SIGA O EM

'É um golpe dentro do golpe', afirma Dilma sobre cassação de chapa

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.
[{'id_foto': 1089678, 'arquivo_grande': '', 'credito': 'Roberto Stuckert Filho/PR ', 'link': '', 'legenda': '"Assistimos estarrecidos e perplexos todas as tentativas de dar um golpe dentro do golpe. Temos que ter a ousadia de defender mais uma vez elei\xe7\xf5es diretas para presidente", afirmou Dilma em encontro com mulheres da Central \xdanica dos Trabalhadores (CUT), em S\xe3o Paulo', 'arquivo': 'ns62/app/noticia_127983242361/2016/12/01/829056/20161201110653538105a.jpg', 'alinhamento': 'center', 'descricao': ''}]

postado em 01/12/2016 10:55 / atualizado em 01/12/2016 11:07

Agência Estado

Roberto Stuckert Filho/PR

São Paulo - A presidente cassada Dilma Rousseff disse nesta quarta-feira, 30, em encontro com mulheres sindicalistas, existir a tentativa de "um golpe dentro do golpe" e defendeu a realização de eleições diretas já para presidente.

"Assistimos estarrecidos e perplexos todas as tentativas de dar um golpe dentro do golpe. Temos que ter a ousadia de defender mais uma vez eleições diretas para presidente", afirmou Dilma em encontro com mulheres da Central Única dos Trabalhadores (CUT), em São Paulo.

A petista se referia à possibilidade de cassação da chapa encabeçada por ela e composta pelo presidente Michel Temer pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e explicou que se isso vier a ocorrer depois do dia 31 de dezembro o próximo presidente seria escolhido por meio de eleição indireta pelo Congresso.

"É isso que se chama golpe dentro do golpe. Você cria a temporalidade para que haja eleição indireta", disse Dilma.

Segundo ela, o País vive um estado de exceção no qual todos os adversários do atual regime são considerados inimigos e criminalizados enquanto os amigos do governo são poupados. Para exemplificar a tese, ela citou o caso envolvendo os ex-ministros da Cultura Marcelo Calero e da Secretaria de Governo Geddel Vieira Lima.

"O estado se exceção é capaz de criminalizar alguns atos legítimos e perdoar outros que não são legítimos. Estes dois pesos e duas medidas está ficando claro em várias ações. Sobretudo na dimensão para certas questões. Não é considerado crime por advocacia administrativa defender que se libere a construção de um edifício de 106 andares numa área de patrimônio histórico", afirmou.

Dilma vinculou a Operação Lava Jato ao suposto estado de exceção duas vezes. Na primeira ao dizer que o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) trata de forma excepcional os recursos referentes à Lava Jato. Na segunda, ao criticar delações premiadas.

O evento reuniu cerca de 500 pessoas, segundo organizadores, na maioria mulheres sindicalistas, na sede da CUT no bairro do Brás. Foi a primeira vez que Dilma esteve no local. Havia a expectativa da presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas ele cancelou a participação em função do depoimento ao juiz Sérgio Moro na condição de testemunha de defesa do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha.
Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação
600
 
Elias
Elias - 02 de Dezembro às 09:56
Golpe dentro de golpe, é piada pronta, e qd estava no governo só os manos (RATOS) eram poupados, e golpe foi ter mantido você com direitos políticos, foi uma vergonha para o SENADO/STF, que rasgaram a constituição.
 
Marcos
Marcos - 01 de Dezembro às 16:14
Ela é tão golpeada que continua tendo direito de exercer a sua verborragia. Está querendo imitar seu mentor. |MP|