventos sofreram os impactos negativos da crise.

 

(foto: Stephen Lam/Reuters 13/5/14)
(foto: Stephen Lam/Reuters 13/5/14)
 

 

US$ 100 milhões

é o valor de cinco imóveis residenciais que Elon Musk, fundador da Tesla e da SpaceX, colocou à venda nos Estados Unidos. Musk disse que quer se desapegar de bens materiais e se tornar "um homem mais simples"

 

Empresa vai trazer 4 milhões de testes rápidos para o Brasil

A distribuidora de produtos hospitalares B3B A Vida recebeu autorização da Anvisa para importar até quatro milhões de kits de teste rápido para diagnóstico da COVID-19. Antes, a empresa já tinha recebido licença para importar o teste molecular, do tipo Real Time PCR (RT-PCR). Com milhares de pedidos de teste rápido já encomendados pelo setor privado, a B3B A Vida também vai trazer ao Brasil kits e equipamentos voltados para a extração de RNA, que são usados nas etapas do teste molecular.

 

A tolice do segundo homem mais rico do Japão

 

No vaidoso mundo corporativo, reconhecer falhas é uma atitude tão rara quanto louvável. Por isso chama a atenção o desabafo de Masayoshi Son, fundador do fundo de investimento Soft Bank e a segunda pessoa mais rica do Japão. “Foi tolo de minha parte investir no WeWork”, disse ele para analistas. “Eu estava errado.” Maior empresa de escritórios compartilhados do mundo, o WeWork é uma máquina de perder dinheiro. O SoftBank injetou US$ 10 bilhões no WeWork que agora valem US$ 2 bilhões.

 

(foto: Valor Econômico/Agência O Globo 26/9/12)
(foto: Valor Econômico/Agência O Globo 26/9/12)

"Não adianta desenvolver iniciativas para minimizar a quantidade de fake news nas redes sociais se não houver uma consciência crítica de quem repassa informação sem checar"

Fábio Coelho, presidente do Google no Brasil



 

RAPIDINHAS 

 

  • O consultor financeiro Luís Carlos Alencar diz que tem se surpreendido com os relatos de pequenos empresários que não resistem a dois meses sem faturamento. “É incrível como muitos empreendedores vendem o almoço para comprar o jantar”, diz. “Nos últimos anos, virou moda falar em educação financeira para pessoas físicas, mas esquecemos do mundo corporativo.”
  • O especialista diz que, assim como é recomendável que os trabalhadores poupem parte do salário, os empresários deveriam fazer o mesmo com suas receitas. “É óbvio que ninguém poderia prever uma crise como a do coronavírus, mas também é verdade que um empresário não pode estar tão despreparado 
  • para tempestades.”
  • A Engie, maior empresa privada de geração de energia elétrica do Brasil, lançou um hub de notícias, o Além da Energia. A proposta é produzir e distribuir conteúdos jornalísticos originais sobre o tema da transição energética para uma economia de baixo carbono. O projeto é fruto de parceria com a Barões Digital Publishing.
  • Enquanto no Brasil a crise política prejudica o combate ao coronavírus, na Europa o isolamento da população mostrou resultados efetivos. Em Portugal, ele diminuiu o ritmo de contágios e o país agora volta a funcionar. Redes como Fnac, H&M e Springfield reabriram as portas e relatam bom movimento. 

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