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'Pimentel é cacique, preciso dele', diz prefeito eleito Alexandre Kaili

Na campanha, João Leite afirmava que Pimentel tinha como candidato, na verdade, Kalil, e não o deputado federal Reginaldo Lopes (PT)

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postado em 08/11/2016 07:25 / atualizado em 08/11/2016 08:30

Agência Estado

Belo Horizonte - O prefeito eleito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PHS), diz negar a política, mas, desde que saiu vitorioso nas urnas não faz outra coisa. "Só hoje (segunda-feira, 7), falei com 30 vereadores”, afirmou, quando questionado sobre seu futuro relacionamento com o Legislativo municipal.

A exemplo do que indicou na primeira entrevista após ser eleito, Kalil tem deixado claro de que lado está na política mineira - mais próximo do grupo do governador Fernando Pimentel (PT) e distante do senador e ex-governador Aécio Neves (PSDB).

Questionado sobre Aécio, Kalil recorre ao seu estilo contundente, sem freios nas palavras. "Não adianta quererem que eu vá lá lamber o saco de Aécio que não vou. Aécio para mim não tem a menor importância. Tratam Aécio como se fosse Deus", afirmou o prefeito eleito ao Estadão.

O senador, apesar de ter aparecido raras vezes na campanha de João Leite, depositou seu capital político na campanha derrotada. Kalil não quis comentar o vídeo postado nas redes sociais pouco antes do segundo turno cujo conteúdo sugere ameaças. Ele chama Aécio de "príncipe" e diz que é preciso "cuidado que o príncipe vai para a gaiola".

O prefeito eleito não quis, por exemplo, explicar quem é "Bidu", citado no vídeo. "Ele (Aécio) sabe quem é", disse, evitando outros comentários. "O que está no vídeo está lá. É ver e tirar as conclusões", acrescentou.

Do time


Kalil não tem a mesma restrição no que se refere a outro líder da política mineira, o governador petista Fernando Pimentel. "Esse é cacique. Preciso dele." Na campanha, o candidato derrotado João Leite (PSDB) afirmava que Pimentel tinha como candidato, na verdade, Kalil, e não o deputado federal Reginaldo Lopes (PT), que ficou em quarto lugar na disputa. Procurada, a assessoria de Aécio não respondeu.

Sobre a arte de governar, o prefeito eleito de Belo Horizonte, que presidiu o Atlético-MG, afirma não haver diferença entre comandar um time de futebol e uma prefeitura. "Existem 500 municípios menores que o Atlético em Minas. Administrar é uma coisa só. Enxugar é canalizar recursos para onde precisa", disse.

'Realidade'


Não é bem o que pensa o prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB), que tem posição bem clara sobre seu futuro sucessor. "Kalil é político até a raiz dos cabelos. Já foi candidato a deputado e desistiu. Está filiado no terceiro partido, parece. Ele fez uma campanha estilo Trump de 'está tudo errado, nada presta'. Agora ele vai se confrontar com a realidade. E já está dizendo que não fez promessa nenhuma. Vamos ver como vai ser. Costumo dizer que ou ele vai fazer um excelente gestão ou vai ser cassado antes dos primeiros 12 meses. Eu prefiro apostar na primeira hipótese", disse. Em 2014, Kalil se filiou ao PSB. Anunciou candidatura a deputado federal, mas acabou desistindo da disputa.

A comissão de transição utiliza atualmente um espaço dentro da empresa pública de transporte da cidade, a BHTrans, que terá sua "caixa-preta aberta", segundo Kalil.
Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação
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ana
ana - 08 de Novembro às 17:15
Começou mal, logo de quem ele quer apoio, desses cacique aí ele deveria dispensar.
 
Maria
Maria - 08 de Novembro às 17:06
O Kalil esta se saindo muito bem. Procurando apoio num "cacique" que pode ser preso a qualquer momento e fazendo a velha politica como ninguém. Incoerência é o que não falta.
 
ÉRIKA
ÉRIKA - 08 de Novembro às 11:19
Ele disse tudo ... "tratam o príncipe das trevas como um deus ... quando deveria ter o mesmo tratamento que os demais corruptos deste país."
 
Carlos
Carlos - 08 de Novembro às 09:43
Ele vai é ajeitar sua vida.
 
amauri
amauri - 08 de Novembro às 09:33
Concordo que ele não fez nada de errado, mas não foi isso que foi dito nos discursos durante a campanha. Da forma que dizia levou muita gente a crer que ele ia governar sozinho e como dizia "dar um pé na bunda da velha política". Agora o que já estou sentindo um dedinho de PT nesse governo. A grande característica petista, desrespeito à contratos (caso da nova rodoviária) e já assumindo o governo dizendo que não há dinheiro, acho que o próximo passo, quando assumir será atraso de salário de servidor.
 
sergio
sergio - 08 de Novembro às 09:29
A mascara começou a cair. Primeiro disse, gritou, esbravejou afirmando que não faria pactos com ninguém. Agora, que foi eleito começou o troca troca de favores e não se assustem caríssimos eleitores, pois no Brasil, a politicagem é praticada desde os primórdios e esse sujeito que se elegeu as custas da ignorância política dos tupiniquins mineiros SEMPRE FOI um politiqueiro de mão cheia. Vamos aguardar as cenas dos próximos capítulos.
 
Aline
Aline - 08 de Novembro às 08:54
Que matéria idiota! É claro que o kalil precisa do apoio político para comandar a PBH. Ele não está fazendo nada de errado não. E eu hein.