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Pelotão de policiais avança com gás e bomba de efeito moral no Rio

Servidores que protestam contra o pacote anticrise do governador Pezão prometem manter mobilização na Assembleia durante discussão e votação. Prédio do Legislativo está cercado de grades

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postado em 16/11/2016 14:49 / atualizado em 16/11/2016 15:24

Agência Estado

Rio - Um pelotão de policiais do choque avança pela Rua da Assembleia, nas imediações da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), lançando gás de pimenta e bomba de efeito moral para dispersar a manifestação contra o pacote anticrise encaminhado à Alerj pelo governador Luiz Fernando Pezão. O manifestantes gritam "covardes" para os policiais e das janelas dos prédios são jogados papéis picados em apoio ao protesto.

 

Cerca de 300 servidores estaduais protestam diante da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) contra o pacote anticrise, que começa a discuti-lo na tarde de hoje. Para evitar que o Palácio Tiradentes seja novamente ocupado pelos manifestantes, como aconteceu na semana passada, o prédio foi todo cercado por grades e guardado por dezenas de PMs, munidos de escudos e capacetes. Servidores das mais diversas áreas, incluindo saúde, educação, segurança, Ministério Público e Previdência, estão afastados cerca de 50 metros da porta principal por esta barreira.


O número de pessoas cresce rapidamente. Ao microfone, lideranças anunciam que a intenção é que esse seja o maior ato até agora contra as propostas de Pezão. "Vamos juntar 30 mil pessoas", afirmam. O trânsito na Avenida Presidente Antônio Carlos já está bloqueado pela presença de manifestantes na pista. Veículos tentam desviar para não ficarem presos na multidão. A rua provavelmente será logo fechada, como vem sendo feito em todos os protestos. As vias onde ficam as laterais da Alerj, o Largo do Paço e a Rua São José, também estão bloqueadas por cercas e ocupadas por PMs. Nos fundos, na Rua Dom Manuel, também há concentração de mais de 50 policiais.

Diretor secretário do Sindicato dos Servidores do Sistema Penal do Rio, Odonclei Boechat, disse que os atos vão se suceder até o fim do ano em todos os dias em que houver discussão ou votação das medidas de Pezão, que visam ao reequilíbrio das contas do Estado, mergulhado num déficit de R$ 17,5 bilhões. A mais controversa é a que aumenta a contribuição previdenciária dos ativos e inativos.

Hoje, deve ser debatida uma medida que agrada aos servidores: a redução do salário do governador, seu vice e secretários, em 30%. Os manifestantes bradam contra o "muro da vergonha" que os separa da entrada, e seguram faixas em que chamam a Alerj de "presídio de políticos". Os organizadores vão distribuir cestas básicas para os servidores mais necessitados - eles estão com salários atrasados, e não deverão receber o 13º salário.

"O (Jorge) Picciani (presidente da Alerj, deputado pelo PMDB) divulgou o calendário de discussões para desmobilizar os servidores. Ele pode mudar a ordem como quiser, que estaremos aqui. Uma das nossas preocupações é a perda do nosso triênio. Se não temos aumento, ele é nossa única salvação. Os sindicatos estão se reunindo e vamos nos revezar nos atos. A pressão dá resultado", afirmou Boechat.

Pezão pediu e o Ministério da Justiça enviou agentes da Força Nacional Segurança para reforçar a guarda da Alerj, mas ainda não é possível visualizá-los.

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