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Temer enquadra siglas 'infiéis' para aprovar reforma da Previdência

O Palácio do Planalto quer agora que os partidos mais divididos fechem questão para conseguir aprovar a reforma da Previdência

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postado em 20/04/2017 07:55 / atualizado em 20/04/2017 09:31

Agência Estado

Brasília - Diante de sinais de rebelião no Congresso, a cúpula do governo endureceu o tom e decidiu cobrar dos ministros que enquadrem as bancadas aliadas, sob pena de ficarem insustentáveis nos cargos. O Palácio do Planalto quer agora que os partidos mais divididos fechem questão para conseguir aprovar a reforma da Previdência. Os parlamentares que desrespeitarem a ordem correm risco de punição.

O PMDB deve ser o primeiro a dar o exemplo. Depois de mostrar infidelidade em votações consideradas mais leves, como a da terceirização e a do requerimento de urgência, anteontem, para a reforma trabalhista, o partido do presidente Michel Temer sofre cada vez mais pressão do Planalto.

"Fechar questão é um instrumento legítimo para o partido marcar posição", afirmou o líder do governo no Senado, Romero Jucá (RR), presidente do PMDB. Interlocutores de Temer observam que, com a estratégia, os parlamentares poderão dizer aos eleitores que foram obrigados a seguir diretriz do partido para aprovar as mudanças na aposentadoria.

Em fevereiro, Jucá protagonizou confronto público com o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, para quem a tendência do partido era liberar a bancada na votação da reforma da Previdência. "Não temos tradição leninista", disse Moreira, na ocasião.

De lá para cá, porém, o governo sofreu derrotas na Câmara e as delações da Lava Jato contribuíram para aumentar a crise. É tanto o esforço do Planalto para mostrar força e transmitir a mensagem de que a Lava Jato não parou o governo que Temer já planeja recorrer a ministros-deputados para a aprovação da reforma da Previdência.

Dos 28 ministros, 12 são deputados licenciados que podem voltar ao posto, se necessário, para ajudar Temer na Câmara. Os ministros também foram orientados a intensificar o contato com os parlamentares e a procurar individualmente os integrantes de suas bancadas.

A ideia é que eles apresentem ao governo um mapeamento de como votará cada deputado. "Os ministros vão ter de trabalhar suas bancadas. Senão, vão ter de deixar os cargos", avisou o deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS).

Recado


Na lista dos "traidores contumazes" estão PSB, PRB e PPS, embora o próprio PMDB e o PSDB também tenham se mostrado infieis. Nesta semana, os ministros Leonardo Picciani (Esporte) e Max Beltrão (Turismo), ambos deputados licenciados, participaram da reunião da bancada do PMDB. Ali o recado foi claro: quem votar contra a reforma terá de devolver os cargos.

O ministro da Cultura, Roberto Freire, também ameaçou sair se o PPS enfrentar o governo na reforma da Previdência. A advertência foi feita a parlamentares após as traições verificadas na votação da terceirização.

Considerado o aliado mais infiel, o PSB deve fechar questão, mas contra as reformas da Previdência e trabalhista. "Há uma avaliação de integrantes da bancada de que esse governo está tendo uma inflexão excessivamente liberal", disse o presidente do PSB, Carlos Siqueira.

O líder do DEM na Câmara, Efraim Filho (PB), também afirmou que o partido não obrigará ninguém a votar com o governo. Assegurou, porém, que o DEM é favorável à reforma da Previdência.
Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação
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Full
Full - 20 de Abril às 16:38
Os golpistas já não estão se entendendo.
 
ROBSON
ROBSON - 20 de Abril às 13:17
Esse velhinha tem sair o mais rapído da politica, principalmente sem o cache que vai levar pela reforma da previdência.
 
Olivio
Olivio - 20 de Abril às 12:03
Se, depender de infidelidade, não sobrará ninguém. Está cercado de ursos, leões e vampiros famintos.
 
claudio
claudio - 20 de Abril às 11:36
ESTE TEMER PARECE QUE VAI GANHAR ALGUM NESTA REFORMA DA PREVIDÊNCIA, POIS NUNCA VI TAMANHA DEDICAÇÃO PARA APROVAR ESTE ABSURDO DESTA REFORMA, ELE DEVERIA SE PREOCUPAR COM A SAÚDE , SEGURANÇA DO POVO E OUTRAS COISAS MAIS, MAS TA FOCADO NA PREVIDENCIA, PROVAVELMENTE VAI GANHAR MUITO DINHEIRO SE APROVAR ISSO.
 
claudio
claudio - 20 de Abril às 11:17
o temer foi delatado..recebeu o marcelo odebrecht no palacio do jaburu e recebeu propina via partido..sete sr deveria renunciar e logo em seguida ir p/ cadeia que é o lugar de gente safada e desonesta..um cara cínico e imoral que está atacando todos os direitos do brasileiros , especialmente os trabalhadores ..temer é sujo e recebedor de propinas, ele mesmo confessou em entrevista a BAND que recebeu propina via partido...que imoral!!
 
Aminadab
Aminadab - 20 de Abril às 10:29
Essa forma altamente CORRUPTA de ser eleito pelos CIDADÃOS e sair para ser MINISTRO CORRUPTO, pois, o retorno para o CARGO de Deputado somente para realizar uma VOTAÇÃO A FAVOR GOVERNO FEDERAL, nada mais é, do que uma BIG PREVARICAÇÃO, além de configurar o CRIME DE ESTELIONATO, afinal, o eleito foi eleito para REPRESENTAR OS CIDADÃOS, ou estamos enganados!
 
Aminadab
Aminadab - 20 de Abril às 10:26
O Temer DEVERIA ter a mesma PRESSA para aprovar a REFORMA DO SISTEMA ELEITORAL, apresentando a criação do RECALL no artigo 14, da CF, fim do VOTO OBRIGAÓRIO, fim das REELEIÇÕES, coisa que o TEMER faz DESCARADAMENTE na reeleição da Presidência Nacional de seu partido, haja vista que, foi REELEITO 15 VEZES; Outra EXCRESCÊNCIA É o cara ser ELEITO pelo voto popular e ASSUMIR MINISTÉRIOS SOB A FORMA CORRUPTA DE RETORNAR A CÂMARA como deputado SOMENTE PARA VOTAR A FAVOR GOVERNO FEDERAL!
 
Gerson
Gerson - 20 de Abril às 10:20
O governo federal deveria de imediato aplicar suas forças para aprovar a PEC DO TETO, o que reduziria as despesas em mais de 100 bilhões de salários do judiciário, legislativo e do próprio executivo como do Sr. presidente que somente com as aposentarias que percebe supera o valor de R$60.000,00 / mensal, assim como de juízes que acumulam salários superiores a 100 mil / mês. Simultaneamente deveria cobrar as dividas do INSS contraída pelos bancos como o Bradesco que possui uma dívida superior a 1 bilhão a mais de cinco anos, sem qualquer parcelamento ou proposta de quitação. Tá certo isso???