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Trio vence o Nobel de Química por pesquisas sobre o DNA

Os três foram premiados por terem "mapeado, a nível molecular, como as células reparam um DNA danificado e preservam a informação genética", o que pode ajudar a "desenvolver novos tratamentos contra o câncer", destacou o júri do Comitê Nobel

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postado em 07/10/2015 07:22 / atualizado em 07/10/2015 10:39

AFP /Agence France-Presse

AFP


O sueco Tomas Lindahl, o americano Paul Modrich e o turco-americano Aziz Sancar foram anunciados como os vencedores do Prêmio Nobel de Química de 2015 por suas pesquisas sobre o mecanismo de reparação do DNA, o que pode conduzir a novos tratamentos contra o câncer.

Os três foram premiados por terem "mapeado, a nível molecular, como as células reparam um DNA danificado e preservam a informação genética", o que pode ajudar a "desenvolver novos tratamentos contra o câncer", destacou o júri do Comitê Nobel.

"O trabalho do trio proporcionou conhecimento fundamental sobre a maneira como funciona uma célula viva e é, por exemplo, utilizada para desenvolver novos tratamentos contra o câncer", anunciou a Academia Sueca de Ciências.

Sancar, 69 anos, nasceu em Savur, pequena localidade do sudoeste da Turquia, em uma família modesta de oito filhos. Ele poderia ter se tornado um jogador de futebol profissional, já que foi convocado como goleiro para a seleção nacional juvenil, mas preferiu concentrar-se nos estudos. Mais tarde estudou na Universidade do Texas, em Dallas, e atualmente é professor na Universidade de Chapel Hill (Carolina do Norte).

Lindahl, de 77 anos, estudou em seu país, mas atualmente trabalha na Grã-Bretanha, no Francis Crick Institute de Londres. "Foi uma surpresa. Sei que após vários anos fui considerado para o prêmio, mass assim como outras centenas de cientistas", afirmou por telefone ao ser contactado pelo júri.

Modrich, nascido em 1946, e que obteve um Doutorado em Stanford (Califórnia), trabalha como pesquisador no Howard Hughes Medical Institute, perto de Washington, e é professor de Bioquímica na Universidade de Duke (Carolina do Norte).

Cada vencedor receberá um terço do prêmio de 8 milhões de coroas suecas (860.000 euros, 950.000 dólares).

Confira a lista dos premiados nos últimos 10 anos com o Prêmio Nobel de Química

2015: Tomas Lindahl (Suécia), Paul Modrich (EUA) e Aziz Sancar (EUA/Turquia) por seus trabalhos sobre o mecanismo de reparação do DNA, que pode conduzir a novos tratamentos contra o câncer.


2014: Eric Betzig, William Moerner (Estados Unidos) e Stefan Hell (Alemanha), pelo desenvolvimento da microscopia fluorescente de alta resolução.


2013: Martin Karplus (Estados Unidos/Áustria), Michael Levitt (Estados Unidos/Reino Unido) e Arieh Warshel (Estados Unidos/Israel), pelo desenvolvimento de modelos multiescala de sistemas químicos complexos.


2012: Robert Lefkowitz e Brian Kobilka (Estados Unidos) por seus trabalhos sobre receptores que permitem às células compreender seu entorno, um avanço essencial para a indústria farmacêutica.


2011: Daniel Shechtman (Israel), pela descoberta da existência de um novo tipo de material, os "quase-cristais".


2010: Richard Heck (Estados Unidos), Ei-ichi Negishi e Akira Suzuki (Japão), pela criação de uma das ferramentas mais sofisticadas da química, que abre o caminho para tratamentos contra o câncer e produtos eletrônicos e plásticos revolucionários.


2009: Venkatraman Ramakrishnan, Thomas Steitz (Estados Unidos) e Ada Yonath (Israel), por estudos sobre os ribossomos, que permitem criar novos antibióticos.


2008: Roger Tsien, Martin Chalfie (Estados Unidos) e Osamu Shimomura (Japão), por suas pesquisas sobre as proteínas fluorescentes, cujas aplicações permitem detectar tumores cancerosos.


2007: Gerhard Ertl (Alemanha), pela pesquisa sobre os catalisadores utilizados em diferentes setores industriais, dos fertilizantes até os tubos de escapamento.


2006: Roger Kornberg (Estados Unidos), por pesquisas fundamentais sobre a transcrição dos genes.

 

 

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