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Questão de memória Diante da fugacidade das redes, é essencial fazer cópias extras das fotos de momentos especiais

Frederico Bottrel - Estado de Minas

Publicação: 06/01/2011 11:32 Atualização: 06/01/2011 11:36

'Não basta fazer as cópias. É preciso ter cuidado com o HD externo: tem gente que guarda o dispositivo dentro da bolsa, junto com chaves, telefones celulares. A informação corre ali o risco de sumir, o material pode ser desmagnetizado e pronto: já era' Raphael Fraga, professor de fotografia digital da Escola de Imagem (Maria Tereza Correia/EM/D.A Press)
"Não basta fazer as cópias. É preciso ter cuidado com o HD externo: tem gente que guarda o dispositivo dentro da bolsa, junto com chaves, telefones celulares. A informação corre ali o risco de sumir, o material pode ser desmagnetizado e pronto: já era" Raphael Fraga, professor de fotografia digital da Escola de Imagem
Não é só o "sumiço" das imagens nas timelines frenéticas das mídias sociais que preocupa quem preza pela memória das fotografias. Em uma era em que a computação nas nuvens deve ditar muitas regras, não se pode perder de vista que a dinâmica de funcionamento dos serviços em que tanto se confia, como o Facebook ou o Google, pode sofrer reviravoltas consideráveis e (por que não especular?) tudo sair do ar de uma hora para outra. A materialidade da imagem impressa e o backup em formatos variados são as dicas para quem quer garantir a perenização dos momentos registrados em fotos.

Para Raphael Fraga, professor de fotografia digital da Escola de Imagem, a tendência de não ter a imagem impressa é consolidada. Outros suportes, como porta-retratos digitais e celulares com imagens randômicas na área de trabalho, cumprem a função de dispor as fotografias. Contudo, é imperioso, ele alerta, atentar para o risco de esse acesso falhar um dia.

O professor lembra que as pessoas chegam a considerar exagerado o zelo com que fotógrafos profissionais cuidam de suas cópias extras. "Mas é preciso ter a consciência de que as fotos guardam momentos que jamais vão se repetir. Não é uma coisa simples de refazer. Todo cuidado é pouco, mesmo."

O mais recomendado, de acordo com ele, é ter cópias das imagens em HDs externos e em discos DVDs. "E não basta fazer as cópias. É preciso ter cuidado com o HD externo: tem gente que guarda o dispositivo dentro da bolsa, junto com chaves, telefones celulares. A informação corre ali o risco de sumir, o material pode ser desmagnetizado e pronto: já era." Isso para não falar naquele tio bêbado que, desavisado, sai fuçando na máquina e acaba por deletar o material, ainda na praia. "Vale ler o manual com cuidado, antes de começar a manipular o equipamento", recomenda Fraga.

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Autor: Daniel Gonçalves
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