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Estado de Minas

'Não aceito ser chamado de defensor de criminoso', diz João Leite

O tucano participou de entrevista exclusiva transmitida ao vivo pelo Portal Uai e Estado de Minas


postado em 04/10/2016 17:21 / atualizado em 04/10/2016 19:21

(foto: Sidney Lopes/EM/D.A Press)
(foto: Sidney Lopes/EM/D.A Press)

O candidato à Prefeitura de Belo Horizonte João Leite (PSDB) disse que não aceita ser chamado de defensor de criminosos. Em entrevista exclusiva ao Portal Uai e o Jornal Estado de Minas nesta terça-feira, o tucano rechaçou esse conceito. Ele ainda comentou sobre apoios no segundo turno, comunidade LGBT e projetos de mobilidade. João Leite terminou o primeiro turno na primeira posição com 33,40% dos votos e vai disputar o segundo turno com o Alexandre Kalil (PHS), que alcançou 26,56%. Na quinta-feira é a vez de Kalil participar da entrevista.



Sobre seu trabalho na Comissão de Direitos Humanos ele rechaçou a ideia de que faça a defesa de criminosos. Ele afirmou que sofreu perseguição, juntamente à família, por ter denunciado quadrilhas que atuavam no estado e por causa de Projetos de Lei que ele apresentou. “Não aceito esse rótulo porque eu defendi a população de Minas Gerais e coloquei em risco a minha família, a minha vida. Eu fico indignado quando alguém fala isso.”

O tucano ainda relembrou os exemplos que recebeu do pai e citou que foi destacado para investigar a saída do traficante Fernandinho Beira Mar pela porta da frente que desde então passou a sofrer represálias, por causa da desarticulação do grupo que propiciou o ato. “Eu defendo bandido ou quem abriu a porta da frente para Fernandinho Beira Mar? Aqueles que se organizaram a saída dele é que são bandidos, João Leite não”, ressaltou.

Ainda sobre segurança, João Leite disse que vai armar a guarda municipal e que isso não vão gerar aumento dos gastos. O tucano a uma máxima que, segundo ele, já era usada pelo pai dele. “Segurança pública é farda na rua. A população vê a farda e se sente segura e o criminoso vê a farda e ele tema qualquer reação”, citou.

Sobre apoio do Pacheco ele classificou o antigo adversário de campanha como “alguém cheio de projetos” e o qual ele tem identificação de propostas. O tucano afirmou não ver incoerência pelo fato de ter uma postura crítica em relação ao governo de Fernando Pimentel do qual Antônio Andrade (PMDB) é vice.

Perguntado sobre internautas sobre sua posição em relação à comunidade LGBT na cidade, o tucano afirmou que tem suas posições, mas que elas não influenciarão em sua forma de governar. Ele afirmou que é oriundo de duas categorias – jogador de futebol e evangélico - que também sofrem discriminação. “Não permitirei que ninguém sofra discriminação ou preconceito”,afirmou. Ele ainda citou as garantias previstas na Constituição. “Serei um defensor do modo de vida que a pessoa quiser viver”, disse.

Sobre o Uber ele disse que vai acatar o que a Justiça determinar, mas que não aceitará violência entre as partes envolvidas. O candidato ainda comentou sobre a política de segurança pública. Sobre o assunto, ele disse que têm experiência em estudos e atuação na área. Para ele o prefeito deve ser “protagonista” das ações. Leite destacou que algumas ações, como melhorar a iluminação da cidade, é uma iniciativa que cabe ao administrador da cidade.

O candidato ainda comentou sobre escola sem partido e sobre projetos de mobilidade para a cidade, como o metrô e a ampliação do Move.

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