SIGA O EM

Restrição de acesso popular à entrega da Medalha da Inconfidência recebe críticas

Manifestantes com bandeiras foram impedidos de entrar na Praça Tiradentes, em Ouro Preto. Para participar do evento, é exigida credencial

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.
[{'id_foto': 1117999, 'arquivo_grande': '', 'credito': 'Alexandre Guzanshe EM DA Press', 'link': '', 'legenda': 'Manifestantes foram impedidos de participar da cerim\xf4nia da entrega da Medalha da Inconfid\xeancia ', 'arquivo': 'ns62/app/noticia_127983242361/2017/04/21/863950/20170421093553229070e.jpg', 'alinhamento': 'left', 'descricao': ''}]

postado em 21/04/2017 09:34 / atualizado em 21/04/2017 09:50

Flávia Ayer

Alexandre Guzanshe EM DA Press
Se quando assumiu o governo, em 2015, o governador Fernando Pimentel  (PT), quis aproximar a população da solenidade de entrega da Medalha da Inconfidência, dois anos depois, o governo impôs distância de dois quilômetros do povo em relação à Praça Tiradentes, em Ouro Preto. Manifestantes reclamam da proibição de assistir à cerimônia.

A reclamação vem, principalmente, de grupos contrários ao governo Michel Temer (PMDB). Liderados pela CUT, sindicatos, Movimento Sem Terra (MST) e movimentos sociais, os manifestantes estão reunidos na Praça da Rodoviária e protestam contra as reformas da Previdência e trabalhista, além da terceirização.

Os  movimentos também organizaram uma entrega de medalhas de pessoas que se destacaram na luta por direitos sociais.

Para acessar o evento oficial do governo do  PT, é necessário credencial. Líderes reclamam no carro de som sobre o impedimento de acessar a área central de Ouro Preto.

A professora Reny Batista, do Sind-UTE de Ipatinga, estranhou a postura. "Por 12 anos, ficamos sem chegar próximos. Em 2015 e 2016, pudemos ficar na praça. Agora, fomos impedidos novamente. Percebemos que o ideal de Tiradentes de liberdade está totalmente desvirtuado. Eles rasgam a luta dos inconfidentes por igualdade, liberdade e fraternidade. Assim como o governo federal", afirma.

O assessor parlamentar da Gabinetona, das vereadoras Áurea Carolina e Cida Falabella, Rafael Barros, estava indignado com a situação. "Num momento político crucial, em.que o governo do estado em tese se propõe a ocupar um espaço popular, eles se afastam da luta e dos movimentos".
Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação
600