EUA insta outros países a intensificar combate ao ebola
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Os Estados Unidos, que se preparam para receber uma onda de visitantes por causa da Copa do Mundo, instaram, nesta terça-feira (9), outros países a redobrar os esforços para conter a propagação do ebola, inclusive por meio de restrições de viagem.
"Os Estados Unidos assumiram a dianteira. Agora o mundo também precisa fazer mais para estar à altura", disse à AFP um funcionário do Departamento de Estado, que falou sob condição de anonimato. "Outros países precisam fazer a sua parte para garantir que este surto não se espalhe ainda mais."
Ele também fez um apelo para que sejam destinados mais recursos para enfrentar o surto e para "implementar restrições de bom senso às viagens a partir da zona afetada".
O surto foi identificado pela primeira vez no mês passado, no nordeste da República Democrática do Congo (RDC), e desde então casos foram registrados na vizinha Uganda.
O governo do presidente americano Donald Trump prometeu fazer todo o possível para impedir que o vírus entre no país, até mesmo instalar um centro de tratamento de ebola no Quênia para cidadãos americanos.
Esse projeto provocou protestos no Quênia, devido à rejeição à ideia de levar possíveis portadores para o país. Pelo menos uma pessoa foi morta a tiros nesta terça em confrontos com a polícia.
Segundo o site Axios, o governo Trump pressionou países europeus a aplicar restrições de viagem mais rígidas por causa do vírus.
O Departamento de Estado disse nesta terça que o secretário de Estado, Marco Rubio, conversou com a chefe da União Europeia, Ursula von der Leyen, "para tratar da coordenação e dos esforços de resposta dos Estados Unidos e da Europa ao surto de ebola".
"A prioridade máxima e o principal objetivo do departamento continuam sendo proteger a saúde do povo americano e impedir que este surto de ebola chegue às nossas costas", declarou o porta?voz Thomas Piggott.
Os Estados Unidos proibiram a entrada no país de pessoas que não sejam cidadãos americanos e que tenham estado na RDC, em Uganda ou no Sudão do Sul nos últimos 21 dias.
No que diz respeito à Copa do Mundo - organizada conjuntamente por Estados Unidos, México e Canadá e que começa na quinta?feira -, não se espera que a seleção da RDC seja afetada pela proibição, já que está há semanas treinando na Europa.
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