SIGA O EM

Serra pediu caixa dois de R$ 6,4 milhões, afirma delator

O empresário Joesley Batista confessou ter pago R$ 6,4 milhões por meio de caixa dois à campanha do senador José Serra à Presidência da República

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.
[{'id_foto': 1123638, 'arquivo_grande': '', 'credito': 'Geraldo Magela/Ag\xeancia Senado', 'link': '', 'legenda': '', 'arquivo': 'ns62/app/noticia_127983242361/2017/05/19/870398/20170519184532897731o.jpg', 'alinhamento': 'center', 'descricao': ''}]

postado em 19/05/2017 18:37 / atualizado em 19/05/2017 18:49

Agência Estado

Geraldo Magela/Agência Senado

São Paulo, 19 - O empresário Joesley Batista confessou, em delação premiada, ter pago R$ 6,4 milhões por meio de caixa dois à campanha do senador José Serra à Presidência da República - o tucano foi candidato ao Planalto em 2002 e em 2010. Segundo a delação, outros R$ 13 milhões foram doados oficialmente ao tucano.

De acordo com Joesley, o senador pediu R$ 20 milhões ao Grupo JBS.

"R$ 6 milhões através de notas frias para a empresa LRC Eventos e Promoções, com a falsa venda de um camarote no Autódromo de Interlagos, em São Paulo; R$ 420 mil para a empresa APPM Analista e Pesquisa, também em notas frias", diz o anexo da delação do dono do grupo JBS.

O delator explica que outros R$ 13 milhões foram doados oficialmente, conforme indicação do candidato.

Joesley afirmou que o 'sr. Furquim' ficou responsável pela operacionalização dos pagamentos - Luiz Fernando Furquim morreu em 2009 e foi responsável pelas contas de campanha do senador tucano.

Em nota, a assessoria de imprensa de José Serra afirmou: "As contas de todas as campanhas de José Serra foram aprovadas pela Justiça Eleitoral. José Serra jamais recebeu qualquer tipo de vantagens indevidas das empresas de Joesley Batista. E mais que isso, nunca tomou medidas que tenham favorecido a Joesley ou a seu grupo empresarial em nenhum dos diversos cargos que ocupou em sua longa carreira pública. O senador está confiante que a investigação irá comprovar a lisura de sua conduta."

(Luiz Vassallo, Fábio Fabrini, Fabio Serapião e Beatriz Bulla)

Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação
600