

No Twitter, Reis elogia o trabalho do perfil do banco Santander, que, segundo ele, soluciona os problemas de imediato. Mas, se por um lado tem o hábito de fazer propaganda positiva gratuita de alguns estabelecimentos, ele não economiza nas críticas quando não é bem atendido na rede. Segundo Reis, o perfil da GVT no microblog é um fracasso. “Em menos de cinco minutos eles interagem e pedem o contato para resolver seu problema, mas não passam disso. Parece que é só para a gente parar de xingar na rede social. Querem passar uma imagem boa da marca”, diz.
Para o empresário, é melhor a empresa sair da internet do que prestar um péssimo atendimento on-line. Quem compartilha desse pensamento é a locutora de rádio Rebeca Rezende, de 25 anos. A jovem, formada em relações públicas, acredita que deixar o usuário sem resposta é a pior escolha. Ela conta que geralmente entra em contato no Twitter quando tem algum problema com um produto ou serviço contratado. “Dá resultado, porque a empresa está exposta, todo mundo vê”, explica a jovem.
Do mesmo modo, algumas marcas conquistam seu coração com campanhas criativas ou conteúdo inovador. Ela segue a fan page Batalha dos Cabelos (facebook.com/batalhadoscabelos), por exemplo, sem gostar dos produtos da fabricante responsável pela página. Mesmo com a campanha de 2011, Rebeca recorda do lançamento da cerveja francesa Desperados, que implementou em seu canal no YouTube (youtube.com/desperados) uma plataforma interativa que leva a pessoa para dentro de uma balada. O usuário escolhia o desenrolar da história e a ação era totalmente integrada com o Facebook e o Twitter.

No post oficial da universidade foram 140 curtidas, 41 compartilhamentos e oito comentários negativos, contra 29 positivos. Fora desse meio, as cem imagens produzidas viraram exemplos e se replicaram em versões pessoais no site. “As redes sociais têm o poder de filtro. Permitem que ideias ganhem corpo, mas uma proposta não se torna viral se já não existir um coro”, explica o professor. Para ele, as mídias alternativas, como as redes sociais, garantem o recrudescimento das liberdades conquistadas pela sociedade.
ENGAJAMENTO NA REDE
» A campanha da Dove – que até inspirou matéria do Estado de Minas (https://bit.ly/115YjDX) – alcançou 34 milhões de visualizações no canal oficial da empresa no YouTube, se tornando a mais vista da história do site. A marca propôs a algumas mulheres que se descrevessem para um retratista. Depois, outra pessoa a descreveria. A diferença no resultados dos retratos falados mostrou que as mulheres se enxergam menos bonitas do que realmente são. A página da empresa no Facebook tem 14 milhões de fiéis seguidoras.
https://bit.ly/157X09Z
» “Posso dizer que gosto muito de chocolate quando sigo @KITKAT e @Oreo ao mesmo tempo”. O tuíte de Laura Ellen foi vislumbrado como uma excelente oportunidade de marketing pela Kit Kat. A empresa lançou no microblog: “A disputa pelo carinho da @Laura_ellenxx começou. @Oreo, sua vez...”, chamando a concorrente para uma partida de jogo da velha. A Oreo não perdeu tempo e “comeu” as barras de Kit Kat que formavam o X do game, acompanhada da mensagem “Desculpa, não resistimos”. A interação virou febre no mundo todo.

» O americano Richard Neil um dia resolveu dizer certas verdades para a Bodyform, empresa de absorventes femininos. Na fan page da marca ele disse que se sentia enganado durante anos ao ver comerciais que mostravam mulheres sorrindo durante o período da menstruação. Segundo ele, a namorada virava um monstro. A empresa então gravou um vídeo espetacular com a diretora- executiva da empresa. “Chegou a hora de esclarecermos tudo. Mentimos para você e quero pedir desculpas”, dizia. A diretora narra uma série de argumentos, de forma engraçada, explicando que as imagens de mulheres patinando e andando de bike eram metáforas e que alguns homens não sabiam lidar com a verdade de que não existe menstruação feliz.
https://bit.ly/TkeCcN
