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Em BH, cientistas cogitam criar partido para ganhar voz no Congresso Nacional

Uma das ideias é lançar a presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Helena Nader, como candidata a deputada federal

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postado em 17/07/2017 16:13 / atualizado em 17/07/2017 16:23

Agência Estado

Antonio Cruz/ABr

Lideranças científicas estão contemplando a possibilidade de criar um partido político, para tentar ganhar uma voz no Congresso Nacional. O partido seria dedicado exclusivamente às causas da Educação, Ciência, Tecnologia e Inovação, e não pleitearia cargos no Poder Executivo - apenas no Legislativo. A ideia, que circula pelos corredores da reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Belo Horizonte, seria lançar a presidente da entidade, Helena Nader, como candidata a deputada federal.

Bióloga molecular, professora titular da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e membro titular da Academia Brasileira de Ciências (ABC), Helena Nader é presidente da SBPC há seis anos e conta com amplo apoio da comunidade científica e acadêmica. Seu terceiro mandato termina nesta semana. Ela será substituída pelo vice-presidente, Ildeu Moreira.

Helena, de 69 anos, disse que a ideia não partiu dela e que não tem uma opinião formada sobre o tema. Moreira ressaltou que se trata de uma iniciativa de indivíduos da comunidade científica, e não de uma proposta institucional da SBPC. O estatuto da entidade afirma, logo em seu primeiro parágrafo, que a SBPC é uma "associação civil, pessoa jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, laica e sem caráter político-partidário".

"Há clara necessidade de termos representação de cientistas, professores e pesquisadores no Congresso Nacional e outras instâncias legislativas do país, qualificada para defender a causa da educação, ciência e tecnologia como os pilares da inovação e do desenvolvimento nacional", defende Glaucius Oliva, professor titular do Instituto de Física de São Carlos da USP e ex-presidente do CNPq.

Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da Fapesp, acha que o ideal seria ter políticos com formação científica em vários partidos - e não a criação de um partido próprio -, inclusive como forma de criar uma frente comum de diálogo entre eles.

*O repórter viajou a Belo Horizonte com apoio da SBPC

(Herton Escobar)
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Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação
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jorge
jorge - 18 de Julho às 07:30
Elias Murad era cientista e nem por isto deixou de dar sua contribuição enquanto foi deputado.
 
jorge
jorge - 18 de Julho às 07:29
criar partido acho exagerado, por que que não se candidatarem a deputados e ai defenderem as suas causas?
 
DamoSuzuki
DamoSuzuki - 17 de Julho às 21:05
Falou em arte, ciência, saber, cultura, pode saber: os coxinhas são contra.
 
claudio
claudio - 17 de Julho às 19:46
Cientistas não combinam com a política!!..Os políticos são todos ( 100% ) safados, desonestos , mentirosos,canalhas, corruptos e inúteis !!..Já os cientistas são indispensáveis à sociedade e não devem macular sua existência se misturando com aquele lixo que compõem a classe política!! ..simples assim!!
 
José
José - 17 de Julho às 18:07
Apoados ! ! ! Qualquer outra categoria diferentes de POLÍTICOS PROFISSIONAIS DE DIREITA e de EMPRESI-DIÁRIOS, TEM A MINHA TOTAL CONCORDÂNCIA E APOIO ! ! !