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Prefeitos em Minas tomam posse com caixa no vermelho

Ao tomar posse em Minas, prefeitos justificam volta de imposto, prometem lutar por recursos e herdam dívidas. Todos mostram apreensão com as finanças das prefeituras

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postado em 02/01/2017 06:00 / atualizado em 02/01/2017 07:17

Roger Dias

O primeiro dia de 2017 foi também de posse de prefeitos e vereadores nas demais cidades de Minas, estado com o maior número de municípios do país. Além da forte preocupação com a situação econômica das prefeituras, que iniciam o ano com os cofres quase vazios, o discurso predominante dos eleitos se concentrou em discutir problemas frequentes como mobilidade urbana, segurança e melhorias no transporte público.

Eleito com 72,96% dos votos, Alex de Freitas (PSDB) foi empossado em Contagem em meio à polêmica da volta da cobrança do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), determinada pelo Ministério Público em janeiro do ano passado. Ele disse ter desconhecido a notificação, já que não teria sido informada pelo ex-prefeito Carlin Moura (PCdoB). “Precisamos conhecer a verdade para que possamos entender o que aconteceu. O antigo prefeito rodou com o documento entre meia dúzia de assessores e depois guardou no cofre. Foi algo inexplicável. Ninguém sabia dessa notificação. Fomos enganados”.

Alex de Freitas mostrou-se preocupado com a falta de recursos para investimentos e afirmou que o dinheiro do IPTU será fundamental para o desenvolvimento da cidade. “É importante observar que o país está mergulhado numa crise política e econômica. A União fechou o ano passado com um déficit de R$ 200 bilhões. Vamos cumprir a lei de responsabilidade fiscal e receber os recursos para desenvolver o município”, disse. O vereador Daniel Carvalho (PV), que pertence à base aliada de Freitas, foi eleito o presidente da Câmara.

Em Juiz de Fora, Bruno Siqueira (PMDB) e os 19 vereadores eleitos tomaram posse prometendo solucionar a finalização do Hospital Regional, cujas obras começaram em 2010 e estão paradas por falta de verba: “Estou pedindo mais uma vez uma audiência ao secretário de Estado de Saúde para que ele possa gradualmente mandar os recursos para que possamos dar continuidade a esta obra. A gente precisa que o estado saia dessas dificuldades financeiras para que possa ter recursos suficientes para a conclusão do Hospital Regional”, afirma Siqueira, reeleito ao derrotar a petista Margarida Salomão por 57,87% dos votos.

No Triângulo, Odelmo Leão (PP) foi empossado pela terceira vez como prefeito de Uberlândia e terá como desafio quitar dívidas da administração anterior, de Gilmar Machado (PT). De acordo com os dados financeiros do município, são cerca de R$ 200 milhões em compromissos não honrados durante a gestão anterior e que foram deixados para serem quitados. Em Betim, o ex-deputado Vittorio Medioli (PHS) também assumiu o mandato.

Depois de obter liminar concedida pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, o peemedebista Sebastião Quintão foi empossado prefeito de Ipatinga. Eleito em outubro, ele teve o registro de candidatura indeferido pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) por ter sido condenado em segunda instância por capitação ilícita de votos e abuso de poder nas eleições de 2008. Outro beneficiado pela liminar do TSE foi Geraldo Torres (PP), prefeito eleito de Timóteo, que também assumiu o cargo ontem.

MORTO Vereador eleito pela primeira vez em Tocos de Moji, no Sul de Minas, Vanderlei Carlos Silva (PR) foi encontrado morto em sua casa na manhã de ontem. Ele não compareceu à Câmara Municipal para a posse e em seguida foi encontrado por vizinhos. Há suspeita de suicídio, já que a vítima sofria de depressão.
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