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Front in BH reúne fabricantes de páginas web neste sábado

Evento que reúne criadores de sites em BH vai discutir amanhã questões ligadas ao desenvolvimento front-end, um mercado bem aquecido em Minas e que continuamente pede por profissionais

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postado em 25/07/2014 00:12 / atualizado em 25/07/2014 13:08

Você sabe o que é front-end? Segundo o desenvolvedor front-end do site de crowdfunding Catarse Pedro Marins, resumidamente falando, é tudo aquilo que se refere à apresentação visual de um site. É a forma como o conteúdo dele vai aparecer na tela, a estrutura hierárquica das informações e a aplicação do design para a exibição delas. O documento apresentado pelo navegador é criado com HTML (linguagem de marcação utilizada para a produção de páginas na web, que permite a criação de documentos que podem ser lidos em praticamente qualquer tipo de computador e transmitidos pela internet) e as transformações visuais com CSS (linguagem para estilos, que define o leiaute de documentos HTML). “Além da apresentação visual do conteúdo, o desenvolvedor front-end é responsável por uma variedade de ações para fazer com que esse conteúdo alcance o seu potencial máximo”, afirma.

Um desenvolvedor front-end pode trabalhar em qualquer empresa que tenha ou que desenvolva sistemas. “Desde um simples aplicativo de calculadora para celulares até um sistema gigante e complexo, como o de uma rede social, o front-end está presente”, diz Pedro Marins. Ele destaca que, onde há software, há pesquisa e desenvolvimento contínuos. E, com o ritmo de informações e novidades que surgem a cada dia, emprego não vai faltar para quem estiver bem preparado. “Há milhares de oportunidades de emprego nessa área de desenvolvimento de software. Somente nos Estados Unidos, daqui a uns cinco ou seis anos, vai haver 1 milhão de vagas ligadas a programação, não preenchidas por falta de profissionais. O Brasil deve perder mais de R$ 100 bilhões até 2020 por falta de profissionais de TI e de investimentos em infraestrutura”, salienta.

Atualização

Pois bem! Profissionais da área de desenvolvimento de sites vão ter, amanhã, a oportunidade para vivenciar novas experiências e discutir tendências e tecnologias relacionadas ao front-end, durante a quarta edição do Front in BH, que ocorre no Teatro Ney Soares, no Bairro Lagoinha. Uma interessante grade de palestras, com o intuito de promover o relacionamento e a integração entre os participantes, será desenvolvida por 14 palestrantes, entre eles, três atrações internacionais: o belga Mathias Bynens e as norte-americanas Emily Nakashima e Rachel Myers, todos reconhecidos especialistas na área de programação e desenvolvimento web.

De acordo com os organizadores do evento, Victor Ferraz, Bruno Magal, Giovanni Keppelen e Davidson Fellipe, o Front in Bh foi criado em 2011, em função da necessidade de fortalecer a comunidade front-end belo-horizontina. O encontro é especialmente direcionado às pessoas que se interessam pela área de desenvolvimento front-end, como empreendedores, gestores, designers etc. Cerca de 550 participantes são esperados nesta edição.

Segundo eles, os palestrantes foram selecionados levando-se em conta o destaque profissional de cada um no mercado. Este ano, três mulheres integram a lista: Maira Bello, que é engenheira de software na empresa Liferay, de Pernambuco; e Emily Nakashima e Rachel Myers, ambas trabalham no Github (serviço de web hosting compartilhado para projetos que usam o controle de versionamento Git), em São Francisco (EUA). Para eles, a história de que as mulheres não se sentem atraídas pelo segmento de TI em geral está mudando bastante e, cada vez mais, se vê um número maior delas buscando a área.

Os organizadores afirmam que o mercado mineiro está bem aquecido e que a demada por profissionais na área de front-end não para de crescer. Ao mesmo tempo, as empresas estão cada vez mais exigentes para contratar bons profissionais, e os que se destacam na área estão indo direto para outros países, principalmente Canadá, Estados Unidos e Holanda, que pagam salários maiores e oferecem melhor qualidade de vida.

 

Estratégia coerente

Bruno de Magalhães e Marlos Carmo são dois dos palestrantes desta edição do Front in BH. O primeiro é publicitário e atua no mercado de comunicação digital há cinco anos, sendo atualmente coordenador de criação digital da RC Comunicação. Já o segundo, diretor de operações da empresa, se autodenomina “curioso fuçador”, já tendo testado um pouco de tudo, mas sempre envolvendo comunicação com tecnologia.

“Desenvolvemos projetos de comunicação digital para sites, aplicativos, redes sociais e games, entre outros. Nosso trabalho é entender e participar do negócio do cliente para que a estratégia por trás de nossas soluções possa estar sempre coerente com seus objetivos”, explica Bruno, ressaltando que um grande desafio que o mercado enfrenta hoje é o de integrar as equipes de criação e desenvolvimento numa só engrenagem.

Segundo ele, fazer com que o trabalho de um profissional criativo se conecte ao de um profissional técnico com qualidade e agilidade “nos fez mudar nosso workflow, introduzindo novas ferramentas em nosso dia a dia e ajustando os processos”. Hoje, eles conseguem entregar projetos com mais qualidade em um prazo menor do que faziam há aproximadamente seis meses, antes de adotarem esse novo fluxo de trabalho. “Promover uma integração muito maior entre profissionais de criação e programadores front-end será o tema de nossa palestra no próximo Front in BH”, completa Marlos. 

 

Três perguntas para...

Victor Ferraz,
organizador do Front in BH e desenvolvedor web 

 

Como se divide o processo do desenvolvimento de um site?
Isso ocorre em cinco etapas. A primeira é o planejamento, quando se pesquisa sobre o trabalho que precisa ser feito para solucionar o problema do cliente, que, muitas vezes, pode ser um app, um site institucional ou um e-commerce. Arquitetura da informação e experiência do usuário é a fase seguinte, que é responsável por organizar toda a informação colhida pelo cliente e prototipar a experiência do usuário para que ela seja a melhor possível. O design vem logo a seguir, quando se cria o leiaute e as interações necessárias, de acordo com o que for prototipado. O front-end entra logo depois, para pôr em prática o que a equipe do design propôs. Finalmente, vem a fase back-end, que vai fazer com que o conteúdo seja buscado no banco de dados e exibido na página.

Que tipo de formação é preciso ter para se tornar um desenvolvedor front-end?
Para ser um desenvolvedor, o profissional precisa ser formado em ciências da computação, sistema de informação, sistemas para internet, publicidade, design ou outro curso similar a esses. A faculdade ajuda muito alguém a se tornar um profissional melhor, mas, para desenvolvimento front-end, por ser uma disciplina muito nova, é muito dificil aprender a ser um desenvolvedor competente na faculdade. Ocorrem muitas evoluções tecnológicas na área a cada semana e torna-se muito difícil para a faculdade acompanhar o dinamismo do mercado. Nesse caso, o profissional precisa ter um perfil autodidata para se tornar um desenvolvedor front-end competente.

Como o Front in BH contribui, na prática, para ajudar profissionais da área em seu trabalho?
No primeiro evento, em 2011, as pessoas tinham pouco conhecimento e a maioria das palestras era muito avançada para o público ali presente. Mas, com o passar das edições, o público foi evoluindo bastante, tanto em relação a conhecimento quanto no lado profissional. Muitos assuntos tratados no dia do evento guiam os participantes a estudar e a aprofundar sobre o que foi passado na sua casa, além de motivar esses profissionais a inovar no seu trabalho.

 

Serviço
Front in BH
Dia: amanhã
Horário: das 8h às 18h
Local: Teatro Ney Soares – Rua Diamantina, 488, Bairro Lagoinha
Informações sobre inscrição, grade de palestras e preços de participação no http://frontinbh.com.br

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