Continue lendo os seus conteúdos favoritos.

Assine o Estado de Minas.

price

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Utilizamos tecnologia e segurança do Google para fazer a assinatura.

Assine agora o Estado de Minas por R$ 9,90/mês. ASSINE AGORA >>

Publicidade

Estado de Minas

Mais recursos vão atender aos pequenos negócios afetados pelo coronavírus

Campanha de empresas e pessoas físicas, batizada de %u201CEstímulo 2020%u201D, permitirá oferta de crédito rápido e a taxas de juros mais baixas para o segmento empresarial que mais sofre com os impactos da pandemia


postado em 09/04/2020 04:00 / atualizado em 08/04/2020 22:54

O presidente do Movimento RenovaBR. Eduardo Mufarej, comanda projeto que dará assistência com capital de giro barato para pequenas empresas(foto: Nelson Almeida/AFP -3 18/5/17)
O presidente do Movimento RenovaBR. Eduardo Mufarej, comanda projeto que dará assistência com capital de giro barato para pequenas empresas (foto: Nelson Almeida/AFP -3 18/5/17)
Empresários e executivos como Eduardo Mufarej, fundador do movimento RenovaBR; Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva; Igor Senra, criador da fintech Cora; e Wilson Poit, diretor-superintendente do Sebrae-SP, lançaram nesta semana um programa para oferecer crédito rápido com taxas abaixo do mercado para pequenas e médias empresas. Chamado de “Estímulo 2020”, o projeto vai reunir doações de pessoas físicas e jurídicas para oferecer capital de giro equivalente a até um mês de faturamento das empresas beneficiadas. O dinheiro será cedido com juros iguais ou próximos ao CDI, com carência de três meses e pagamento em até 18 parcelas. Segundo Mufarej, a ideia é evitar o colapso das PMEs, as mais impactadas pela crise do coronavírus, preservar empregos e garantir a sobrevivência dos negócios no longo prazo. Há o temor generalizado de que bares, restaurantes, mercearias e outros pequenos empreendimentos não resistam à quarentena prolongada.

Mundo vai ingressar na 
era do “faça você mesmo”
O isolamento social obrigou milhões de consumidores a aprender novas habilidades. Segundo estudo da Nielsen, o mundo vai entrar na era DIY (sigla inglesa para “do it yourself” ou “faça você mesmo”). A consultoria descobriu que as vendas de fermento cresceram 650% na semana encerrada em 21 de março em relação ao mesmo período do ano passado. Ou seja: as pessoas estão aprendendo a cozinhar. A Nielsen também detectou aumento de 20% nas vendas de kits de coloração de cabelo.

Mercado financeiro 
quer fim da quarentena
Boa parte do mercado financeiro tem demonstrado impaciência com a quarentena imposta pelas autoridades estaduais e municipais. Nas redes sociais, muitos deles agem como se fossem especialistas em saúde, apresentando argumentos fisgados na internet para defender a ideia de que o isolamento social precisa acabar. Outros afirmam que, com as cidades paradas, os mais pobres vão sofrer. O que nem todos admitem é que anseiam pelo relaxamento da quarentena para evitar perdas na bolsa de valores.

Efeitos colaterais do coronavírus
A pandemia do coronavírus tem provocado um efeito colateral inesperado: ela escancara o melhor das pessoas ou os seus lados mais sórdidos. Enquanto muitos empresários dão lições de solidariedade, outros se preocupam apenas com questões financeiras, deixando a vida em segundo plano. Se há os que se comprometem em não demitir, outros aproveitam a ocasião para aliviar a folha de pagamento. De certo modo, o coronavírus revela quem é quem em tempos de guerra.

21,5%

foi quanto caíram as vendas no varejo entre 9 e 30 de março, na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados da empresa de cartões Cielo. A queda foi expressiva, mas num ritmo menor do que o esperado diante do lockdown (paralisação da eco economia) imposto pelas autoridades

"Precisamos de um novo Plano Marshall"

Bruno Le Maire, ministro da Economia da França, referindo-se ao programa de ajuda econômica dos Estados Unidos para a reconstrução da Europa Ocidental após a Segunda Guerra Mundial



RAPIDINHAS
(foto: Abal/Divulgação %u2013 2/12/19)
(foto: Abal/Divulgação %u2013 2/12/19)

Na segunda-feira, Milton Rego (foto), presidente da Associação Brasileira do Alumínio (Abal), foi procurado pela equipe do Projeto Inspire, da Poli-USP, que desenvolve um ventilador pulmonar de baixo custo, com um pedido urgente: chapas de alumínio para ser usadas na produção dos equipamentos de combate ao coronavírus.

A remessa deveria ser entregue em 24 horas para que os aparelhos fossem montados e seguissem para teste. Milton acionou as associadas da Abal. Deu certo: 10 chapas foram produzidas e entregues em tempo recorde, dentro do prazo proposto. “A indústria do alumínio tem feito uma série de ações no esforço contra a pandemia”, diz o executivo.

O Grupo SEB, do empresário Chaim Zaher, criou um projeto que pretende captar até R$ 500 mil para pessoas em situação de vulnerabilidade. Segundo a empresa, o valor será distribuído em forma de doação e educação. O Grupo SEB também aderiu à política de preservação de empregos, que abrange a sua rede Maple Bear International.

O Banco BS2 vai doar 570 kits preventivos para o Hospital da Baleia, de Belo Horizonte. O material inclui luvas, aventais, máscaras de proteção e óculos. Um dos mais importantes de BH, o Hospital da Baleia é mantido pela Fundação Benjamin Guimarães há 75 anos. O BS2 é parceiro do hospital há duas décadas.

*Para comentar, faça seu login ou assine

Publicidade