Continue lendo os seus conteúdos favoritos.

Assine o Estado de Minas.

price

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Utilizamos tecnologia e segurança do Google para fazer a assinatura.

Assine agora o Estado de Minas por R$ 9,90/mês. ASSINE AGORA >>

Publicidade

Estado de Minas MERCADO S/A

Atenção, empresários: é hora de agir

A humanidade enfrenta uma das maiores tragédias de sua história e as grandes corporações têm papel central na luta para vencê-la


postado em 19/03/2020 04:00 / atualizado em 19/03/2020 07:25


Os empresários cobraram nos últimos dias medidas efetivas do governo para aliviar os efeitos perversos do coronavírus. Bem ou mal, e após certa relutância das autoridades, elas vieram, como o pacote anunciado ontem por Bolsonaro e seus ministros. A iniciativa é importante, mas certamente não será suficiente. O setor privado precisa fazer a sua parte. Não é hora de ameaçar funcionários com demissão ou forçá-los a trabalhar nos escritórios quando o correto é estimular o home office. Também é o momento de destinar recursos para socorrer toda a sociedade e não defender apenas os seus interesses particulares. Há bons exemp los. A cervejaria Ambev vai fabricar álcool em gel, o Burger King pretende doar US$ 1 milhão para o SUS e o Facebook anunciou a destinação de US$ 100 milhões para pequenas empresas de 30 países. É preciso mais. A humanidade enfrenta uma das maiores tragédias de sua história e as grandes corporações têm papel central na luta para vencê-la.


(foto: Paulo Whitaker/AFP %u2013 28/11/14 )
(foto: Paulo Whitaker/AFP %u2013 28/11/14 )

Einstein vai ampliar leitos de UTI a distância

O Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, está montando uma operação de guerra para atender pacientes com coronavírus. Atualmente, o Einstein possui 181 leitos de UTI a distância, mas a meta é ampliá-los para 540 unidades. Na tarde de ontem, o hospital mantinha 45 pacientes internados com sintomas do coronavínus, dos quais 21 foram confirmados – sete estão na UTI. O Einstein, como todo o sistema de saúde do país, se prepara para o aumento expressivo de casos nos próximos dias.


RAPIDINHAS


» A Simpress, provedora de outsourcing (terceirização) de equipamentos e soluções, detectou um aumento de 500% na procura por notebooks nos dias 16 e 17. Com as restrições de circulação, os colaboradores que utilizam desktops nas companhias precisam de notes para trabalhar em home office.

» Vittorio Danesi, CEO da Simpress, explica o movimento. “O vírus, que infelizmente tem trazido tantas perdas ao mundo, gerou um aumento enorme na demanda de outsourcing. Fechamos com onze clientes, num total de 1.000 notebooks, e ainda fizemos propostas para mais 7 mil máquinas, em todo o Brasil. O nosso departamento comercial está a todo vapor.”

» O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) vai investigar uma prática nefasta, mas corriqueira: o aumento de preços de produtos farmacêuticos, especialmente máscaras e álcool gel, após o surto de coronavírus. Hospitais, farmácias e distribuidores deverão apresentar as notas fiscais com o preço de compra dos produtos.

» O empresário argentino Miguel Verona, fabricante de equipamentos agrícolas, tinha uma série de reuniões marcadas no Brasil nesta semana. “Todos os contatos cancelaram”, diz. “Estou hospedado em São Paulo e não há ninguém no hotel. Os restaurantes estão vazios. É triste ver uma cidade como essa ser tão afetada pelo coronavírus”
 
 
(foto: Casas Bahia/Divulgação )
(foto: Casas Bahia/Divulgação )

O impacto do fechamento de shoppings e do comércio

As medidas restritivas anunciadas pelos governos estaduais, como o fechamento de shoppings e do comércio, vão provocar estragos no varejo. Ontem, as ações da Via Varejo, dona de marcas como Casas Bahia e Ponto Frio, desabaram 31,53%. Nos últimos 10 dias, o papel encolheu impressionantes 65%. Maior rede de academias do país, a SmartFit calcula que vai perder R$ 150 milhões por mês com o fechamento de suas unidades.


J.P. Morgan reduz previsões do PIB do Brasil e Estados Unidos

O banco americano J.P. Morgan fez uma dura previsão para o PIB brasileiro em 2020:  queda de 1%. A projeção inicial era crescimento de 1,6%. Nos Estados Unidos, as estimativas também pioraram. Segundo o J.P. Morgan, o PIB dos Estados Unidos vai recuar 4% no primeiro trimestre e 14% no segundo. O vilão é o mesmo nos dois países – o surto de coronavírus. No caso americano, a crise do petróleo também deverá afetar a performance da economia.


R$ 55,6 bilhões é quanto os investidores estrangeiros retiraram da bolsa brasileira em 2020, um recorde
 
 
 
(foto: stefsen kugler/afp)
(foto: stefsen kugler/afp)
"O coronavírus é o maior desafio da Alemanha e do mundo desde a Segunda Guerra Mundial”, Angela Merkel, chanceler alemã

*Para comentar, faça seu login ou assine

Publicidade