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Jovens empresas enfrentam desafios para aparecer em mercados sem fronteiras

Frederico Bottrel - Estado de Minas

Publicação: 09/06/2011 12:47 Atualização: 09/06/2011 12:59

Herbeth Amaral, Bernardo Porto (sócio da empresa) e Gabriela Reis: Mineira DeskMetrics chama atenção na lista das 10 startups mais promissoras da América Latina (Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press )
Herbeth Amaral, Bernardo Porto (sócio da empresa) e Gabriela Reis: Mineira DeskMetrics chama atenção na lista das 10 startups mais promissoras da América Latina

Não é fácil a vida da startup brasileira. Em mercado global sem fronteiras geográficas, investir, crescer e aparecer são verbos que nem sempre se sucedem no ritmo ideal para quem protagoniza essas centenas de histórias – especialmente no caso de plataformas web. Pois vem de Belo Horizonte uma das apostas do setor, na América Latina. A DeskMetrics, empresa com sede no Bairro São Pedro, Região Centro-Sul da capital, aparece na lista das 10 startups mais promissoras do blog especializado The Next Web América Latina (TNW)

A ferramenta é uma espécie de Google Analytics para programas de computador, voltada para pequenas e médias empresas, como explica Bernardo Porto, fundador da Deskmetrics: “Nosso serviço fornece informações em tempo real sobre a utilização de software. Desenvolvedores e empresas de software conseguem identificar a localização dos seus usuários, as configurações dos seus computadores, por quanto tempo e com qual frequência utilizam determinado aplicativo, quais são as funcionalidades mais utilizadas, entre outros dados”.

As informações ficam disponíveis em uma página da internet e podem ser acessadas de qualquer lugar, e a qualquer hora. A ideia para o desenvolvimento da ferramenta partiu de uma necessidade própria de outra empresa de Bernardo Porto, a Quicksys, criada em 2007 para desenvolver e otimizar programas para Windows.

“Percebemos que as empresas que desenvolvem software usam só o número de downloads para verificar o sucesso ou não de um aplicativo. Essa informação, porém, não oferece resposta confiável sobre o quanto um usuário é engajado”, explica. Daí veio a criação da plataforma que fornecesse dados mais completos.

Investimentos
A DeskMetrics recebeu aporte inicial de "love money", como diz Porto, para pagar, durante seis meses, as contas de infraestrutura e salários. Em outubro de 2010, a plataforma foi recomendada pela OpenCandy (uma startup da Califórnia investida pelo Google Ventures) para o blog especializado TechCrunch, como empresa bastante promissora. “Com isso, tivemos o lançamento oficial da nossa plataforma divulgado pelo blog, um dos mais reconhecidos no mundo na área de tecnologia”, diz.

Em dezembro, a startup chamou atenção do cenário internacional, quando recebeu investimentos de US$ 200 mil, que permitiu a ampliação da equipe. O grupo de investimentos não é revelado. Para o fundador, a ideia é promissora porque “surgiu de uma necessidade real e resolve problema que existe na maioria das empresas que desenvolvem software: conhecer melhor o usuário e o modo de uso de determinado aplicativo, para obter informações estratégias que direcionam melhorias e suporte.”

Ele lembra que só grandes empresas, como Microsoft ou Adobe, tinham acesso a esse tipo de informação, com condições de criar e bancar setores de métricas dentro da própria empresa – isso significa infraestrutura e contratação de especialistas. Além de negócios no Brasil, já trabalha com clientes dos Estados Unidos, Austrália, Sérvia e Rússia. Para o TNW, a empresa “tem claro potencial de atingir o mercado global.”

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