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Só quatro partidos ampliaram votação na Câmara de BH

Enquanto PSDB, PHS, DEM e PMN conquistaram mais votos para a Câmara Municipal nestas eleições, as outras 24 legendas amargaram queda. PTN, porém, liderou preferência dos eleitores

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postado em 07/10/2016 06:00 / atualizado em 07/10/2016 07:32

Isabella Souto /Estado de Minas

Divulgação

Em um cenário de descrédito na política – o que culminou no recorde de abstenções, votos brancos e nulos no domingo passado –, quatro partidos conseguiram aumentar o número de votos em seus candidatos a vereador de Belo Horizonte nos últimos quatro anos: PSDB, PHS, DEM e PMN. As outras 24 legendas caíram na preferência do eleitorado entre 2012 e 2016, principalmente o PT, que amargou uma queda de 69,9%.

Sete partidos que disputaram estas eleições ainda não existiam em 2012. O PTN do presidente da Câmara, Wellington Magalhães, saiu das urnas com quase 5 mil votos a menos, mas, ainda assim, foi o partido mais votado no dia 2: recebeu 85.485 votos entre nominais e de legenda.


Os 1.462 candidatos às 41 cadeiras de vereador na capital mineira receberam 1.254.609 votos válidos no domingo. Brancos e nulos somaram 254.321 e outros 351.242 eleitores não foram às urnas. Em percentual e número absoluto, o PMN foi o que mais cresceu nestas eleições: saltou de 23.335 votos em 2012 para 67.799 este ano.

O DEM obteve mais do dobro de votos, saltando de 18.321 para 39.563. Mas ambos ficaram atrás do PSDB e PHS – outras duas legendas que tiveram mais votos no domingo em comparação à eleição passada e que receberam 83.793 e 82.665, respectivamente.

Uma justificativa certa para a votação nos tucanos e filiados ao PHS é que ambos tiveram candidatos fortes para prefeito – João Leite (PSDB) e Alexandre Kalil (PHS) –, o que repercute diretamente na eleição para o Legislativo ao atrair mais votos para os aliados e para o partido.

Na outra ponta, o PT teve uma queda de quase 100 mil votos na disputa pela Câmara. Se em 2012 os candidatos petistas receberam 138.754 votos e conquistaram seis cadeiras em Belo Horizonte, desta vez não passou de 41.747 votos, o que deu à legenda a eleição de dois vereadores.

Os baixos números registrados pela legenda em todo o país levaram o jornal inglês Financial Times a dizer que o PT sofreu “humilhação nacional” nas eleições. Outro partido que perdeu muitos votos neste ano foi o PSB do prefeito Marcio Lacerda.

Em 2012, quando os belo-horizontinos reelegeram Lacerda no primeiro turno e deram 167.072 votos à legenda, o PSB liderou o ranking e conseguiu seis cadeiras na Câmara. Neste ano, em que o PSB indicou o candidato a vice na chapa de Délio Malheiros (PSD), terminou na quarta colocação, com 72.665 votos e três vereadores eleitos. Délio Malheiros, que faz parte da administração de Lacerda, terminou a disputa no quinto lugar, com pouco mais de 64 mil votos.

Fidelidade partidária


Entre os 35 partidos que disputaram as eleições, o PTN recebeu 7,16% dos votos válidos. Para o presidente da legenda e da Câmara, Wellington Magalhães, a votação é resultado de trabalho realizado no último ano com os 58 candidatos a vereador. Em 2012, o partido elegeu três candidatos, mas vai terminar o mandato com apenas um, já que os outros dois trocaram de legenda.

De acordo com Magalhães, na terça-feira foi realizada uma reunião entre os eleitos e os derrotados. E foi acertado o compromisso de permanência na legenda até 2020. Sobre o fato de o PTN ser um dos partidos que perderam votos entre 2012 e 2016, o vereador foi enfático. “O descrédito que vivemos no Brasil se refletiu nas eleições. Há uma perda de credibilidade nos políticos”, disse ele.

Entre as sete legendas que disputaram uma eleição municipal pela primeira vez, apenas duas conseguiram eleger vereadores: o NOVO e o PROS, com um eleito cada. O NOVO obteve 35.550 votos, à frente de partidos tradicionais como PPS, PCdoB, PV e PTB. O PROS terminou com 30.830 votos.

 

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