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Renan tenta votar pacote anticorrupção nesta quarta-feira, mas senadores rejeitam

As medidas de combate à corrupção foram aprovadas esta madrugada na Câmara dos Deputados, há menos de 24 horas

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postado em 30/11/2016 20:09 / atualizado em 30/11/2016 20:20

Estado de Minas

AFP / ANDRESSA ANHOLETE

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), colocou em votação no plenário do Senado um requerimento de urgência urgentíssima para a votação ainda hoje (30) do projeto de lei que trata das medidas de combate à corrupção. Apesar dos protestos de grande parte do plenário, o presidente insistiu em colocar a matéria em votação, mas o requerimento foi rejeitado por 44 votos contrários e 14 favoráveis.

As medidas de combate à corrupção foram aprovadas esta madrugada na Câmara dos Deputados, há menos de 24 horas. O texto nem mesmo constava no sistema do Senado quando o presidente anunciou a intenção de colocá-lo em votação ainda hoje, com quebra de interstícios, ou seja, do intervalo entre as votações. O requerimento tinha sido apresentado por PMDB, PTC e PSD. Apesar da previsão de que dois senadores pudessem a falar em favor do pedido de urgência, nenhum parlamentar dos três partidos quis usar a palavra.

Indignados com a insistência, vários senadores acusaram o presidente de agir com abuso de autoridade. O senador Cristovam Buarque (PPS-DF) dirigiu-se ao plenário para pedir que os colegas não aprovassem o requerimento de urgência.

“Eu estou falando com meus pares. Com o senhor eu não argumento porque não adianta, o senhor está usando um abuso de autoridade no momento em que tenta pautar uma lei sobre abuso de autoridade”, disse o senador.

Pacote polêmico


A proposta surgiu a partir de uma campanha feita pelo Ministério Público Federal intitulada Dez Medidas Contra a Corrupção. Na votação da Câmara, no entanto, foram retiradas seis das dez medidas sugeridas pelo MPF. A principal mudança feita pelos deputados ocorreu por meio de emenda do deputado Weverton Rocha (PDT-MA), aprovada por 313 votos a 132 e 5 abstenções. Ela prevê casos de responsabilização de juízes e de membros do Ministério Público por crimes de abuso de autoridade. Entre os motivos listados está a atuação com motivação político-partidária.

Diante das alterações, procuradores da Operação Lava Jato ameaçaram deixar a força-tarefa caso as medidas do novo pacote entrassem em vigor. O procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, também fez duras críticas ao texto. Segundo ele, as alterações colocaram o país “em marcha a ré no combate à corrupção”. De acordo com o procurador, “as 10 Medidas contra a Corrupção não existem mais”.

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, também divulgou uma nota em que lamentou a aprovação do projeto que torna crime o abuso de autoridade para juízes e procuradores.

 Com Agência Brasil
Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação
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roseli
roseli - 01 de Dezembro às 08:36
ENQUANTO O MUNDO CHORA NOSSOS MORTOS, AS RATAZANAS DA CÂMARA DOS DEPUTADOS EM BRASíLIA, ROEM A BANDEIRA BRASILEIRA, LAMENTÁVEL A FALTA DE SENSIBILIDADE DESSA CORJA. PARABÉNS COLOMBIANOS, PROVARAM QUE NÃO É O TAMANHO DO TERRITÓRIO QUE SE FAZ UM POVO, MAS SEUS DIRIGENTES, OBRIGADO PELO CARINHO E CONSIDERAÇÃO. DEUS TUDO SABE E TUDO VÊ. PELO MENOS OS SENADORES DA REPUBLICA, TIVERAM UM POUCO MAIS SENSIBILIDADE . OS QUE BARRARAM MEU MUITO OBRIGADO. E POR FAVOR MARQUEM BEM OS NOMES DOS DEPUTADOS QUE ROERAM A BANDEIRA DO BRASIL NAQUELA MADRUGADA DE LUTO, 2018 VEM AÍ.
 
Frederico
Frederico - 01 de Dezembro às 00:46
Este Renan é a escumalha das escumalhas, cara mais cretino, sujo e hipócrita não existe. Lugar dele é no Carandiru.
 
alvaro
alvaro - 30 de Novembro às 21:12
Esse babaca desse Renan, esta pustula, vai ser preso, pode esperar, esta comprando uma briga que não da p ele, e levando os puxa sacos acéfalos