SIGA O EM

Campanha da disputa pela Prefeitura e Câmara de BH está à míngua

Sem financiamento privado, candidatos a prefeito de BH reduzem estrutura para conseguir arcar com despesas

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.
[]

postado em 14/09/2016 06:00 / atualizado em 14/09/2016 09:02

Alessandra Mello

Com a proibição de financiamento privado, o dinheiro sumiu das campanhas eleitorais. Faltando 19 dias para o primeiro turno das eleições, a maioria dos candidatos não conseguiu arrecadar nada, principalmente os que disputam uma vaga na Câmara Municipal de Belo Horizonte. Mas até mesmo para os postulantes à cadeira de prefeito da capital, cujas campanhas sempre foram milionárias, o recurso anda escasso e em nada lembra a milionária disputa de 2012.


Na época, os sete candidatos gastaram R$ 45,5 milhões no primeiro turno das eleições, quando Marcio Lacerda (PSB) foi reeleito. Hoje, os 11 candidatos conseguiram arrecadar até agora cerca de R$ 7 milhões, valor bem distante do teto da campanha, que é de R$ 26,9 milhões. Com o dinheiro minguando e a disputa embolada, são grandes as especulações de que antes do fim do turno alguns candidatos podem renunciar.

Sem recurso para bancar despesas, o jeito é cortar custos e reduzir a infraestrutura da campanha. Até mesmo os candidatos bem colocados nas pesquisas enfrentam dificuldades. Caso de Alexandre Kalil (PHS), segundo colocado nos levantamentos de intenção de voto, que, semana passada, teve que demitir funcionários e enxugar despesas alegando falta de recursos para quitar os próximos salários e faturas. De acordo com a prestação de contas feita por Kalil ao Tribunal Superior Eleitor (TSE), até ontem ele havia arrecadado R$ 450 mil, menos do que as despesas já contratadas que somam R$ 519,7 mil. Para driblar a falta de dinheiro, o candidato tem investido na campanha nas redes sociais.

Marcelo Álvaro Antônio, que disputa pelo PR, arrecadou R$ 982,9 mil, mais que o dobro do declarado por Kalil. Mesmo assim também enfrenta dificuldades e teve que reduzir sua estrutura de campanha. O candidato informou que o motivo da demissão de parte de sua equipe é que ela estava ociosa. No entanto, nos bastidores da campanha, a informação é de que o corte aconteceu mesmo por falta de recursos e que até o fim do primeiro turno não serão produzidos novos programas eleitorais nem material de campanha. De acordo com a assessoria, o candidato aposta na militância para divulgar suas propostas.

Com a terceira maior arrecadação até agora, o candidato do PTdoB, Luiz Tibé, também diminuiu sua estrutura e até mesmo os carros de som, sua marca de campanha, que rodavam por toda a cidade dia e noite reduziram sua circulação. O candidato até agora arrecadou R$ 1,1 milhão e contratou despesas no valor de R$ 21,4 mil. Entre os integrantes das maiores legendas, o candidato do PT a prefeito, Reginaldo Lopes, foi o que menos arrecadou: R$ 311 mil. Sem recursos, o petista não tem comitê e está usando a sede do partido como base da campanha.

O candidato do PMDB, Rodrigo Pacheco, tem até agora a campanha mais cara, mas boa parte desses recursos saiu de sua própria conta. Dos cerca de R$ 1,5 milhão arrecadado, R$ 900 mil foram desembolsados por ele mesmo, segundo dados da prestação de contas do TSE. Isso representa 57,7% de todas as doações de sua campanha.

Mesmo caso do candidato Délio Malheiros (PSD), que doou para a própria campanha R$ 250 mil e contou também com as doações da família Lacerda. O prefeito da capital e sua mulher, Regina Lacerda, doaram juntos R$ 900 mil para a campanha do candidato que já arrecadou um total de R$ 1,3 milhão.

 

Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação
600
 
Geddy
Geddy - 14 de Setembro às 20:59
Tá com tempo este Maurício, hein. Deve ser mais um militante da ala coxista remunerada.
 
Gilberto
Gilberto - 14 de Setembro às 12:13
Depois os eleitos fazem a farra com o dinheiro público pra compensar!
 
rodrigo
rodrigo - 14 de Setembro às 12:01
O prefeito de belo horizonte ganha por mês exatos R$24.721,25 bruto por mês! O que daria então R$296.655,00 por ano ou R$1.186.620,00 por 4 anos de mandato! Ai me vem o atual prefeito Marcio Lacerda e doa R$900.000,00 para a campanha de Délio Malheiros, e vocês estão preocupados só com o PT? kkkkkk Coxinhas mesmo viu! O Rodrigo Pacheco se eleito recebera em 4 anos o mesmo valor, mas pode doar R$900.000,00 do seu próprio bolso, mesmo sabendo que não vai ganhar kkkkk ABRE O OLHO POVO, PESQUISE, INFORME-SE
 
Maurício
Maurício - 14 de Setembro às 19:08
Tem razão, certamente tem muitos interesses escusos em jogo. Imagine quanta grana o Lacerda não gastou para se eleger antes... Essas contas não batem mesmo!
 
Evando
Evando - 14 de Setembro às 11:35
muito bom! Temos que promover uma campanha para acabar com salários dos vereadores. O Brasil é único pais participante da ONU, olha que são mais de 180 países, que vereador recebe salário. Mudar nome de rua e dar chave de cidadão honorário para qualquer um ... ufa. Não precisamos disso
 
Andre
Andre - 14 de Setembro às 11:14
Triste em saber que João Leite, Kalil, lideram disputa para prefeito. O povo não aprende. tem que tomar ferro mesmo. Depois reclamam . Chega. cansou,
 
Maurício
Maurício - 14 de Setembro às 19:05
1º - Essa pesquisa é furada. 812 pessoas em BH não dá nem 2 pessoas por bairro... e aposto que tem bairro que não teve representante. 2º Concordo com o André. Votar em João Leite??? Kalil??? Um ficou 3 anos do lado da prefeitura e agora diz que tudo está ruim, e o outro já tem discurso pronto pra não fazer nada e deixar de pagar o funcionalismo, já que pra ele a Prefeitura está quebrada... Analfabeto político é quem não percebe isso!!
 
JANE
JANE - 14 de Setembro às 17:26
Olha só quem tá falando. Um analfabeto político e coxinha.
 
MARCONI
MARCONI - 14 de Setembro às 13:11
Olha quem tá falando....um coxinha...
 
Cabral
Cabral - 14 de Setembro às 10:24
À mingua? Queria que estivessem muito piores financeiramente.. na radio e na televisao toda hora eh propaganda deles.. ninguem suporta mais.. Deveriam usar apenas o corpo a corpo e o horario eleitoral gratuito.
 
Maurício
Maurício - 14 de Setembro às 19:11
Acho que propagandas são uma chatice também. Concordo que bastava o Horário eleitoral gratuito no rádio e na tv, corpo a corpo em locais públicos, e, por mim, acho que os debates deveriam ser mais frequentes...
 
fabio
fabio - 14 de Setembro às 10:07
Onde estão os dados da campanha do João Leite ? Escondidos ?
 
Maurício
Maurício - 14 de Setembro às 19:12
São muitos zeros.... e se bobear o Lacerda pode der dado grana pra ele também! Plano B... rsrs
 
Gaguigu
Gaguigu - 14 de Setembro às 09:49
Relativo a antes, é míngua sim. Agora está normal, do jeito que tem que ser. Próximo passo tem que ser acabar com esse horário político tosco, que leva a junção de vários partidos numa chapa só para ganhar esse tempo infernal. Cara tem que ganhar na competência, na conversa bem feita, discussões bem fundadas e redes sociais. Qualquer coisa fora disso é maracutaia.
 
Maurício
Maurício - 14 de Setembro às 19:15
Acho que horário político gratuito é uma boa, mas as regras de divisão de tempo tem que acabar mesmo... todos iguais, ou pelo menos, os partidos com mais representação iguais. Agora, propaganda toda hora na TV e Rádio enche a paciência...
 
Humberto
Humberto - 14 de Setembro às 09:26
Ótima notícia