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Trio vence Nobel de Medicina por tratamentos contra infecções parasitárias

Irlandês William Campbell e japonês Satoshi Omura desenvolveram trabalho sobre infecções provocadas por vermes. A outra metade do prêmio fica com a chinesa Youyou Tu

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postado em 05/10/2015 07:07 / atualizado em 05/10/2015 08:27

Estado de Minas

JONATHAN NACKSTRAND / AFP

William Campbell, que nasceu na Irlanda, o japonês Satoshi Omura e a chinesa Youyou Tu foram anunciados nesta segunda-feira como os vencedores do Prêmio Nobel de Medicina pelo desenvolvimento de tratamentos contra infecções parasitárias e a malária.


Campbell e Omura foram recompensados em conjunto por seus "trabalhos sobre um novo tratamento contra as infecções provocadas por vermes", enquanto Youyou Tu foi premiada por suas "descobertas sobre uma nova terapia contra a malária", anunciou o júri do Nobel em Estocolmo.

"As doenças provocadas por parasitas têm sido um flagelo para a humanidade durante milhares de anos e são um problema de saúde global significativo", afirmaram os integrantes do júri.

Para o Comitê Nobel, "as enfermidades parasitárias afetam especialmente as populações mais pobres do mundo e representam um enorme obstáculo para melhorar a saúde e o bem-estar humano".

"Os vencedores do prêmio Nobel este ano desenvolveram terapias que revolucionaram o tratamento de algumas das doenças parasitárias mais devastadoras", destaca o Comitê Nobel do Instituto Karolinska.

William C. Campbell, que trabalhou para companhias farmacêuticas privadas, e Satoshi Omura descobriram um novo medicamento, a Avermectina, "cujos derivados reduziram drasticamente a prevalência da 'cegueira dos rios' (oncocercose) e a filariose linfática", explicou o júri.

Youyou Tu, de 84 anos, que tinha o nome cogitado há vários anos na Academia, desenvolveu um tratamento particularmente eficaz contra a malária com um extrato da planta 'Artemisia annua'.

Tu iniciou a pesquisa com a combinação de antigos textos médicos chineses e remédios populares. Ela coletou 2.000 "remédios" potenciais, a partir dos quais sua equipe produziu 380 extratos de plantas.

Um dos extratos da planta do absinto ('Artemisia absinthium') mostrou que era promissor nos ratos. Inspirada em um texto antigo, Tu modificou o processo de extração da substância para que se tornasse mais efetiva antes de isolar, no início dos anos 70, o princípio ativo do absinto, o seja, a artemisinina.

A artemisinina é o tratamento mais eficaz e seguro contra a malária, uma doença que afeta quase 200 milhões de pessoas por ano e mata mais de 500.000, principalmente crianças africanas.
 Tu é a 12ª mulher a receber o Nobel de Medicina desde a criação do prêmio em 1901.

 

No ano passado, o Nobel de Medicina foi concedido ao pesquisador britânico-americano John O'Keefe e ao casal norueguês May-Britt e Edvard I. Moser pela descoberta de um sistema de "GPS interno" no cérebro.


O prêmio de Medicina abre a temporada do Nobel em 2015. Na terça-feira será anunciado o prêmio de Física e um dia depois o de Química. O Nobel de Literatura será revelado na quinta-feira e o prêmio da Paz na sexta-feira em Oslo. A última categoria é a de Economia, no dia 12 de outubro. (Com AFP)

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