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Na reta final para eleição do prefeito de BH predominam ataques entre candidatos

Candidatos Alexandre Kalil e João Leite não dão trégua e usam eventos de campanha para disparar contra o adversário. Propostas para a população ficam em segundo plano

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postado em 27/10/2016 06:00 / atualizado em 27/10/2016 14:11

Juliana Cipriani /Estado de Minas , Maria Clara Prates

Gustavo Baxter/Nitro/Divulgação

Euler Jr.?EM/D.A Press

Menos de 12 horas depois de travarem um debate tenso na TV Alterosa, com troca de acusações e ofensas, os candidatos a prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PHS) e João Leite (PSDB), já faziam ontem campanha  no mesmo tom agressivo. O ex-presidente do Atlético aproveitou também para ironizar o seu adversário: “Tomara (que continue com os ataques), porque não está dando certo. Se ataque fosse bom, não precisava de campanha, precisava de investigador e de boca de aluguel”, disse. O deputado tucano, por sua vez, voltou a criticar a maneira como Kalil trata os trabalhadores de sua empresa. “Eu tenho que dar vez e voz para esses trabalhadores que não recebem (os seus direitos)”, disse.

O candidato do PHS fez caminhada ontem na avenida principal do Bairro Betânia, Região Oeste de BH, onde conversou com lojistas, subiu em um ônibus para cumprimentar o motorista e até tirou foto com funcionários de uma loja com bandeira do Cruzeiro. Kalil disse que vai processar João Leite por ter dito, no debate da TV Alterosa, que seu vice, o deputado estadual Paulo Lamac (Rede), foi citado na Operação Acrônimo. Presente na caminhada, Lamac disse que também poderá processar o tucano por quebra de decoro parlamentar na Comissão de Ética da Assembleia. O vice de Kalil garantiu que já está com a ação pronta, aguardando para ver se João Leite fará uma retratação. “É absolutamente inadmissível um parlamentar, por mais que esteja desesperado, partir para uma ação como essa. Mas vou aguardar que tenha sido um erro de expressão e que ele possa reconhecer isso”, afirmou.

Kalil também se defendeu de uma reportagem publicada ontem que o aponta como réu em um processo por trabalho escravo. De acordo com o texto, a empresa dele teria sido condenada a indenizar um funcionário por condições degradantes. “Quero avisar para todo mundo que trabalho escravo é crime, não é trabalhista não, é criminal. Isso faz parte de uma estratégia feita provavelmente lá em Brasília, é uma ação trabalhista absolutamente comum, com dinheiro depositado, esperando o resultado”.

Propostas

O candidato do PSDB visitou ontem a comunidade do Morro das Pedras, onde foi recebido com aplausos e foguetes. Aos moradores, ele prometeu iniciar seu programa Vila olímpica pela comunidade, com a instalação de equipamentos para esporte, interligados a postos de saúde e escolas. João Leite lamentou não poder usar todo o segundo turno apenas para apresentar suas propostas para a cidade. Segundo ele, é preciso mostrar aos eleitores quem de fato é Kalil. “Eu gostaria de ter passado o segundo turno todo falando da Rede Cuidar, da Cidade Dinâmica que vai gerar emprego, falando da Vila olímpicas nas vilas, mas não é possível. Parte da população foi totalmente lesada pelo outro candidato. Ele não tem condições de se apresentar”, afirmou o tucano, se referindo às denúncias de não pagamento de FGTS e recolhimento de INSS de parte dos trabalhadores contratados pela empresa de Kalil.

Mantendo o tom agressivo, João Leite foi ainda mais longe: “Alguém assim pode administrar nossa cidade? Vamos confiar a esta pessoa a administração da cidade?” João Leite também voltou ao assunto das capivaras que vivem na Lagoa da Pampulha e que renderam debates calorosos entre os candidatos no primeiro turno. O tucano disse que vai promover o manejo técnico das capivaras e que todos os animais, cães e gatos, em sua gestão serão cuidados na sua administração, caso seja eleito.

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José
José - 27 de Outubro às 12:09
Já não há qualquer dúvida: esses dois estão plenamente qualificados para ocupar o cargo de fuxiqueiros-mor de Belo Horizonte. Mas não demonstraram absolutamente nenhuma qualificação para para ocupar o cargo de prefeito.