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| Consultor e engenheiro Andreas Flugs ensina a empreendedores, em workshop na Inova/UFMG, como criar uma startup de sucesso |
É com uma gargalhada alemã que o consultor Andreas Flugs responde se há uma simples fórmula para se acertar com uma startup. O engenheiro industrial apresentou, esta semana, na UFMG, workshop para 30 startups mineiras, justamente com esse título: “Como criar uma startup de sucesso?”. Ele desconversa: “Não é muito fácil responder isso, ainda mais em português”, mas dá pistas: “É fundamental ter paixão pelo trabalho porque essa fase inicial é cheia de dificuldades. E só assim para conseguir superar os problemas e ir em frente.”
O workshop foi realizado na Inova, a incubadora de empresas da UFMG, que apoia 50 empreendimentos em estágio inicial, de várias áreas do conhecimento. De acordo com Flugs, que tem experiência de 12 anos de consultoria para o segmento, o movimento de startups de web que ganham o mundo como cases de sucesso, como o próprio Facebook, a Zynga (criadora do Farmville), a Ravio (desenvolvedora do Angry Birds) e o Instagram dá a sensação de que a trajetória pode parecer mais fácil do que de fato é.
“É importante também ter planejamento geral, fazer projeções sobre como a empresa deve estar daqui há dois anos e perseguir essas metas”, diz o consultor. Ele lembra que um grande problema dessas empresas é justamente a falta de modelo de negócios definido. “As pessoas às vezes têm uma boa ideia na cabeça, mas não sabem como tirar dinheiro dela, a curto, médio e longo prazo, de maneira viável e sustentável.”
Novos perfis As incapacidades de gestão são a principal causa da mortalidade de jovens empresas, segundo Ana Maria Serrão, gerente do programa de empreendedorismo da Inova. O diferencial do DNA acadêmico das startups incubadas chama atenção pelo nível científico-tecnológico, na definição de Serrão, “grandioso, igualável a qualquer parte do mundo.” São fundamentalmente empresas de biotecnologias, nanotecnologias, softwares e tecnologia da informação. Do workshop participaram também empresas de design de moda e de objetos.
Os casos de empresas de sucesso criadas por jovens, que saltam do anonimato para as listas de afortunados, somados aos incentivos da Lei da Inovação, de 2004, têm mudado o perfil dos formandos brasileiros, na opinião da gerente. “De 2005 para cá a coisa mudou muito, os alunos das novas gerações não têm mais aquele perfil de procurar emprego quando saem da universidade, já têm tendência empreendedora”, diz.
O trabalho da incubadora é domar as ansiedades e preparar o caminho administrativo, que Ana Maria classifica como tão importante quanto o produto criado. “Não adianta a pessoa ter uma invenção brilhante no laboratório e não conhecer os rumos do mercado, para fazer essa transferência tecnológica efetiva”, ressalta.
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