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Memória é a função psíquica que permite a vida em sociedade

Carolina Cotta - Estado de Minas

Publicação: 27/02/2011 10:53 Atualização: 27/02/2011 11:05

'Sem métodos, não há boa memória', diz o psicólogo  Alberto Dell'Isola  (Euler Júnior/EM/D.A Press)
'Sem métodos, não há boa memória', diz o psicólogo Alberto Dell'Isola
De esquecido a recordista latino-americano de memória. O psicólogo Alberto Dell’Isola quase nunca encontrava seu carro no estacionamento de um shopping. Coisas do dia a dia, como devolver um livro emprestado, também passavam longe da lembrança. Aos 24, o então programador, ao pesquisar sobre memória de computador, viu na internet um ex-campeão memorizando uma sequência no baralho. Impressionado, criou sua própria técnica e se tornou o maior memorizador de cartas da América Latina.

O Alberto esquecido pensava que todo mundo está sujeito a uma memória ruim, mas sabia que seu problema não era para memorizar e sim para lembrar na hora certa. “Se esquecia de devolver um livro, era só ver quem tinha me emprestado para lembrar. A informação estava arquivada, mas não conseguia recuperá-la quando precisava. Era um problema de desorganização. Sem métodos, não há boa memória.” Foi quando a memorização mudou o curso de sua vida e revelou que o que lhe faltava era treino.

Mas não é preciso ir tão longe e fazer da memória um instrumento de competição. Conjunto de funções pelo qual o cérebro adquire, armazena e evoca informações, a memória, na verdade, são várias memórias. A de procedimento é a das habilidades motoras. A declarativa, a da associação de dados, dedução e criação de ideias, inclui a memória dos fatos vivenciados, chamada episódica, e a de informações transmitidas pelo saber, a memória semântica.

Pode ser ainda memória de trabalho, aquela que retém uma informação por alguns segundos, até guardá-la por períodos mais longos ou descartá-la, como um telefone que nos passam para ser discado na próxima ligação. Já a memória de curto prazo trabalha com dados por algumas horas até que sejam gravados de forma definitiva, e a de longo prazo retém de forma definitiva uma informação, permitindo sua recuperação ou evocação.

Independentemente do tipo, para o psiquiatra Antônio Carlos de Oliveira Corrêa, autor do recém-lançado livro Memória, aprendizagem e esquecimento – a memória atráves das neurociências cognitivas, é ela, uma das várias funções psíquicas do organismo, que permite a vida em sociedade, forma a cultura de uma civilização e proporciona a transmissão de conhecimento. “Sem ela não existiríamos. Somos a mesma pessoa ontem, hoje e amanhã graças à memória.”

Que tal preservá-la?

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