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Estado de Minas

João Leite e Kalil têm o desafio de ''encontrar'' 741 mil eleitores perdidos

Candidatos à PBH, João Leite e Alexandre Kalil montam estratégia de campanha para atrair a atenção daqueles que não foram às urnas ou votaram em branco ou nulo no primeiro turno


postado em 04/10/2016 06:00 / atualizado em 04/10/2016 12:54

Foto do apoio de Pacheco a João Leite, selado por líderes do PSDB e do PMDB no estado, vazou na internet (foto: Reprodução)
Foto do apoio de Pacheco a João Leite, selado por líderes do PSDB e do PMDB no estado, vazou na internet (foto: Reprodução)

Kalil pretende trazer os indecisos para o debate de propostas e descarta aliança com outros partidos(foto: Rodrigo Clemente/EM/D.A Press)
Kalil pretende trazer os indecisos para o debate de propostas e descarta aliança com outros partidos (foto: Rodrigo Clemente/EM/D.A Press)

 Em busca dos mais de 741 mil eleitores que votaram nulo ou em branco ou não compareceram às urnas no primeiro turno, os candidatos João Leite (PSDB) e Alexandre Kalil (PHS) esperam aproveitar a campanha eleitoral e os debates televisivos para apresentar soluções para os problemas da cidade e convencerem os indecisos a votar no dia 30.

No primeiro dia após o resultado das urnas, os dois comentaram suas estratégias para a campanha. Kalil afirmou que pretende mostrar aos eleitores que não se posicionaram até agora os problemas da cidade. João Leite disse que assumirá compromisso com aqueles que têm “responsabilidade com a população”.

Kalil disse que pretende fazer alianças somente com os eleitores. “Quero buscar esse pessoal para o debate da cidade. Temos que trazer esse pessoal que não votou em ninguém para ver o que a cidade está passando, para ver o que está acontecendo em BH, porque abandonar a cidade eles já abandonaram lá na prefeitura. Agora o cidadão abandonar o povo mais pobre, o povo que está precisando, é sacanagem. É responsabilidade do belo-horizontino ajudar o belo-horizontino”, disse o candidato, que se reuniu ontem com integrantes da campanha e apoiadores para discutir estratégias para o segundo turno.

“Quero aliança com o indeciso, quero aliança com quem não foi votar, quero continuar com a aliança com os que estão sofrendo na mão dessa gente malvada, por causa desse descaso que o PSDB deixou a prefeitura. O resto não quero aliança de ninguém”, defendeu o ex-cartola, se referindo ao partido do seu adversário que chegou a fazer parte dos governos do atual prefeito Marcio Lacerda (PSB).

Kalil disse que vai aproveitar o tempo maior do segundo turno – no primeiro, ele tinha 20 segundos –, para mostrar suas propostas e o que ele pretende fazer caso eleito. Avalia ser muito difícil fazer uma “cidade amargurada, largada, abandonada funcionar”. “Mas vamos fazer”, garantiu o candidato.

ALIANÇA FECHADA

O candidato João Leite terá o apoio do deputado federal Rodrigo Pacheco (PMDB), terceiro colocado nas urnas, com 10,2% dos votos. A aliança foi costurada ontem, durante encontro que reuniu líderes do dois partidos, entre eles os senadores tucanos Aécio Neves e Antonio Anastasia e o vice-governador de Minas, Antônio Andrade (PMDB), seria anunciado apenas hoje, mas a informação acabou vazando e foi confirmada pela assessoria dos dois candidatos. A parceria será oficializada às 10h, durante novo encontro entre João Leite e Pacheco, na sede do PMDB. Segundo a assessoria do tucano, os dois vão fechar um pacto por BH, com o alinhamento das principais propostas.

Ao falar sobre a busca por alianças para o segundo turno, à tarde, João Leite não citou quais partidos iniciaram conversas com o PSDB e ressaltou a importância de um compromisso com todos os setores da sociedade. “Quero ter aliança com aqueles que têm compromisso com a responsabilidade. Ninguém vai fazer uma boa gestão se não tiver responsabilidade. Posso fazer propostas que podem não ser cumpridas, mas quero fazer compromissos com a realidade”, disse o tucano.

Ele se reuniu com especialistas em segurança pública e líderes de  comunidades terapêuticas que apoiam sua candidatura. João Leite destacou como principais propostas para o setor os trabalhos de prevenção, de redução dos danos aos dependentes químicos e de repressão, por meio do armamento da Guarda Municipal. “Estamos convencidos da prioridade para a questão da prevenção.”

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