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Coluna do Baptista Chagas de Almeida

Me poupe essa gente preconceituosa diante de ensinamento antigo: 'Pai, perdoai-lhes, porque não sabem o que fazem'. Ajoelhem-se e sigam ensinamento de séculos atrás. De Jesus Cristo

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postado em 22/11/2016 12:00 / atualizado em 22/11/2016 11:47

Baptista Chagas de Almeida /Estado de Minas

Arte: Soraia Piva

Do dólar paralelo ao ministro do STJ


Se preconceito puro não é bobagem, é preciso avisar o site de pesquisas Google. Com muita justiça, faz tempo que é politicamente incorreto – e põe incorreto nisso – que não se trata o câmbio paralelo com o termo “negro”. Na busca, se alguém coloca para saber a cotação do “dólar câmbio negro”, o Google acata. Para ser justo, nas matérias usa o termo correto: “dólar paralelo”. Mas aí, já é tarde demais.

A negritude é uma virtude, não pela rima, mas para quem reconhece os valores de quem tanto sofreu neste Brasil que, por muito tempo, muito mesmo, manteve a escravatura. Prefiro ser escravo da verdade, eles construíram o país e hoje, por merecimento, são devidamente reconhecidos. Lamentável é que ainda tem gente preconceituosa.

Me poupe essa gente preconceituosa, mesmo diante de ensinamento tão antigo: “Pai, perdoai-lhes, porque não sabem o que fazem”. Ajoelhem-se, portanto, e sigam o ensinamento de tantos séculos atrás. De Jesus Cristo.

Não, a coluna não é sobre religião, é sobre o cenário político e econômico do país. A eleição de Donald Trump para a Presidência dos Estados Unidos causa grande apreensão mundo afora. O temor do mercado é que isso pode causar pressão inflacionária. Se acontecer, como previsto, o câmbio sobe lá. E, provavelmente, ainda mais aqui.

Não, a coluna também não é de economia. Vamos à política. Tem confusão para tudo quanto lado. No Congresso, só para início de conversa, integrantes do Ministério Público Federal (MPF) e juízes de todas as instâncias, eu disse todas, queriam ficar fora do teto. Percebeu o verbo no passado? É que prevaleceu a pressão da opinião pública, com direito a manifestações e tudo mais. Então, melhor mudar de assunto.

Confusão por confusão, foi o que não faltou ontem na Assembleia Legislativa. É que o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Herman Benjamin, determinou que os deputados de oposição tivessem acesso a todo o processo contra o governador Fernando Pimentel (PT), o que havia sido negado pelo presidente Adalclever Lopes (PMDB).

“O prejuízo decorrente do indeferimento da tutela pleiteada é evidente, dada a possibilidade de posterior invalidação da deliberação tomada pela Assembleia Legislativa, decorrente de grave nulidade, caso não seja garantido a todos os parlamentares o conhecimento pleno da lide.”

Nada mais a acrescentar. Basta o argumento do ministro Herman Benjamin, que fala por si.

Au revoir
“O presidente está debruçado sobre a questão” visando encontrar uma solução “que sirva ao governo e ao país”. A frase é do  secretário, que na prática tem status de ministro, do Programa de Parceria de Investimentos (PPI), Moreira Franco. De acordo com ele, “não afasto, nem afirmo. Como eu disse, o presidente está debruçado sobre a questão” visando encontrar uma solução “que sirva ao governo e ao país”. É óbvio que se trata de Geddel Vieira Lima, ministro-chefe da Secretaria de Governo. A declaração foi em Paris, onde Moreira Franco participa do 4º Fórum Econômico França-Brasil. Chique, não? Então melhor traduzir: “o presidente está debruçado sobre a questão” significa “au revoir Geddel”.

Fora do teto
A ficha de nossos nobres parlamentares custou a cair, diante do cenário externo. Muito antes pelo contrário. Enquanto as contas públicas estão no buraco, integrantes do Ministério Público Federal (MPF) e juízes de todas as instâncias, eu disse todas, queriam ficar fora do teto. Percebeu o verbo no passado? É que prevaleceu a pressão da opinião pública, com direito a manifestações e tudo mais. Ah! Vale repetir. Caiu a ficha do presidente da comissão especial do teto, deputado Joaquim Passarinho (PSD-PA). E isso só depois de o próprio presidente Michel Temer (PMDB) dar exemplo. Não fosse assim... Sei não!

Mãe, aqui no Brasil a gente rouba desde garotinho?” Ao que a mãe respondeu:
“Não meu filho, desde a época do Cabral”

Está fazendo o maior sucesso nas redes sociais. Nem precisa explicar. Afinal, Anthony Garotinho (PMDB) e Sérgio Cabral (PMDB), ambos ex-governadores do Rio de Janeiro, dispensam maiores apresentações não é mesmo?

As seis mil
No início da sessão de ontem, logo de manhã, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Herman Benjamin, deu acesso à oposição das 6 mil páginas do processo contra o governador Fernando Pimentel (PT). Antes, eles só poderiam consultar 600 páginas. O pedido a que o magistrado atendeu foi feito pelos deputados Gustavo Corrêa (DEM), Gustavo Valadares (PSDB) e Sargento Rodrigues (PDT), por meio de ofício. Logo que recebeu a notificação do STJ, o presidente da Assembleia Legislativa, Adalclever Lopes (PMDB), leu apenas parte do ofício – é, só um trecho mesmo – e encerrou a sessão.

O picadeiro
Não, não um barraco, foi barraca mesmo. É que integrantes do Movimento Sem-Terra (MST) armaram acampamento na entrada do hall das bandeiras na Assembleia Legislativa de Minas. Já na portaria principal, outra turma, bandeiras amarradas em grandes pedaços de madeiras, como se fossem para a guerra, nem teve tempo. Logo chegou a informação de que o ministro do STJ Herman Benjamim havia autorizado a liberação de todos os documentos, para também todos os 77 deputados, do processo na Justiça. Restou aos sem-terra ficar com uma “cara de paisagem”, ou melhor, já tinham armado um “circo”, foi “cara de palhaço”.

PINGAFOGO

A coluna registrou, dias atrás, a visão que tinha dom Pedro II, o mais futurista governante que o Brasil já teve. E isso, lá nos tempos do Império, sem internet e muito menos computador.

No telefonema a dom Pedro II o inventor Graham Bell citou William Shakespeare, escritor que dispensa apresentações: “Ser ou não ser, eis a questão”. E o monarca brasileiro respondeu: “Meu Deus, isso fala”.

Por que repetir? Porque há gente mais realista que o rei, o imperador. Na política brasileira, então, nem se fala. Por telefone, então, é que a mudez fica ainda mais clara. Com a Lava-Jato em ação, é o medo de ser grampeado, para ser bem entendido.

“A curto prazo, creio que os recursos arrecadados possam superar uma CPMF. Isso ajudaria a convencer muitos deputados na Câmara.” Frase do próprio presidente da comissão especial, Elmar Nascimento (DEM-BA), sobre a liberação dos cassinos no país.

 

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