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Menina que teve foto nua divulgada no Orkut não superou trauma, diz advogado

João Henrique do Vale -

Publicação: 03/08/2011 08:54 Atualização:

Três anos após ter uma foto em que estava nua, divulgada no Orkut, uma adolescente, hoje com 16 anos, ainda não conseguiu superar o ocorrido. Nesta terça-feira, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais divulgou a decisão que condenou a Google a pagar indenização de R$ 12 mil à família dela. A decisão trouxe um alívio, mas o problema ainda está longe de ser sanado. “O fato mudou totalmente a menina. Ela deixou de frequentar a escola, não sai mais de casa e chegou até a mudar a cor do cabelo para não ser reconhecida”, explica o advogado Cristian Castro Pereira.

O caso aconteceu em 2008 em Perdões, cidade com cerca de 20 mil habitantes, localizada na Região Centro-Oeste de Minas Gerais. A jovem foi convidada por um garoto dois anos mais velho do que ela para ir até a casa dele. No local, a garota foi vítima de tentativa de estupro. Após tirar algumas fotos da garota, o adolescente encaminhou para um amigo, que colocou as imagens no site de relacionamento. “Pelas fotos dá para perceber que ela não queria ser fotografada. Ela aparecia nua tentando tampar o rosto”, conta Cristian Pereira.

Com a ajuda da internet, a notícia se espalhou rapidamente pela cidade. Os pais da menina ficaram sabendo da situação por meio de amigos dela. “A situação teve um agravante, pois a menina ficou sabendo pelos pais que as fotos estavam na internet. Eles ainda não sabiam que ela havia sofrido abusos sexuais”, disse Pereira.

Os dois adolescentes, o que tirou as fotos e o que publicou, foram processados e condenados, mas como são menores de idade, foram submetidos a uma medida socioeducativa. “ A única prejudicada com esta decisão foi a menina”, lamenta o advogado.

Segundo ele, a decisão da Justiça em condenar a empresa foi acertada e serve como exemplo para a sociedade. “Isso obriga a Google a ter mais cuidado. Em países como a China, por exemplo, eles conseguem filtrar essas imagens ofensivas, e no Brasil eles dizem que não têm controle”, afirma.

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