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Defensoria vai apurar 'uso excessivo da força' por policiais em protesto no Rio

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postado em 16/11/2016 19:19

Agência Estado

Rio, 16 - A Defensoria Pública do Estado do Rio instaurou um procedimento para apurar a conduta das forças policiais durante a manifestação dos servidores públicos estaduais nesta quarta-feira, 16, em frente ao Palácio Tiradentes, sede da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), onde as medidas de ajuste fiscal propostas pelo governador Luiz Fernando Pezão começaram a ser debatidas hoje. Em nota, o núcleo de Direitos Humanos da instituição manifesta sua preocupação com o "uso excessivo da força pelos agentes policiais" durante o protesto.

"Se não é possível concordar com o ingresso à força na Assembleia Legislativa, tampouco encontra amparo no Estado Democrático de Direito a utilização de bombas e spray de pimenta contra servidores públicos que se encontravam distantes do Palácio Tiradentes", diz o texto.

Durante a manifestação, iniciada pela manhã, houve confronto. No início da tarde os manifestantes derrubaram duas fileiras de grades que isolavam a porta principal do Palácio Tiradentes e ocuparam as escadarias do prédio, que até então estavam isoladas. A PM usou grande quantidade de gás de pimenta contra os servidores, além de soltar bombas de efeito moral. No início da tarde, PMs com escudos e cassetetes, precedidos pelas detonações, avançaram contra servidores que estavam na rua da Assembleia. Os servidores então saíram da frente da Alerj, mas depois voltaram. Eles avisaram que estarão ali durante todos os dias de discussão e votação das medidas propostas pelo governador Luiz Fernando Pezão (PMDB). O calendário vai até dezembro, quando as propostas deverão ser votadas.

Segundo uma fonte, dois policiais militares do Batalhão de Choque flagrados em um vídeo abandonando o trabalho para se juntar aos manifestantes serão presos administrativamente após serem identificados. A assessoria de imprensa da Polícia Militar não confirma a informação de uma possível prisão, mas informa que irá analisar as imagens para verificar a situação. O vídeo postado no Facebook pelo estudante de comunicação Julio Trindade ganhou as redes sociais nesta quarta. Nele, os policiais aparecem sendo abraçados e aplaudidos pelos manifestantes, mas, de capacete, não têm o rosto à mostra.
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