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Céu de inverno valoriza espetáculo da Lua em BH

Início da estação, que coincide com a fase cheia do satélite natural da Terra, proporciona um espetáculo para observadores, graças às condições atmosféricas de baixa nebulosidade

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postado em 22/06/2016 06:00 / atualizado em 22/06/2016 13:01

Pedro Ferreira

Marcos Vieira/EM/DA Press
O céu com baixa nebulosidade, típico desta época do ano, vem criando o palco perfeito para um show da Lua. Especialmente quando o satélite natural da Terra está na fase cheia, como ocorreu entre domingo e segunda-feira. De acordo com o coordenador do Grupo de Astronomia da Universidade Federal de Minas Gerais, o astrônomo Renato Las Casas, as “noites de brigadeiro” ocorrem quando o céu fica mais limpo, com poucas nuvens. “As estrelas, inclusive as menores, ficam mais visíveis ainda. Isso se deve aos efeitos meteorológicos do inverno, que começou na noite da última segunda-feira”, informou o professor. “Os astros mais brilhantes ficam mais nítidos ainda. É o que ocorre com a Lua. A gente a vê com um brilho maior do que se houvesse mais nebulosidade no céu, que atrapalha muito a observação”, disse o especialista.

O astrônomo conta que esteve segunda-feira à noite no Observatório Astronômico Frei Rosário, mantido pela UFMG na Serra da Piedade, em Caeté, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e que percebeu que o tempo começou a mudar, com um pouco mais nebulosidade, mas avisa que isso não é duradouro. Ontem à noite, a Lua, embora ainda comandasse o espetáculo no céu, já havia começado a decrescer. Mesmo assim, serviu de inspiração para um grupo de músicos do Bairro Santa Tereza, na Região Leste de Belo Horizonte, que promoveu à noite a festa Lua Cheia e Música.

Marcos Vieira/EM/D.A Press
E, para quem quiser contemplar o céu nos próximos dias, a recomendação dos meteorologistas é se agalhar bastante. O inverno começou às 19h34 de segunda-feira, horário oficial de Brasília, e a tendência para Belo Horizonte e interior do estado é de temperaturas mínimas abaixo das registradas nos últimos anos. Na capital, os termômetros podem registrar durante as madrugadas marcas abaixo de 13,1 graus, que representam a média histórica. Em agosto, a mínima pode ser inferior a 14,4 graus. Em setembro, o calor vai aumentar um pouco com a aproximação da primavera, e a mínima deve ficar em torno ou abaixo da média para o mês, que é de 16,2 graus.

PRIVILÉGIO Um local para apreciar astros como a Lua de “camarote” é o observatório da UFMG no alto da na Serra da Piedade, com acesso pela BR-381 e entrada no trevo de Caeté, na Grande BH. Às quintas e sextas-feiras, o espaço recebe visitas de alunos de colégios e outros interessados. O agendamento é feito das 9h às 11h, de segunda a quinta, pelo telefone (31) 3409-5679. O primeiro sábado de cada mês é reservado ao público em geral, das 17h às 23h. As observações são feitas por telescópio e a olho nu, com monitoramento de alunos e professores da universidade.

Marcos Vieira/EM/D.A Press
Fascínio na rede

Não há como negar o fascínio que uma Lua desperta nas pessoas. Prova disso foi a repercussão das três imagens publicadas no Instagram do jornal Estado de Minas (@emimagem) na noite de segunda, quando o satélite natural estava no auge da fase cheia. O fotógrafo Marcos Viera usou a técnica de dupla exposição, recurso encontrado em câmeras profissionais que possibilita registrar duas imagens diferentes na mesma fotografia. O resultado final foi surpreendente. Até o fechamento desta edição, a Lua brilhante em destaque ao lado do Pirulito da Praça Sete (à esquerda) foi curtida por 570 seguidores. Na sequência, a imagem do astro sobre a capital mineira recebeu 444 curtidas, enquanto 348 pessoas se renderam à bela Lua ao lado da Bandeira do Brasil, na Bairro Mangabeiras (acima). 

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