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Estado de Minas PANDEMIA E CRISE

Lições do coronavírus que serão esquecidas pelo governo, empresas e brasileiros

Passada a tragédia provocada pela pandemia, será que a sociedade aprenderá que é preciso agir rápido e evitar que os males se alastrem?


postado em 20/03/2020 04:00 / atualizado em 20/03/2020 07:56

Até que uma nova epidemia obrigue o poder público e os cidadãos a rever práticas e hábitos, os ensimamentos que o surto atual deixa não mais serão lembrados(foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)
Até que uma nova epidemia obrigue o poder público e os cidadãos a rever práticas e hábitos, os ensimamentos que o surto atual deixa não mais serão lembrados (foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)
Quando a tragédia passar, espera-se que governos, empresas, investidores e toda a sociedade tenham aprendido as duras lições deixadas pela pandemia do novo coronavírus. Os governos terão entendido que, nos momentos de crise, é preciso agir com rapidez e evitar que o mal se alastre? As empresas perceberão que devem ter planos de contenção de danos e estratégias muito bem definidas para evitar que situações dramáticas como pandemias vorazes as levem à beira da falência? Os investidores evitarão os erros de concentrar todo o dinheiro em um único ativo, compreendendo, enfim, que a diversificação é o melhor negócio? As pessoas terão mais cuidado com os seus hábitos de higiene? Provavelmente, muitas das lições acima serão esquecidas com o passar do tempo, até que uma nova epidemia obrigue os protagonistas da vez a rever velhos hábitos e práticas. O coronavírus vai passar, mas o mundo continua. Espera-se que seja um lugar melhor.


US$ 850 bilhões é quanto o PIB mundial vai perder em decorrência da pandemia do coronavírus
 
(foto: Kristof van Accom/AFP 27/1/20)
(foto: Kristof van Accom/AFP 27/1/20)
"O verdadeiro antídoto para epidemias não é a segregação, é a operação”, Yuval Harari, historiador e escritor israelense

O Eduardo Bolsonaro deseja que o dinheiro chinês vá embora?

Revolta, indignação e raiva. É isso o que diz ter sentido um diretor da Câmara Brasil-China depois de ler a mensagem que o deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do presidente, postou no Twitter responsabilizando o governo chinês pela pandemia da COVID-19. “Ele foi desrespeitoso com uma nação que adora o Brasil”, afirma o executivo. “Não vamos aceitar agressões como essa. Temos investimentos no país e planos para investir mais. Será que o Eduardo deseja que o dinheiro chinês vá embora?”


É hora de investir na telemedicina

As restrições de circulação chamam a atenção para a importância da telemedicina, procedimento que permite realizar consultas remotamente. No Brasil, a legislação sobre o tema é confusa. Para alguns especialistas, a lei não permite que pacientes e médicos conversem a distância, sob o risco de não haver entendimento. Para outros, o método é, sim, permitido. Em tempos de coronavírus, o sistema de saúde deve ser mais ágil e a telemedicina pode ajudar muito nisso.
 
 

Remédio some de farmácias de São Paulo

Notícia publicada na revista científica Nature provocou uma corrida às farmácias de São Paulo. Segundo a publicação, o remédio Plaquinol, indicado no tratamento de malária, é eficaz contra o novo coronavírus. A informação circulou no Fintwit, como é conhecida a comunidade do mercado financeiro no Twitter, e o pessoal foi logo às lojas.  Na região da Avenida Faria Lima, área nobre de São Paulo que abriga bancos, corretoras e casas de análise, o medicamento sumiu das prateleiras. 


Remédio some de farmácias de São Paulo

Notícia publicada na revista científica Nature provocou uma corrida às farmácias de São Paulo. Segundo a publicação, o remédio Plaquinol, indicado no tratamento de malária, é eficaz contra o novo coronavírus. A informação circulou no Fintwit, como é conhecida a comunidade do mercado financeiro no Twitter, e o pessoal foi logo às lojas.  Na região da Avenida Faria Lima, área nobre de São Paulo que abriga bancos, corretoras e casas de análise, o medicamento sumiu das prateleiras.


Rapidinhas

 
(foto: Fábio Motta/Estadão Conteúdo %u2013 11/4/14)
(foto: Fábio Motta/Estadão Conteúdo %u2013 11/4/14)
 
» Muitos investidores acham que o derretimento das ações na Bolsa significa uma oportunidade de compra, mas é preciso ter cuidado. Paulo Cunha, sócio da iHub Investimentos, escritório de agentes autônomos da XP, afirma que é melhor recorrer às blue chips, como são chamadas no mercado financeiro as empresas de grande porte.


» “Com uma crise dessa proporção, as escolhas óbvias são empresas como Petrobras, Vale e bancos”, diz Cunha. “Elas são mais sólidas e têm facilidade para rolar suas dívidas.” No campo oposto, ele aponta as companhias aéreas, prejudicadas pela restrição de circulação, como as mais arriscadas. Companhias menores que não têm acesso a crédito também podem sofrer.


» As empresas de cruzeiros marítimos enfrentam uma onda de ações judiciais em decorrência do cancelamento das viagens. O escritório Fortes & Prado, especializado em turismo, criou um comitê para lidar com o assunto. Segundo o sócio Marcelo Fortes, a ideia é estimular a negociação. “A litigância é custosa e nem sempre vale a pena”, diz.


» A Associação Brasileira dos Atacadistas de Autosserviço (ABAAS), que reúne redes de atacarejo com 1.170 lojas no país, vai vender álcool em gel com margem zero. Ou seja: os supermercados não receberão um centavo sequer pelos produtos negociados. Bom exemplo a ser seguido.



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