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Fabricantes de smartphones apostam nas selfies e investem nas câmeras frontais

Só a Apple não participa da Mobile World Congress, que ocorre em Barcelona pela 10ª vez. Fabricantes buscam formas de atrair mais clientes pela capacidade de suas câmeras frontais

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postado em 03/03/2015 08:45 / atualizado em 03/03/2015 09:15

Jorge Macedo - especial para o EM

Marcelo Bechler
Especial para o EM


 

 AFP PHOTO/ LLUIS GENE

Imagine uma grande loja de celular, com vários modelos que podem ser manuseados e testados pelos usuários. Agora, imagine todas essas lojas de celulares juntas, imensas e com smartphones que não podem ser vendidos, pelo simples motivo de ainda não terem sequer chegado no mercado. Esse é o ponto alto da Mobile World Congress (MWC - Congresso Mundial de Aparelhos Móveis), maior evento da categoria, que começou ontem e vai até quinta-feira, em Barcelona. Só não estão presentes todas as principais marcas de smartphones porque a mais famosa delas não comparece a esse tipo de evento: a Apple faz ela própria seus lançamentos e não marca presença na feira.

Durante os quatro dias, quase duas mil pessoas expõem suas novidades. Não só celulares, mas tudo que é relacionado à tecnologia móvel é mostrado ao público. Desde pen drives de última geração, até SmartsTV com conexão ultrarápida, passando por smartwatchs, smartglasses, empresas de desenvolvimento de aplicativos etc.

Passarão pela MWC, 90 mil pessoas, mas a festa está longe de ser para todos. O ingresso mais barato, que não dá acesso a vários pavilhões, custa 750 euros (cerca de R$ 2.430) e, o mais caro, sai por 4.999 euros (quase R$ 16.200). Além das exposições, a feira conta com palestras, convenções e debates. Mark Zuckerberg, o inventor do Facebook, participou ontem de um debate sobre expansão da internet e voltará amanhã, para responder perguntas sobre sua rede social. Sundar Pinchal, responsável pelo Android, é outra estrela do evento.

A MWC lota Barcelona. A cidade tem 85% de sua rede hoteleira, que conta com 35 mil leitos, lotada na semana da feira. O preço médio de um quarto chega a 280 euros, o dobro da média do mês de março na cidade. A capital da Catalunha projeta arrecadar 436 milhões de euros com o evento deste ano, mais de R$ 1,4 bilhão. São gerados, aproximadamente, 12 mil e 500 empregos por conta do evento. Um acontecimento que, de tão importante, foi aberto oficialmente pelo rei da Espanha, Felipe VI.

PRIMEIRA MÃO

Divulgação/Sony
Tanto investimento e tanta estrutura servem para receber as pessoas que querem ver, em primeira mão, os lançamentos do mundo dos smartphones. A Mobile World Congress deste ano não terá um grande número de inovações bombásticas, mas Nokia, Sony, LG e, principalmente, a Samsung, mostraram novos aparelhos para o público. A Samsung mostrou a nova linha de Galaxy com o S6 e S6 Edge, apresentados no domingo, em um evento próprio. No primeiro dia da MWC foi a vez das outras mostrarem a que vieram.

A moda do momento são as selfies e a maioria das empresas aposta em formas de atrair novos clientes pela capacidade de suas câmeras frontais. A Sony lançou o Xperia M4 Aqua, que é impermeável e resistente à água e à poeira. Além disso, tem câmera de selfie com 5 megapixels, e câmera traseira de 13MP. Boa câmera, funciona até embaixo d’agua, e, para ficar ainda mais convincente, a Sony promete uma bateria que pode durar até dois dias (graças à menor resolução da tela, um sistema para os aplicativos em segundo plano e, claro, uma boa qualidade da bateria). A novidade da Sony tem 2GB de memória RAM e 8GB de armazenamento interno (expansível com cartão de memória) e funciona com Android 5.0 e um processador de oito núcleos. O último atrativo é o preço: a previsão é de que custe 330 dólares e chegue até a 80 países a partir de outubro.

LG/divulgação
A LG também aposta em smartphones intermediários e que agradem aos que gostem de tirar muitas fotos. Na feira, foram lançados o LG Prime Plus e LG Volt (nomes que receberão no Brasil). Os dois aparelhos são levemente curvados para se encaixarem melhor nas mãos. O Prime Plus tem câmera frontal de 5MP e bateria que promete durar um dia. O sistema “quick selfie”, em que o usuário tira uma foto apenas com o movimento das mãos sendo reconhecido pela câmera, é um charme para atrair novos usuários. O aparelho será fabricado no Brasil e também deverá estar disponível a partir de outubro, nas versões 3G, 3G com TV digital e 4G, e com custo perto de R$ 1 mil.

Mais lançamentos

O LG Sprint tem configurações parecidas, mas a câmera é inferior, com 1,3MP na frontal e 8MP na traseira. Tem armazenamento interno de 8GB, que pode ser expandido por mais 8GB e será vendido nas cores branco, dourado e titânio. Chegará ao Brasil no terceiro trimestre e custará cerca de R$ 800. Os dois aparelhos aceitam dois chips.

Outro lançamento que vale destaque e que igualmente aposta na equação boa câmera + desempenho + preço é o da Microsoft. O Lumia 640 e 640 XL têm a câmera como principal diferença. Ambos contam com 1GB de memória RAM e 8GB de armazenamento que pode chegar até 128GB com um micro SD. No Lumia 640 tem tela de 5 polegadas a câmera traseira é de 8MP e a frontal deixa a desejar, com apenas 1MP.  O Lumia 640 XL é maior, com 5’7 polegadas de tela e câmera de 13MP na traseira e 5MP na frontal. Os dois terão versões em 3G e 4G e terão o Windows 8.1 como sistema operacional (com atualização para o Windows 10 garantida quando estiver disponível). O maior atrativo dos dois é o preço: na Europa serão de 139 euros (R$ 450) para a versão 3G do Lumia 640, e 159 euros (R$ 510) para o 4G. O Lumia 640 XL custará 189 euros (R$ 610) para 3G e 219 euros (R$ 710) para o 4G.

 

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