Márcia Maria Cruz - Estado de Minas
Publicação: 22/02/2012 07:23 Atualização: 22/02/2012 09:56
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Comparados aos instrumentos de uma cabine de aeronaves, os equipamentos de monitorização anestésica permitem que o anestesiologista detecte problemas cardiovasculares e respiratórios ao longo da cirurgia. “Embora nenhum procedimento seja isento de risco, podemos minimizá-los se nos cercarmos dos cuidados necessários”, afirma Michelle.
Para o presidente da Samg, Jaci Custódio Jorge, o procedimento anestésico assemelha-se à pilotagem de uma aeronave. Para que o voo dê certo, são necessários monitores modernos, bem como profissionais que saibam lê-los e operá-los com precisão. Para que um médico se especialize em anestesiologia são necessários três anos de residência na área e muitos treinamentos em simuladores. Como em cirurgias eles lidam com situações imprevistas, em que qualquer erro pode ser fatal, precisam estar com o treinamento afiado para eventualidades.
Por essa razão, as sociedades de anestesiologia defendem a importância de o médico anestesiologista participar de exames diagnósticos e outros procedimentos em que haja sedação, não se restringindo apenas às cirurgias. “Sedaçãozinha leve não existe. É um procedimento complexo, no qual o paciente pode aprofundar e, inclusive, parar de respirar”, afirma a primeira secretária da Saemg, Viviane Albergaria. Segundo ela, em muitos casos a sedação pode exigir os mesmos cuidados de uma anestesia geral, como a assistência ventilatória. A questão é polêmica, pois para outras especialidades médicas que fazem exames que exigem a sedação bastaria a participação de dois médicos da especialidade.
A presença do profissional é indicada pelas sociedades de anestesiologia em exames de ressonância nuclear magnética em crianças, endoscopias digestivas, colonoscopias e ecocardiograma transesofágico entre outros. No entanto, alguns planos de saúde não pagam a anestesia nesses procedimentos.
VEJA A DIFERENÇA ENTRE…
SEDAÇÃO
Procedimento que leva o paciente a dormir, mas sem que todos os reflexos fiquem bloqueados, inclusive os estímulos da dor. A sedação pode ser dividida em três tipos: consciente, inconsciente, profunda (além de estar inconsciente, o paciente pode não apresentar respiração espontânea, sendo necessária a assistência ventilatória).
ANESTESIA GERAL
Caracteriza-se pela hipnose (inconsciência), analgesia (ausência de dor ) e, geralmente, pela imobilidade. Pode ser intravenosa e complementada como anestésico inalatório. Requer a assistência ventilatória, embora nem sempre demande a entubação.
ANESTESIA LOCO-REGIONAL
Pode ser local (onde será feita a incisão cirúrgica) ou regional (quando se bloqueia o nervo responsável pela enervação de uma região). Não afeta a consciência do paciente, que permanece acordado. Pode ser do tipo raquidiana e peridural. Esse tipo de anestesia é feito para procedimentos abdominais ou de membros inferiores.
IMPORTÂNCIA DA CONSULTA PRÉ- ANESTÉSICA
É uma consulta que o paciente faz com o anestesiologista, em um consultório médico,
antes de se submeter a uma cirurgia programada. Entre os objetivos dessa conversa estão:
Avaliar a condição clínica e os exames pré-operatórios do paciente, estabelecendo assim o chamado risco anestésico-cirúrgico;
permitir ao anestesiologista se inteirar de possível medicação de que o paciente faça uso e suas consequências para o ato cirúrgico-anestésico;
se julgar necessário, o anestesiologista poderá pedir a interconsulta com outros especialistas (cardiologista, endocrinologista, pneumologista etc) para complementar a avaliação e/ou ajustar a medicação que será usada;
estabelecer uma relação médico x paciente entre o anestesiologista e a pessoa que será operada, diminuindo a ansiedade de quem passará pela intervenção e aumentando sua confiança no profissional;
o anestesiologista poderá explicar ao paciente a técnica que será usada, bem como suas possíveis complicações. O paciente terá a oportunidade de tirar todas as dúvidas em relação à anestesia;
diminuir ao máximo as chances de a cirurgia ser adiada ou mesmo suspensa devido a um preparo inadequado do paciente.
De
até
Esta matéria tem: (2) comentários
Autor: Rosangela Buzzo
É uma doença muscular hereditária, latente, potencialmente grave, de herança autossômica dominante, caracterizada por resposta hipermetabólica após exposição a anestésico inalatório, tais como, halotano, enflurano, isoflurano ou exposição a um determinado relaxante muscular de nome succinilcolina. | Denuncie |
Autor: Rosangela Buzzo
Muito pertinente esta matéria. A presença e a participação do anestesista no processo da cirurgia pode salvar uma vida, como aconteceu com minha filha a 8 anos atras. No momento em que estava sendo anestesiada pra operar a garganta, foi diagnosticado uma hipertermia maligna. | Denuncie |